Production and trials of reverse genetics inactivated vaccines against H1N1 swine influenza virus circulating in Brazil

dc.creatorAna Luiza Soares Fraiha
dc.date.accessioned2025-02-06T19:22:06Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:06:26Z
dc.date.available2025-02-06T19:22:06Z
dc.date.issued2023-11-29
dc.description.abstractNo Brasil, pelo menos quatro linhagens do vírus da influenza suína (sIAV) circulam nos rebanhos suídeos brasileiros: vírus pandêmico H1N1 (pdmH1N1), vírus sazonal humano H3N2, H1N1 e H1N2 (linhagens huH3 e huH1). Estudos relacionados à ocorrência de sIAV em vários estados brasileiros têm detectado um aumento na ocorrência de linhagens huH1 em amostras clínicas de suínos com doença respiratória. No Brasil, há uma vacina comercial licenciada contra influenza suína para controlar e prevenir o pdmH1N1, além de vacinas autógenas. Para desenvolver novas vacinas para o controle do sIAV, é importante realizar ensaios pré-clínicos nas espécies-alvo ou em modelos animais alternativos, caso a primeira opção não seja viável. Embora camundongos não sejam hospedeiros naturais dos vírus influenza, a espécie é uma das mais utilizadas para estudar vacinas e terapias antivirais. Objetivou-se neste estudo avaliar a morbidade e mortalidade dos vírus da influenza suína circulantes no Brasil em modelo murino; e com o modelo animal estabelecido, construir vacinas recombinantes contra o huH1N1 e testar os imunógenos em camundongos. No primeiro estudo, camundongos C57BL/6 foram inoculados por via intranasal com diferentes títulos virais das linhagens de sIAV: pdmH1N1 de 2019, huH1N1 de 2019 e H3N2 de 2018. Os animais foram monitorados diariamente quanto à perda de peso, sinais clínicos, temperatura corporal e mortalidade e soro sanguíneo foi coletado para detecção de anticorpos neutralizantes. Foi possível observar alterações clínicas nos animais inoculados com pdmH1N1 e huH1N1, sendo o último utilizado para ensaios de desafio no segundo estudo. No segundo estudo, um vírus huH1N1 recombinante foi construído por genética reversa utilizando plasmídeos que codificam as sequências HA e NA de um vírus huH1N1 isolado de um suíno infectado, e plasmídeos que codificam os outros seis segmentos do vírus H1N1 PR8. O vírus amplificado foi inativado e adjuvantes óleo em água (OW) e polímero em gel (GP) foram utilizados para formular as vacinas. Camundongos C57BL/6 receberam duas doses vacinais por via intramuscular com intervalo de 3 semanas. Os animais foram divididos em oito grupos (G1-G8): G1 recebeu vacina OW; G2 recebeu PBS mais adjuvante OW; G3 recebeu a vacina GP; G4 recebeu PBS mais adjuvante GP; G5 recebeu o vírus vivo por via intranasal; G6 recebeu apenas PBS; G7 e G8 não receberam nenhum tratamento durante o experimento. Amostras de soro foram coletadas antes da vacinação e após a primeira e segunda doses. Com exceção do G8, três semanas após o reforço, os animais foram desafiados com um vírus huH1N1 e observados diariamente quanto a alterações de peso. Após a infecção, o líquido do lavado broncoalveolar (LBA) e os pulmões foram coletados de quatro animais de cada grupo para análises de títulos virais e imuno-histoquímica (IHQ), respectivamente. Após a dose de reforço, todos os grupos vacinados soroconverteram com títulos protetores e as vacinas induziram proteção após o desafio. O LBA dos grupos controle apresentou títulos virais mais elevados e coloração positiva por IHQ para sIAV em contraste com os animais vacinados. Os resultados dos estudos mostraram que o modelo animal murino pode ser utilizado para ensaios preliminares de testes de vacinas de influenza suína. Além disso, os resultados mostram que a técnica de genética reversa pode ser usada para produzir rapidamente novas vacinas contra influenza suína, representando uma abordagem promissora para aplicação no controle do sIAV no Brasil. Estudos futuros podem se concentrar no uso da tecnologia para produzir vacinas recombinantes multivalentes contra linhagens distintas de IAVs circulantes nos rebanhos suínos brasileiros.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79723
dc.languageeng
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relationPrograma Institucional de Internacionalização – CAPES - PrInt
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subject.otherVírus da Influenza
dc.subject.otherSuíno
dc.subject.otherVeterinária
dc.titleProduction and trials of reverse genetics inactivated vaccines against H1N1 swine influenza virus circulating in Brazil
