Clima, raça e saúde: interseccionalidade na produção de vulnerabilidades climáticas no Brasil

dc.creatorVitor da Silva Marinho
dc.date.accessioned2026-03-09T18:34:54Z
dc.date.issued2026-02-12
dc.description.abstractThis thesis investigates how climate change interacts with racial and territorial inequalities to produce health disparities in Brazil. Using municipal-level data, the study examines the relationship between racial composition, climate vulnerability, and hospitalizations for primary care-sensitive conditions (ICSAPs), combining factor analysis, spatial econometrics, and causal inference strategies. Initially, a Composite Climate Vulnerability Index is constructed, synthesizing four dimensions: social deprivation, urban adaptive capacity, climate stress due to droughts, and exposure to extreme heat waves. The index reveals a strong spatial concentration of vulnerability in the Northeastern semi-arid region, the Legal Amazon, the Jequitinhonha Valley, and metropolitan peripheries. Subsequently, spatial autoregressive models indicate that the proportion of the Black population is positively associated with ICSAPs after controlling for climatic, institutional, and health service supply factors, suggesting that racial inequalities persist even when observable vulnerabilities are taken into account. Finally, applying spatial propensity score matching, we estimate the causal effect of racial composition on health outcomes in matched samples of structurally similar municipalities. The findings show that municipalities with a higher proportion of Black residents exhibit ICSAP rates between 12% and 15% higher than their counterfactuals, providing evidence that climate vulnerability in Brazil is multidimensional, spatially concentrated, and racially structured. These results underscore that climate change tends to amplify historical inequalities and generate persistent health inequities.
dc.description.sponsorshipOutra Agência
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/2050
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectRenda - Distribuição
dc.subjectCondições econômicas
dc.subjectDisparidade regionais
dc.subjectRelações raciais
dc.subjectDisparidades regionais
dc.subject.otherMudanças Climáticas
dc.subject.otherVulnerabilidade Climática
dc.subject.otherDesigualdades Raciais
dc.subject.otherSaúde pública
dc.subject.otherJustiça ambiental
dc.titleClima, raça e saúde: interseccionalidade na produção de vulnerabilidades climáticas no Brasil
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Lucas Resende de Carvalho
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5929119757187290
local.contributor.advisor1Pedro Vasconcelos Maia do Amaral
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9862252313257052
local.contributor.referee1Maria Aparecida Turci
local.contributor.referee1Allan Claudius Queiroz Barbosa
local.contributor.referee1Philipe Scherrer Mendes
local.contributor.referee1Nayara Abreu Julião
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7205965341395241
local.description.resumoEsta tese investiga como as mudanças climáticas interagem com desigualdades raciais e territoriais para produzir disparidades em saúde no Brasil. Utilizando dados municipais, a pesquisa analisa a relação entre composição racial, vulnerabilidade climática e internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAPs), combinando análise fatorial, econometria espacial e estratégias de inferência causal. Inicialmente, desenvolve-se um Índice Composto de Vulnerabilidade Climática que sintetiza quatro dimensões: privação social, capacidade adaptativa urbana, estresse climático por secas e exposição a ondas de calor extremas. O índice apresenta forte concentração espacial de vulnerabilidade no semiárido nordestino, na Amazônia Legal, no Vale do Jequitinhonha e em bordas metropolitanas. Em seguida, modelos autorregressivos espaciais mostram que a proporção de população negra está positivamente associada às ICSAPs quando se controlam fatores climáticos, institucionais e de oferta de serviços de saúde, indicando que desigualdades raciais persistem mesmo após o ajuste por vulnerabilidades observáveis. Por fim, a partir de um propensity score matching espacial, estima-se o efeito causal da composição racial sobre a saúde em amostras pareadas de municípios estruturalmente semelhantes. Os resultados indicam que municípios com maior proporção de população negra apresentam taxas de ICSAPs entre 12% e 15% superiores às de seus contrafactuais, evidenciando que a vulnerabilidade climática no Brasil é multidimensional, espacialmente concentrada e racialmente estruturada. Os achados reforçam que as mudanças climáticas tendem a amplificar desigualdades históricas e produzir iniquidades sanitárias persistentes.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8959-9897
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFACE - FACULDADE DE CIENCIAS ECONOMICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Economia
local.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA

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