Qualidade da dieta gestacional: caracterização, fatores interferentes e associação com o desenvolvimento infantil percebido pelos pais no 6º mês de vida da criança

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Introdução: A nutrição possui papel importante no período pré e pós-natal tendo em vista a participação no desenvolvimento cerebral e contribuição para aquisição das habilidades neuropsicomotoras, com efeitos duradouros na saúde do indivíduo. Nesse cenário, avaliar a alimentação gestacional adquire relevância para a saúde do binômio mãe-filho. Objetivos: Caracterizar a qualidade da dieta gestacional e seus fatores interferentes, bem como identificar associação com o desenvolvimento infantil percebido pelos pais no 6º mês de vida da criança. Métodos: Coorte prospectiva desenvolvida com mulheres (n=236), recrutadas no puerpério imediato entre 2018 e 2019, em um hospital universitário e acompanhadas até o 6º mês pósparto (n=27). Foram coletados dados sociodemográficos, pré-gestacionais e do período gravídico bem como parâmetros clínicos e antropométricos dos filhos das participantes. O consumo alimentar gestacional foi avaliado a partir de um questionário de frequência alimentar, com posterior cálculo do Índice de Qualidade da Dieta Adaptado para Gestantes (IQDAG). O escore total desse índice foi categorizado em “boa qualidade da dieta” (>80), “precisando de melhorias” (50-80) e “qualidade da dieta ruim” (<50). O desenvolvimento infantil foi avaliado por meio do questionário Marcos do Desenvolvimento do Survey of Wellbeing of Young Children versão brasileira (MD-SWYC-BR) ao 6º mês de vida. Resultados: As mulheres apresentaram mediana (min-máx) de 28 (19-43) anos de idade, 2 (1-9) filhos, com a maioria (66,0%) tendo cursado até o ensino médio. A pontuação média no IQDAG foi de 67,3±14,5 pontos, sendo os componentes “leguminosas”, “cálcio” e “ômega-3” os melhores pontuados, enquanto “frutas” e “hortaliças” foram os piores. A maioria das participantes apresentou dieta “precisando de melhorias” (66,1%). O número de filhos foi relacionado ao escore do IQDAG (β=2,75; IC 95%=1,26–4,26; R2=0,05; p=<0,001). A amostra infantil apresentou pontuação média no MD-SWYC-BR de 15,7±2,8, tendo 14,8% alcançado valores inferiores ao esperado para a idade. Houve correlação positiva entre a ingestão diária de fibras (r=0,528), ferro (r=0,516) e ômega-3 (r=0,553) e a pontuação do MD-SWYC-BR (P<0,05). Entretanto, apenas a ingestão de ferro favoreceu o incremento de pontos no MD-SWYC-BR, após ajustes para calorias consumidas, idade, escolaridade e número de filhos (β=0,41; IC 95%=0,14–0,69; R² ajustado=0,556; p=0,001). Conclusão: Parcela expressiva das participantes do estudo consumiu dieta gestacional de baixa qualidade e identificou-se contribuição favorável do número de filhos para o escore do IQDAG. A ingestão de ferro gestacional mostrou-se como preditora da aquisição de pontos para o desenvolvimento infantil no 6º mês de vida. Tais dados denotam a importância de ações de educação alimentar e nutricional na gestação, sobretudo para as primíparas, além de demostrar o potencial da nutrição pré-natal, principalmente do nutriente ferro, no desenvolvimento infantil.

Abstract

Assunto

Nutrição Pré-Natal, Paridade, Desenvolvimento Infantil, Ferro na Dieta

Palavras-chave

Nutrição Pré-Natal, Paridade, Desenvolvimento Infantil, Ferro na Dieta, Dissertação Acadêmica

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