dc.title.alternativeVacinas inativadas construídas pela técnica de genética reversa: produção e testes contra o vírus H1N1 da influenza suína que circula no Brasil
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Érica Azevedo Costa
local.contributor.advisor-co1Beatriz Senra Álvares da Silva Santos
local.contributor.advisor1Zélia Inês Portela Lobato
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3114220357898003
local.contributor.referee1Daniela de Souza Rajão
local.contributor.referee1Marco Antônio da Silva Campos
local.contributor.referee1Roberto Mauricio Carvalho Guedes
local.contributor.referee1Maria Isabel Maldonado Coelho Guedes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8422551631506231
local.description.embargo2025-11-29
local.description.resumoIn Brazil, at least four lineages of swine influenza virus (sIAV) circulate in Brazilian pig herds: pandemic H1N1 (pdmH1N1), human seasonal H3N2, H1N1 and H1N2 (huH3 and huH1 lineages) viruses. Studies related to the occurrence of sIAV in several Brazilian states have been detecting an increase in the occurrence of huH1 lineages in clinical samples from flu-positive pigs. In Brazil, there is only one licensed commercial swine influenza vaccine to control and prevent the pdmH1N1 and autogenous vaccines are also available. To develop new vaccines for the control of sIAV, it’s important to conduct pre-clinical trials in the target species or in alternative animal models if the first option is not feasible. Although mice are not a natural host for influenza viruses, the species is one of the most used to study vaccines and antiviral therapies. This study aimed to assess the morbidity and mortality of Brazilian circulating swine influenza viruses in a mouse model and construct recombinant vaccines against the huH1N1 virus testing the immunogens in a murine model. In the first study, C57BL/6 mice were intranasally inoculated with different viral titers of influenza A viruses of swine origin: 2019 pdmH1N1; 2019 huH1N1 and 2018 H3N2. Animals were monitored daily for weight loss, clinical signs, body temperature and mortality and blood serum were collected to detect neutralizing antibodies. It was possible to observe clinical changes in animals inoculated with pdmH1N1 and huH1N1 viruses, with the last one being used for challenge assays in the second study. In the second study, a recombinant huH1N1 virus was constructed by reverse genetics using plasmids encoding the HA and NA sequences from a wildtype huH1N1 virus isolated from an infected pig, and plasmids encoding the other six segments from the H1N1 PR8 virus. The amplified virus was inactivated, and oil-in-water (OW) and gel polymer (GP) adjuvants were used to formulate the vaccines. C57BL/6 mice received two vaccine doses by the intramuscular route with 3 weeks interval. Mice were divided into eight groups (G1-G8): G1 received OW vaccine; G2 received PBS plus OW adjuvant; G3 received the GP vaccine; G4 received PBS plus GP adjuvant; G5 received the live virus by the intranasal route; G6 received only PBS; G7 and G8 did not receive any treatment during the experiment. Serum samples were collected before vaccination and after the first and second doses. Except for G8, three weeks post boost, animals were challenged with a wildtype huH1N1 virus and observed daily for weight changes. After infection, bronchoalveolar lavage fluid (BALF) and lungs were collected from four animals in each group for viral titers and immunohistochemistry (IHC) analysis, respectively. After booster, all vaccinated groups seroconverted with protective titers, and the vaccines induced protection upon challenge. BALF from control groups presented higher viral titers and positive staining by IHC for sIAV in contrast to vaccinated animals. The results showed that the murine model can be used for preliminary trials using pdmH1N1 and huH1N1 viruses. Furthermore, the results show that the reverse genetic’s technique can be used to quickly produce new vaccines against sIAV, representing a promising approach for application in the control of sIAV in Brazil. Future studies may focus on using the technology to produce multivalent recombinant vaccines against distinct lineages of sIAVs circulating in Brazilian swine herds.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentVET - DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA PREVENTIVA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência Animal

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