Endividamento familiar – uma análise a partir dos dados da pesquisa de orçamento familiar (POF)

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

O crescimento do acesso ao crédito ocorrido na economia brasileira a partir de 2003 permitiu que as famílias residentes no país expandissem seu consumo através de recursos livres. Com a crise internacional em 2008, os mercados de crédito desaceleraram. Para reduzir os impactos da crise, o governo adotou uma série de medidas que, aliadas ao equilíbrio monetário e a um sistema bancário sólido, tornaram possível estabilizar a cessão de crédito. Este trabalho analisa quais variáveis são capazes de influenciar o endividamento e como se altera a contração de dívidas dos indivíduos diante dois cenários econômicos distintos. Utilizou-se o modelo de regressão múltipla, e a partir da análise dos dados extraídos das versões 2002-2003 e 2008-2009 da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do IBGE, nota-se que devido à forma de mensuração de risco de crédito realizada no país, famílias com maior renda são capazes de adquirir mais dívidas, pois, apresentam maior capacidade de pagamento e, também por apresentar maior demanda de consumo, recebem maior / melhor pontuação na análise de crédito, que determina o capital disponibilizado mediante solicitação junto à instituições financeiras. Percebe-se, também, um aumento nos gastos com educação durante o período estudado, indicando a busca por melhor condição de vida, proporcionada por melhores empregos e salários no mercado de trabalho.

Abstract

Assunto

Orçamento familiar, Consumo (Economia), Créditos

Palavras-chave

Credito, Endividamento familiar, Pesquisa de orçamento familiar - POF

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https://even3.blob.core.windows.net/anais/151503.pdf

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