A relação entre a compreensão e os aspectos prosódicos na leitura em voz alta de falantes do PE e do PB

dc.creatorCamila Tavares Leite
dc.date.accessioned2019-08-12T05:18:43Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:23:45Z
dc.date.available2019-08-12T05:18:43Z
dc.date.issued2012-03-01
dc.description.abstractThe main goal of this paper is to analyze the reading aloud of subjects of different ages/school grades, speakers of European Portuguese from the city of Lisbon and speakers of Brazilian Portuguese from the city of Belo Horizonte and its relation to comprehension of the material being read.Thirty subjects were selected from each variation, grouped by age, 10 with 11 years of age, 10 with 15 years of age and 10 with 20 years of age. Each subject read aloud two texts twice. Between the first and the second reading, the subjects answered, in a computer, a comprehension test. To categorize the subjects as fluent and not fluent, the prosody indicators measured and analyzed in each text were the duration of the reading and the speech rate.From each text some sentences were selected and speech rate and duration, articulation rate and duration, pauses length and percentage, the number of intonational syntagms were analyzed. All these data were compared to two pre-selected control subjects, one from each variation, considered fluent readers. These comparisons showed that the among the PE subjects, only the 15 and 20 years old can be considered fluent. The 11 years old showed a significant difference from the others. Among PB subjects, the results were quite different. When compared to the control subject, the only significant difference found was in pauses length and percentage, this difference was also noted when comparing subjects from each age group. It is important to notice the difference in the use of pauses between the PE and PB: in PE the pauses seem to show the subjects fluency and no fluency, as for PB, pauses limit the intonational syntagms limited, more frequently, in PE, by the high tone border H%.The comprehension data showed that one group could present very different results for texts of different genres. The more complex text allowed us to see an inversely proportional relation between age/school grade and the number of errors in the comprehension test. The older subjects presented a smaller number of errors. In the beginning of the research, we were expecting that reading aloud fluency was a consequence of good comprehension. However, our results showed that this relation should be rethought. The 20 years old subjects, in both PE and PB, showed fluency while reading aloud, but they also showed a high number of errors in the comprehension test related to the simpler text, therefore we concluded that fluency and comprehension arent always directly related.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/LETR-8U7NQ9
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAnálise prosódica (Linguística)
dc.subjectLíngua portuguesa Brasil Entonação
dc.subjectCompreensão na leitura
dc.subjectAtos de fala (Lingüística)
dc.subjectLíngua portuguesa Estudo e ensino
dc.subjectLíngua portuguesa Portugal Entonação
dc.subject.otherfluencia
dc.subject.othercompreensao
dc.subject.otherleitura em voz alta
dc.subject.otherprosodia
dc.titleA relação entre a compreensão e os aspectos prosódicos na leitura em voz alta de falantes do PE e do PB
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Maria Armanda Costa
local.contributor.advisor1Jose Olimpio de Magalhaes
local.contributor.referee1Sandra Madureira
local.contributor.referee1Carla Viana Coscarelli
local.contributor.referee1Thais Cristofaro Alves da Silva
local.contributor.referee1Luciana Mendonça Alves
local.description.resumoA leitura é um processo tão usual para o bom leitor que, dificilmente, ele se pergunta sobre como ocorre este intricado e complexo processo. Mas qual é o conceito de bom leitor? Gabriel (2006) afirma que o leitor proficiente, ou o bom leitor, por definição é aquele para o qual a decifração do código não é mais um obstáculo e que, por isso, pode voltar toda sua atenção para a produção de sentido. Soares (2004) completa, ainda, que esse nível de proficiência em leitura não é uma característica inata, comum a todos os seres humanos, mas sim uma habilidade construída através de um longo processo de alfabetização e letramento, que vai modificando a forma de ver o código. Outros pesquisadores apontam a fluência como um bom indicadorglobal de competência em leitura. De acordo com essa análise, ler um texto comatenção implica processar palavras individuais e parsear seus grupos frasais (LEVASSEUR, MACARUSO, PALUMBO, SHANKWEILER, 2006). Mas qual é o conceito de fluência? De acordo com Finn e Ingham (1991), a fluência parece ser um fenômeno de fácil compreensão já que todos os falantes de uma determinada língua são capazes de dizer se dada leitura é fluente ou não, pois sabem identificar a fluência quando a ouvem , mas cuja noção é resistente a uma definição direta e não ambígua. Normalmente, a definição de fluência está vinculada à sua negativa. Segundo Hedge (1978), fluência é melhor definida como uma unidade de resposta destituída de disfluências e pausas. Esta definição, conforme Finn e Ingham (1991), não deixa claro se ela identifica uma fala que os ouvintes interpretariam como fluentenem se tal definição se refere à fala normalmente fluente. Como é possível observar, nesta pesquisa, vamos lidar com conceitos ainda pouco definidos. Chamamos bom leitor aquele que não apenas reconhece e decodifica palavras, mas as integra em unidades maiores, para, então, construir um sentido global de texto. Relacionamos, portanto, o conceito de bom leitor ao conceito de compreensão domaterial lido, que, por sua vez, está relacionado ao conceito de fluência, já que consideramos que o leitor demonstra estar compreendendo o que lê através da manifestação prosódica. A prosódia inclui aspectos suprasegmentais da fala, tais como o contorno de pitch da sentença, o acento rítmico e pausas em quebras sintáticas maiores. Neste trabalho, relacionamos dados de leitura de sujeitos de diferentes faixas etárias, de duas variedades da mesma língua: Português Europeu e Português Brasileiro. Procuramos identificar características prosódicas dos leitores em diferentes níveis de escolaridade e relacioná-las à compreensão desses sujeitos sobre o material lido. Nosso principal resultado nos diz que, conforme afirma Gabriel (2006, p.81), para que haja a compreensão textual é necessário que exista a integração de elementos da memória de longo prazo do leitor aos elementos que o próprio texto traz. A familiaridade com o código escrito, ou mesmo com o gênero textual, ou com o assunto, não é garantia de compreensão. A construção do modelo de texto exige que o leitor tenha uma atitude ativa de cooperação, a fim de fazer as inferências devidas, de identificar ironias e, principalmente, de aprender através da leitura.
local.publisher.initialsUFMG

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