Impacto da demarcação da estomia de eliminação nos custos assistenciais do cuidado ao paciente
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
A estomia é a confecção cirúrgica de uma abertura que permite a conexão de um órgão interno
para a superfície da pele. Esta pode ser do tipo: intestinal (colostomia e ileostomia) e urinária
(urostomia) O seu local de confecção deve ser demarcado previamente para facilitar o cuidado,
a colocação do equipamento coletor, evitar complicações para o paciente e custos assistenciais.
A pesquisa teve como hipótese que a demarcação prévia da estomia contribui para a redução
dos custos na assistência pós-operatória tardia. Analisar o impacto da demarcação da estomia
de eliminação nos custos assistenciais do cuidado aos pacientes demarcados e não demarcados
e seus desdobramentos. Estudo descritivo baseado em dados primários retrospectivos. Os dados
foram obtidos nos prontuários e fichas de atendimentos de pacientes, maiores de 18 anos, do
Serviço de Atenção à Saúde da Pessoa Ostomizada localizado no Centro de Referência em
Reabilitação em Belo Horizonte, Minas Gerais, atendidos no período de 2015 a 2021. Para cada
paciente demarcado identificado foi escolhido um paciente não demarcado com estomia de
eliminação na proporção 1:1, compondo assim, amostra de 40 pacientes (20 demarcados e 20
não demarcados). Para confirmação da hipótese de que há diferença no custo do grupo de
pacientes demarcados e não demarcados, foi realizado o teste de Mann-Whitney para amostras
independentes e foi realizada análise do tamanho do efeito corrigido com o uso do teste g de
Hedge considerando o risco de baixo poder amostral. Este projeto atendeu a todos os requisitos
éticos da pesquisa com seres humanos e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da
UFMG (5.508.884) e da Prefeitura de Belo Horizonte-MG (5.523.922). Identificou-se o custo
médio de R$ 5.201.47 para o grupo dos pacientes não demarcados, que foi 23,88%, maior que
o custo de R$ 3.959,27 no grupo dos demarcados. O câncer colorretal foi a causa em 67,5% das
estomias, 95,0% tinham menos de 5 anos de confecção, 90,0% das cirurgias ocorreram em
hospitais públicos. 60,0% dos pacientes tinham capacidade para realização do autocuidado,
52,5% eram do sexo feminino, com idade média de 60,7 anos, 45% eram casadas, 42,5%
completaram o ensino fundamental, 62,5% eram pardas. 50% tinham uma colostomia, e, 62,5%,
terminal. 30% tinham uma ileostomia, 22,5% das estomias intestinais e 83% das urinárias eram
definitivas, e 40% das estomias intestinais eram planas. Em relação ao abdome, 50% tinham o
abdome flácido e 20% globoso. A dermatite foi a complicação mais frequente, correspondendo
a 50,0% no grupo demarcado e 68,4% no grupo não demarcado. Outras complicações como
hérnia, edema e prolapso ocorreram em 2,5% e estavam em conjunto com a dermatite.
Observou-se que as complicações implicaram no aumento dos custos. A demarcação impacta
nos custos dos cuidados de saúde das pessoas com estomia de eliminação. Esse conhecimento
poderá amparar os gestores e enfermeiros assistenciais na revisão de condutas e na organização
dos serviços e alocação de recursos. A pesquisa gerou como produto o relatório técnico visando
ao fomento de políticas públicas, melhoria da assistência de enfermagem à pessoa com estomia,
e o melhor uso dos recursos públicos.
Abstract
Assunto
Estomia, Custos e Análise de Custo, Avaliação em saúde, Cuidados de Enfermagem, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Estomia, Custos e análise de custos, Microcusteio, Enfermagem, Avaliação econômica em saúde, Cuidados de enfermagem