Antinarratividade e metafísica negativa na obra crítica e literária de Giorgio Manganelli
| dc.creator | Claudemir Francisco Alves | |
| dc.date.accessioned | 2019-08-10T04:13:47Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-08T23:16:45Z | |
| dc.date.available | 2019-08-10T04:13:47Z | |
| dc.date.issued | 2008-03-14 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/ECAP-7CTFBM | |
| dc.language | Português | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Manganelli, Giorgio, 1922-1990 Crítica e interpretação | |
| dc.subject | Narrativa (Análise estrutural) | |
| dc.subject | Estratégia textual | |
| dc.subject | Poética Séc XX | |
| dc.subject | Literatura Filosofia | |
| dc.subject | Metafísica na literatura | |
| dc.subject | Literatura italiana História e crítica | |
| dc.subject | Estética da recepção | |
| dc.subject | Literatura | |
| dc.subject.other | construção textual | |
| dc.subject.other | antinarrativa e metafísica negativa | |
| dc.subject.other | Giorgio Manganelli | |
| dc.title | Antinarratividade e metafísica negativa na obra crítica e literária de Giorgio Manganelli | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Luis Alberto Ferreira Brandao Santos | |
| local.contributor.referee1 | Elcio Loureiro Cornelsen | |
| local.contributor.referee1 | Maria Ester Maciel de Oliveira Borges | |
| local.contributor.referee1 | Marco Americo Lucchesi | |
| local.contributor.referee1 | Karl Erik Schollhammer | |
| local.description.resumo | Esta tese analisa a obra literária e crítica do escritor italiano Giorgio Manganelli a partir de duas noções-chave: antinarrativa e metafísica negativa. Com o termo antinarrativa designam-se os procedimentos de construção textual que buscam evitar a linearidade e a teleologia do pensamento nas obras ficcionais. Pelo predomínio de figuras como o paradoxo, o oxímoro e o adunaton, os livros de Manganelli exploram as determinações fortuitas, simultâneas e contraditórias do real, e explicitam a impossibilidade (mas, igualmente, a necessidade) da existência, do conhecimento e do discurso. Concebe-se o real como resultante de agenciamentos; a impostação epistêmica, como rigorosamente arbitrária; e a linguagem, como radicalmente incongruente. A maneira como, na obra de Manganelli, esses pressupostos se interpenetram e se conjugam é aqui denominada como metafísica negativa - uma metafísica que não se funda sobre o ato do ser, mas sobre os possíveis do ser. A concepção literária que se baseia nesses princípios desontologiza autor, leitor e texto, os quais passam a ser percebidos como papéis pragmáticos em um jogo. Nesta tese, a antinarrativa e a metafísica negativa manganellianas são associadas a uma tradição poética e filosófica da Modernidade caracterizada pela recusa ao otimismo pouco crítico da razão pós-iluminista e pela valorização do papel da linguagem na constituição e representação do real. Faz-se também uma aproximação entre a concepção performática da literatura manganelliana e as formulações da Estética da Recepção, destacando, sobretudo, noções como a transgressão de fronteiras e os atos de fingir, da antropologia literária de Wolfgang Iser. | |
| local.publisher.initials | UFMG |
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