"Tudo que tem olho tem dono" : aspectos cosmológicos de corpos e paisagem em Santarém Novo, PA.
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Ana Maria Rabelo Gomes
Rogério Duarte do Pateo
Rogério Duarte do Pateo
Resumo
Esta etnografia com habitantes de Santarém Novo, no nordeste paraense, é fruto de entrevistas ou da prosa cotidiana, algumas ativadoras de um “tempo antigo”, nas quais aparecem relações de vizinhança com bichos, encantados, mães, donos e feiticeiras que habitam o manguezal, o igarapé, a ilha, o mato e caminhos. Estar nesses lugares é frequentar a casa alheia, ao mesmo tempo que as paisagens participam de processos vitais e acontecimentos com uma dupla dimensão que constituem corpos e a socialidade local. Tento traduzir alguns aspectos cosmológicos que compõem essas relações, em diálogo com etnografias realizadas com povos ameríndios e populações amazônicas. Condutas de evitação e limites cotidianos, resguardos, regulamentos para a pesca e tirada de caranguejo revelam uma relação generalizada de predação. Motivados por uma ameaçadora continuidade ontológica entre humanos e “mundo natural”, vive-se uma diplomacia por meio do contraste entre bicho e gente, donos destas paisagens e donos de quintais, um modo de coexistir.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Paisagem, Corpo, Encantado, Santarém Novo, Perspectivismo amazônico