Análise dos efeitos de um treinamento de memória episódica em idosos institucionalizados
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
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Pricila Cristina Correa Ribeiro
Monica Sanches Yassuda
Monica Sanches Yassuda
Resumo
Diante do crescente envelhecimento da população e do impacto que o envelhecimento exerce na cognição faz-se importante o desenvolvimento de abordagens que possam prevenir os declínios e melhorar o funcionamento cognitivo dos idosos. Dentre as principais abordagens de intervenção, destacam-se os programas de treino de memória que vêm alcançando resultados positivos sobre o funcionamento cognitivo de idosos. No entanto, os estudos de treino memória são majoritariamente conduzidos com idosos não institucionalizados. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivos caracterizar o perfil cognitivo e estado de humor de idosos institucionalizados e analisar os efeitos de um treino de memória episódica sobre o desempenho cognitivo de idosos institucionalizados de Belo Horizonte/MG. A fim de atingir o primeiro objetivo, foram avaliados 56 idosos residentes de onze Instituições de Longa Permanência. Os idosos foram avaliados com instrumentos que buscam detectar presença de sinais de demência e depressão. Destaca-se que a maioria dos idosos (55,4%) apresentam sintomas associados à depressão e sinais indicativos de demência (86%). Diante dos resultados, argumenta-se que abordagens não farmacológicas, como o treino de memória, podem ter o potencial de minimizar os declínios, e até mesmo, melhorar o funcionamento cognitivo de idosos institucionalizados. Dessa forma, foram selecionados 21 idosos sem sinais sugestivos de demência para participar do segundo estudo que testou a eficácia de um treino de memória episódica. Os idosos foram divididos em Grupo Experimental/GE (n=11) com média de idade de 75,82 anos (DP=8,63) e Grupo Controle/GC (n=10) com média de idade de 79,0 anos (DP=9,70). O GE recebeu cinco sessões de treino de memória episódica. Os idosos do GC participaram de atividades de estimulação geral. Para avaliar o desempenho cognitivo foram aplicados os seguintes instrumentos: Escalas de rastreio cognitivo (ACE-R e MEEM), subtestes do NEUPSILIN (Memória episódica-verbal, Memória semântica, Memória visual, Memória prospectiva e Linguagem oral) e Subtestes da WASI (Vocabulário, Cubos, Semelhanças e Raciocínio Matricial). Os instrumentos foram aplicados antes e após a intervenção. Os resultados da Anova não-paramétrica para medidas repetidas indicaram que houve efeito significativo do treino, a partir da interação entre os fatores Tempo x Grupo, para as medidas: Memória episódica-verbal (p<0,05), Memória Semântica (p<0,05), Memória visual (p<0,05), para a ACE-R (p<0,05) e para o MEEM (p<0,05). Dessa forma, é possível concluir que os idosos do GE, em comparação com os idosos do GC, melhoraram o desempenho na habilidade treinada. Ainda, destaca-se que os resultados indicam que houve efeitos de transferência proximal para habilidades que não foram alvo direto da intervenção. Apesar de ser um estudo exploratório, os resultados sugerem que o treino de memória pode minimizar os declínios e melhorar o funcionamento cognitivo de idosos institucionalizados.
Abstract
Assunto
Psicologia - Teses, Cognição - Teses, Memória - Teses, Idosos - Teses
Palavras-chave
Treinamento cognitivo, Memória, Idosos institucionalizados