Bioacessibilidade de arsênio em amostras de solo em região de mineração de ouro
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Bioaccessibility of arsenic in soil samples from a gold mining region
Primeiro orientador
Membros da banca
Júlio César José da Silva
Marcus Manoel Fernandes
Marcus Manoel Fernandes
Resumo
High levels of arsenic (As) (up to approx. 6354 mg kg-1) associated with a geologic anomaly are found in soil samples collected in a gold mining region in Minas Gerais state, Brazil. The samples were collected and prepared for different analyses: chemical analyses, energy dispersive X-ray fluorescence (EDXRF), Mineral liberation analysis (MLA), Scanning and Transmission electron microscopy (SEM and TEM) and micro Raman spectroscopy. Bioaccessibility tests were carried out in order to evaluate risk assessment. The results indicated that silicates (quartz and muscovite) are the main mineral constituents; iron (hydr)oxides (goethite and hematite) and gibbsite are also identified in some samples. Among the minor elements, only As showed concentrations significantly higher (median of 748.0 mg kg-1) than the National guideline values established for As concentration in soils. According the chemical analysis, an As-enrichment in the coarse fractions is associated to Fe-enrichment. Nevertheless, bioaccessible fraction was very low. The mean bioaccessible As is 7.0 mg kg-1, with a median value of 4.4 mg kg-1; percent As bioaccessible has a mean value of 1.3% and a median of 0.7%. Quantitative, single particle identification of As-bearing phases showed that arsenic is mainly found in iron (hydr)oxides–phyllosilicates mixture. Few arsenopyrite (e.g. 7 out of approx. 74,000 particles) and scorodite particles (e,g, 9 out of approx. 74,000) were identified. Arsenic was shown to be trapped in oriented aggregates of crystalline Fe-(hydr)oxides nanoparticles. The unambiguously and precise identification of As association with crystalline nanoparticles of Fe-(hydr)oxides supports the low As bioaccessibility reported here. Furthermore, the intergrowth of the Fe-(hydr)oxides with the phyllosilicates adds additional constraint to arsenic release/mobilization in the environment, thus minimizing the health risks.
Abstract
Elevados níveis de arsênio (As) (concentrações até 6354 mg kg-1), associados a uma anomalia geológica, são encontrados em amostras de solo coletadas em uma região de mineração de ouro no estado de Minas Gerais. As amostras foram preparadas para diferentes análises: análise química, difração de raios-X (XRD), fluorescência de raios-X por dispersão de energia (EDXRF), análise de liberação mineral (MLA), microscopia eletrônica de varredura e transmissão (MEV e MET) e micro Espectroscopia Raman. Ensaios de bioacessibilidade foram realizados para a avaliação de risco à saúde humana. Os silicatos (quartzo e muscovita) são os principais constituintes minerais; óxi-hidróxidos de ferro (goethita e hematita) também são identificados em algumas amostras. Entre os elementos minoritários, apenas As apresentou concentrações significativamente maiores (mediana de 748,0 mg kg-1) do que os valores de diretrizes nacionais estabelecidos para a concentração deste elemento em solos. De acordo com a análise química, concentrações majoritárias de arsênio nas frações grosseiras foram associadas à altas concentrações de ferro nessas frações. No entanto, a concentração de As bioacessível foi muito baixa. A dose média de bioacessibilidade é de 7,0 mg kg-1, com uma mediana de 4,4 mg kg-1; a porcentagem de As bioacessível apresentou um valor médio de 1,3% e uma mediana de 0,7%. A identificação quantitativa individual de partículas mostrou que o arsênio é encontrado principalmente na mistura de óxihidróxidos de ferro associados à filossilicatos. Foram identificadas poucas partículas de arsenopirita (aprox. 7 em 74 000) e de escorodita (aprox. 9 em 74000). O arsênio se mostrou fortemente associado aos agregados cristalinos orientados de nanopartículas de óxihidróxidos de ferro. A identificação inequívoca e precisa da associação de As com nanopartículas cristalinas de óxihidróxidos de ferro suporta a baixa bioacessibilidade relatada aqui. Além disso, o intercrescimento dos óxi-hidróxidos de ferro com os filossilicatos acrescenta restrição adicional à liberação / mobilização de arsênio no ambiente, minimizando assim os riscos à saúde.
Assunto
Engenharia de minas, Tecnologia mineral, Bioacessibilidade, Arsênio, Avaliação de riscos de saúde
Palavras-chave
Arsenic fixation in soil, Gastric bioaccessibility, Nanostructured iron oxy- hydroxides, Health-risk assessment, Quantitative mineralogy