Craniotomia descompressiva: análise de fatores prognósticos em 89 pacientes

dc.creatorRodrigo Moreira Faleiro
dc.date.accessioned2019-08-14T02:17:59Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:52:10Z
dc.date.available2019-08-14T02:17:59Z
dc.date.issued2007-02-26
dc.description.abstractDecompressive craniotomy (DC) is applied to treat post-traumatic intracranial hypertension (ICH). The best time of its application, prognostic factors and complications is lacking in the actual literature. There are only smal cohort studies. The aim of this paper is to identify prognostic factors and complications of unilateral DC. Eighty nine patients submited to unilateral DC were retrospectively analyzed. These patients were treated at Pronto Socorro João XXIII Hospital from january 2003 to july 2005. Patients submited to DC for the treatment of penetrating head injury or vascular disease were excluded from this study. The Qui square independent test and Fisher test were used to identify prognostic factors. The majority of patients were male (87%) between 21 and 50 years (70%). Traffic accidents occurred in 47% followed by falls (36%). 64% patients suffered severe head injury, while pupillary abnormalities were already present in 34%. Brain swelling plus acute subdural hematoma was the most common tomographic finding (64%). Complications occurred in 34,8% of patients: subdural effusions in 10 (11,2%), hydrocephalus in 7 (7,9%) and infection in 14 (15,7%). The Outcome Glasgow Scale was: death in 48 (55%), vegetative state in 2 (2%), severe neurologic deficit in 15 (17%), mild neurologic deficit in 13 (15%) and good recovery in 10 (11%). Six months follow up was obtained in 30 survivors. The admission Glasgow Coma Scale was a statistically significant predictor of outcome ( p = 0,0309).In conclusion, the admission Glasgow Coma Scale is a prognostic factor in those patients submited to unilateral DC for intracranial hypertension treatment. Infection, subdural effusion and hydrocephalus were the most common complications.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECJS-74APVZ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEdema cerebral/etiologia
dc.subjectInfecção da ferida operatória/etiologia
dc.subjectDescompressão cirúrgica
dc.subjectHipertensão intracraniana/cirurgia
dc.subjectDerrame subdural/etiologia
dc.subjectHipertensão intracraniana/etiologia
dc.subjectTraumatismos cerebrais/complicações
dc.subjectEdema cerebral/cirurgia
dc.subjectCirurgia
dc.subjectCraniotomia/efeitos adversos
dc.subjectHidrocefalia/etiologia
dc.subject.otherEdema cerebral/etiologia
dc.subject.otherTraumatismos cerebrais/ complicações
dc.subject.otherInfecção da ferida operatória/etiologia
dc.subject.otherDescompressão cirúrgica
dc.subject.otherDerrame subdural/etiologia
dc.subject.otherHipertensão intracraniana/etiologia
dc.subject.otherEdema cerebral/cirurgia
dc.subject.otherHipertensão intracraniana/ cirurgia
dc.subject.otherCraniotomia/efeitos adversos
dc.subject.otherHidrocefalia/etiologia
dc.titleCraniotomia descompressiva: análise de fatores prognósticos em 89 pacientes
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Sebastiao Nataniel Silva Gusmao
local.contributor.referee1Charles Simão Filho
local.contributor.referee1Aluízio Augusto Arantes Júnior
local.description.resumoA craniotomia descompressiva (CD) é técnica utilizada para tratamento da hipertensão intracraniana (HIC) pós-traumática. Não há consenso na literatura sobre a melhor época de sua aplicação, bem como fatores prognósticos e complicações. As séries relatadas são pequenas. O objetivo do estudo foi determinar fatores prognósticos e complicações nos pacientes que receberam a CD unilateral para tratamento da HIC pós-traumática. Realizou-se estudo retrospectivo de 89 pacientes submetidos à CD unilateral para tratamento da HIC pós-traumática. Avaliou-se pacientes atendidos no Hospital Pronto Socorro João XXIII no período de janeiro de 2003 a julho de 2005. Excluiu-se do estudo pacientes que receberam CD para tratamento de lesões por projétil de arma de fogo ou acidente vascular encefálico. Utilizou-se testes do Qui-quadrado de Independência e teste Exato de Fisher para análise de fatores independentes de prognóstico. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (87%) entre 21 e 50 anos (70%). A causa mais comum foi o acidente de trânsito (47%) seguido por quedas (36%). A maioria apresentava traumatismo cranioencefálico (TCE) grave (64%), sendo que 34% já apresentavam alterações pupilares. O achado tomográfico mais comum foi a associação entre tumefação cerebral e hematoma subdural agudo (64%). Em 34,8% dos pacientes houve complicações inerentes à técnica: coleção subdural em 10 (11,2%), hidrocefalia em 7 (7,9%) e infecção em 14 (15,7%). A evolução na escala de prognóstico de Glasgow foi: óbito em 48 casos (55%), estado vegetativo em 2 (2%), déficit neurológico significativo em 15 (17%), déficit neurológico leve em 13 (15%) e boa recuperação funcional em 10 (11%). Conseguiu-se avaliação de seguimento após 6 meses em 30 pacientes. A escala de coma de Glasgow à admissão correlacionou-se estatisticamente como fator prognóstico (p = 0,0309). Conclui-se que a escala de coma de Glasgow à admissão foi fator prognóstico nos pacientes submetidos à CD unilateral para tratamento da HIC pós-traumática, e as complicações mais frequentes foram infecção, coleção subdural e hidrocefalia.
local.publisher.initialsUFMG

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