A percepção de enfermeiras obstetras sobre o modelo de atuação na assistência ao parto e nascimento em uma maternidade de Belo Horizonte
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
A institucionalização do parto trouxe mudanças no cenário parturitivo, inserção de
novos atores e profissionais de saúde, em especial o médico, que assumiu a
assistência ao parto e nascimento, agregando práticas padronizadas e
intervencionistas. O parto deixa de ser um ato fisiológico e passa a ser visto como
patológico. Contudo, o uso irracional e indiscriminado de tecnologias na assistência,
não possibilitou melhora nos indicadores de morbimortalidade materna e neonatal. O
Ministério da Saúde preocupado com esses indicadores e, em busca de mudança na
forma de assistir, no resgate da fisiologia do parto e do protagonismo da mulher
neste momento, vem incentivando a inserção da Enfermeira Obstetra neste cenário.
Diante da atuação desta profissional, buscou-se realizar uma pesquisa qualitativa,
com o objetivo de conhecer o perfil destas profissionais, bem como, identificar a
percepção delas sobre qual modelo de assistência se vêem inseridas. Os sujeitos
foram enfermeiras obstetras que atuam em uma maternidade localizada na região
norte de (BH), que atende exclusivamente ao Sistema Único de Saúde, que oferece
um trabalho multiprofissional e é referência nacional na assistência ao parto
humanizado. Foi realizada entrevista com 13 profissionais e os dados foram
analisados utilizando-se a técnica de conteúdo de Bardin, emergindo cinco
categorias: Atuação pautada na humanização e nas boas práticas; Autonomia para
atuar; Profissional de referência para tomada de decisões; Atuação em equipe;
Modelo de atuação. Conclui-se que as Enfermeiras Obstetras assistem as gestantes
de risco habitual e de risco, puérperas e aos recém nascidos, estão envolvidas no
cuidado à saúde das mulheres em diferentes fases da vida. Reconhecem que estão
atuando em equipe em um modelo humanístico e de forma autônoma. Contudo,
descrevem fatores dificultadores para sua atuação como a demanda de serviços,
gerando uma sobrecarga de trabalho e a atuação de profissionais médicos no
modelo tecnocrático. Há desafios a serem superados tanto no âmbito da equipe
quanto dos gestores.
Abstract
Assunto
Parto/fisiología, Parto Humanizado, Tocologia, Gestantes, Enfermeiras Obstétricas, Autonomia Profissional, Competência Profissional, Sistema Único de Saúde, Equipe de Assistência ao Paciente, Condições de Trabalho
Palavras-chave
Autonomia profissional, Competência profissional, Enfermagem obstétrica, Parto