Impacto das experiências adversas na infância nos cuidados maternos e na saúde de lactentes no primeiro ano de vida e efeito protetor do suporte social

dc.creatorIsabela Resende Silva Scherrer
dc.date.accessioned2022-06-06T13:50:57Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:00:20Z
dc.date.available2022-06-06T13:50:57Z
dc.date.issued2021-12-15
dc.description.abstractIntroduction: Events such as physical, sexual, and emotional abuse, neglect, family dysfunction are known as adverse childhood experiences (ACEs) and can negatively impact the child's health since the beginning of life. These negative impacts can be minimized by the presence of protective factors, such as social support. Objectives: To analyze the impact of adverse childhood experiences (ACEs) on maternal care and health of infants in the first year of life and the protective effect of social support. Methods: This is a retrospective cohort study involving children followed up at Hospital Sofia Feldman and Hospital das Clínicas-UFMG in the first year of life. Children who completed the follow-up for 12 months during the research period and with the complete dataset were eligible. The Physical Health and Maternal Care Indicator (ISCM) was used to assess child health and maternal care, which gathers information such as vaccination, nutrition, growth, diseases, and accidents. The impact of ACEs on the ISCM was analyzed by multiple linear regression, and the d-Cohen test estimated the effect size (d). The cumulative effect of ACEs on ISCM was analyzed using Spearman's correlation based on a score that reflects family dysfunction, maternal mental health, poverty, and exposure to violence. We used a structural equation model to analyze the relations between the ISCM, intrafamilial context, maternal depression, and social support. Results: Most children were born preterm and with low weight. The ISCM was lower in children exposed to maternal depression (p<0.001; d=0.08), substance abuse by family members (p=0.02; d=0.6) and marital conflicts (p=0.03; d=0.7). Spearman's correlation showed that the greater the exposure to ACE, the lower the ISCM (r = -0.40, p<0.0001). Contexts characterized by single mothers, non-nuclear families, and conflicts between parents were related to a higher occurrence of maternal depression (b=1.20; p = 0.027) and worse results in the ISCM (b = -0.24; p = 0.027). Maternal depression also negatively affected the ISCM (b=0.02, p=0.003). Social support decreased maternal depressive symptoms and indirectly improved the ISCM results (b=0.28; p=0.04). Conclusion: Exposure to ACEs, especially familiar dysfunction and maternal depression, negatively impacted maternal care and child health. The social support perceived by the mother acted as a protective factor for the health of the dyad by reducing maternal depressive symptoms and improving the care offered and the health of the child.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/42262
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectExperiências Adversas da Infância
dc.subjectSaúde da Criança
dc.subjectComportamento Materno
dc.subjectDepressão Pós-parto
dc.subjectApoio Social
dc.subject.otherExperiências adversas na infância
dc.subject.otherSaúde da criança
dc.subject.otherCuidados maternos
dc.subject.otherSuporte social
dc.subject.otherDisfunção familiar
dc.subject.otherDepressão materna
dc.titleImpacto das experiências adversas na infância nos cuidados maternos e na saúde de lactentes no primeiro ano de vida e efeito protetor do suporte social
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Janaina Matos Moreira
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1555066106638259
local.contributor.advisor1Cláudia Regina Lindgren Alves
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4383491149585936
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4134115225046406
local.description.embargo2023-12-15
local.description.resumoIntrodução: Eventos como abuso físico, sexual e emocional, negligência, disfunção familiar são conhecidos como experiências adversas na infância (ACEs) e podem impactar negativamente na saúde da criança desde o início da vida. Esses impactos podem ser minimizados pela presença de fatores de proteção, como o suporte social. Objetivos: analisar o impacto das experiências adversas na infância (ACEs) nos cuidados maternos e na saúde de lactentes no primeiro ano de vida e o efeito protetor do suporte social. Métodos: Trata-se de um estudo do tipo coorte retrospectiva envolvendo crianças acompanhadas no Hospital Sofia Feldman e no Hospital das Clínicas-UFMG no primeiro ano de vida.Foram elegíveis as crianças que completaram o acompanhamento por 12 meses no período da pesquisa e cujos dados necessários para análise estavam completos. Para avaliar a saúde infantil e os cuidados maternos foi utilizado o Indicador de Saúde Física e Cuidados Maternos (ISCM), que reúne informações como vacinação, nutrição, crescimento, doenças e acidentes. O impacto das ACEs no ISCM foi analisado por regressão linear múltipla e o teste d de Cohen estimou o tamanho do efeito (d). O efeito cumulativo das ACEs sobre o ISCM foi analisado por um escore que reflete disfunção familiar, saúde mental materna, pobreza e exposição à violência, utilizando a correlação de Spearman. Para analisar as relações do ISCM com o contexto intrafamiliar, depressão materna e suporte social foi utilizado um modelo de equações estruturais. Resultados: A maioria dos bebês nasceu prematuro e com baixo peso. O ISCM foi menor em crianças expostas à depressão materna (p<0,001; d=0,08), abuso de substâncias por membros da família (p=0,02; d=0,60) e conflitos conjugais (p=0,03; d=0,70). A correlação de Spearman mostrou que quanto maior a exposição a ACE, menor o ISCM (r = -0,40, p<0,0001). Contextos caracterizados por mães sem companheiro, família não nuclear e ocorrência de conflitos entre os pais foram relacionados à maior ocorrência de depressão materna (b=1,20; p=0,027) e piores resultados no ISCM (b = -0,24; p=0,027). A depressão materna também afetou negativamente o ISCM (b=0,02, p=0,003). O suporte social diminuiu a ocorrência de sintomas depressivos maternos e indiretamente melhorou os resultados do ISCM (b=0,28; p=0,04). Conclusão: A exposição a ACEs, principalmente a disfunção familiar e a depressão materna impactaram negativamente no cuidado materno e na saúde infantil, enquanto o suporte social percebido pela mãe atuou como um fator protetor para a saúde da díade ao diminuir os sintomas depressivos maternos e, assim, melhorar os cuidados ofertados e a saúde da criança.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Saúde da Criança e do Adolescente

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