O espaço comum na prática do filme documentário: memórias de uma comunidade de cinema

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Resumo

No cotidiano de uma ocupação urbana espontânea autoconstruída na Região Metropolitana de Belo Horizonte e conhecida como Izidora, subsiste uma comunidade de cinema formada por uma pluralidade radical de sujeitos que filmam a vida política e cotidiana daquele território, salvaguardando a sua memória coletiva. Assim, a produção de sentido e da narrativa que se cria dentro daquela comunidade devem consideravelmente à prática do filme. A proposta desta pesquisa tem sido a de produzir um espaço para ver juntos essa memória audiovisual de modo a colocá-la em perspectiva e produzir novos registros, novas memórias, novas ações , recorrendo ao método do feedback (ou do cinema compartilhado, como tenho preferido chamar), aquele praticado desde Flaherty e Rouch, até Coutinho e todo o conjunto dos realizadores contemporâneos do Vídeo nas Aldeias. Proponho considerar esse espaço de compartilhamento para um ver juntos (do qual fala Jean-Toussaint Desanti) como uma possibilidade de espaço comum na prática do documentário, levando em conta o conceito de comum especialmente em Jean-Luc Nancy e Desanti e sendo orientado pelo sentido de comunidades de cinema trabalhado por César Guimarães. O trabalho desta pesquisa se estrutura, assim, em três partes a teórico-crítica (a tratar dos conceitos aos quais recorro e a situar histórica e teoricamente as questões propostas), a prática (da produção audiovisual) e a descrição/reflexão sobre a prática (que são os escritos em torno da experiência concreta) com uma mesma questão a atravessá-las: como podemos alcançar constituir um espaço comum na prática do filme documentário?

Abstract

In the daily life of a spontaneous self-constructed urban settlement in the metropolitan region of Belo Horizonte, there remains a film community formed by a radical plurality of individuals who film the political and everyday life of that territory, while safeguarding their collective memory. As such, the production of meaning and the narrative that is created within that community owe considerably to the practice of filmmaking. The present research has proposed to produce a space of envisaging together this audiovisual memory in order to put it in perspective and produce new footage, new memories and new actions using the feedback method (or shared cinema, as Ive preferred to call), that has been practiced from Flaherty and Rouch to Coutinho and the contemporary filmmakers from Video nas Aldeias. I propose to consider this space of sharing for a voir ensemble (of which speaks Jean-Toussaint Desanti) as a possibility of a common space in the practice of film documentary, taking into account the concept of the common, especially as in Jean-Luc Nancy and Desanti as well as in the sense of communities of cinema elaborated by César Guimarães. The result of this research is structured in three parts the theoretical (which addresses the concepts I invoke and places, historically and theoretically, the questions brought up), the practice (of audiovisual production) and the description/reflection on practice (written around the concrete experience) with a single question that traverses them: how can we build a common space in the practice of documentary film?

Assunto

Espaço urbano, Documentário (Cinema) Belo Horizonte (MG), Cinema Aspectos sociais, Vida comunitária

Palavras-chave

Espaço comum, Ocupação urbana, Política, Cinema documentário

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