Diagnóstico hidroclimatológico da Bacia do Rio Doce
Carregando...
Arquivos
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Antonio Pereira Magalhaes Junior
Cristiane Valeria de Oliveira
Washington Luiz Assunção
Rubens Leite Vianello
Cristiane Valeria de Oliveira
Washington Luiz Assunção
Rubens Leite Vianello
Resumo
O presente trabalho foi analisado o padrão de distribuição espacial e temporal da chuva na bacia do rio Doce, organizado de acordo com as Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos (UPGRHs), definidas pela Deliberação Normativa CERH-MG N° 06, de 04 de outubro de 2002. O diagnóstico hidroclimatológico da bacia constitui uma referência para o planejamento de recursos hídricos, minimizando· os efeitos de eventuais riscos climáticos durante as estações chuvosa e seca. Foram analisados dados de precipitação de cinqüenta e dois postos pluviométricos, e, de vazão, de cinqüenta e oito postos fluviométricos, todos pertencentes à Agência Nacional de Águas (ANA). Deles se originaram mapas decendiais de precipitação e vazão. Dados de dez estações climatológicas principais, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), permitiram a elaboração de balanços· hídricos decendiais, climatológicos. Para a análise dos processos dinâmicos que influenciam o regime de chuva da bacia do rio Doce, utilizou-se dados de re-análise de linhas de corrente para os níveis de 200 e 850 hPa do NCEP (National Center for Enviroment Prediction), com resolução horizontal de 2,5°, referentes ao período de 1973, a 2003, nos domínios espaciais para América do Sul, Oceanos Pacífico e Atlântico, definidos entre as coordenadas geográficas entre 15° de latitude norte, 60° de latitude sul, 120° de longitude oeste e 10° de longitude leste. A análise decendial dos dados permitiu traçar a evolução climatológica anual do regime de chuva na bacia, indicando a existência de um deslocamento do padrão pluviométrico no sentido de oeste para leste, ou seja; o início e o término da estação chuvosa a oeste antecedem ao início e ao término da estação li leste. Quanto às vazões, observou-se a existência de dois padrões bem distintos: 1°) vazões pouco expressivas e com pouca variabilidade nos subafluentes posicionados nas áreas serranas mais elevadas da bacia, e aqueles que representam· as grandes bacias que drenam' para o rio Doce, incluindo-se este. 2°) As maiores cotas de vazão durante, todo. ano nos rios afluentes e formadores do rio Doce, como o Suaçui Grande, o Santo Antônio, o Piracicaba e o Piranga, além do próprio Doce. Tal fato deve-se à situação topográfica e hidrogeológica da bacia. Osdecendios de dezembro, janeiro e fevereiio apresentam os mais altos valores de vazão. A partir dos decêndios de março e abril ocorre o decréscimo da vazão, e, nos decêndios de maio a agosto, dão-se os menores valores de vazão. As análises dos balanços hídricos indicam que os totais pluviométricos sofrem cia da altitude. O oeste da bacia apresenta estações secas curtas e longas estações chuvosas. À medida que se dirige para o leste, o número de decêndios que caracterizam a estação seca aumenta, enquanto os da estação chuvosa diminuem. Os mecanismos atmosféricos dinâmicos que contribuem com os padrões de chuvas observados na bacia incluem: a Alta da Bolívia (AB), que contribui com o transporte de umidade da Amazônia para a região e consequentemente favorece as precipitações no oeste da bacia; o Anticiclone Subtropical do. Atlântico do Sul (ASAS) e o Cavado do Nordeste (CN), responsáveis pela forte subsidência do ar, favorecendo a formação de uma descontinuidade pluviométrica caracterizada pela redução no regime de chuvas em sua porção central; e a formação de um bloqueio atmosférico, que se inicia no 2o decêndio de janeiro, estendendo-se até fevereiro e dissipando-se no 1o decêndio de março, caracterizando um veranico climatológico na bacia. Devido à complexidade da área estudada e as diversas possibilidades de avanço na compreensão desse tema, os seguintes estudos são sugeridos: a) espacializar riscos climáticos o eranico; b) aplicar novas metodologias para determinar o início e o fIm da estação chuvosa na bacia; c) aplicar a metodologia deste estudo em outras bacias; d) aplicar estudos sobre veranicos, tomando como critérios de dia seco, 1mm, 5, mm, 10 mm, 15 mm e 20 mm; e) aplicar estudos associados aos fenômenos de larga escala; f) melhoria na rede pluviométrica e fluviométrica da bacia, tanto em qualidade como em quantidade.
Abstract
Assunto
Doce, Rio, Bacia (MG e ES), Climatologia, Bacias hidrográficas Minas Gerais, Precipitação (Metereologia)
Palavras-chave
geografia