Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA): contexto brasileiro, diagnóstico laboratorial e medidas de controle da disseminação
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Resumo
Foi realizada revisão bibliográfica em artigos científicos e manuais técnicos da área
médico laboratorial a respeito do tema Staphylococcus aureus resistente à meticilina,
uma bactéria Gram-positiva, potencialmente patogênica, tanto no ambiente hospitalar
quanto na comunidade, causadora de infecções na pele, feridas operatórias,
septicemia, conjuntivites, dentre outros. É um patógeno onipresente e uma das
principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, sendo sua
epidemiologia fortemente influenciada pela grande variedade de fatores de virulência
produzidos e pelo rápido desenvolvimento de resistência aos antimicrobianos, já
existindo linhagens resistentes a praticamente todos os antimicrobianos usados na
prática clínica. A meticilina, um antimicrobiano betalactâmico, é considerado de
primeira escolha para o tratamento de infecções causadas por S. aureus, porém
apenas um ano após a sua introdução na prática clínica, no início de 1960, já foi
relatado o surgimento de linhagens resistentes a este agente, sendo estas linhagens
então denominadas S. aureus resistente a meticilina (MRSA). O sucesso do tratamento
das infecções causadas por MRSA depende do diagnóstico precoce e preciso; e deve
ser baseado na combinação das informações epidemiológicas, sintomas clínicos e
caracterização das linhagens resistentes à meticilina. O controle eficaz de MRSA
baseia-se em um grupo de medidas que vão desde a firme adesão aos princípios
básicos de controle de infecção, tais como a higienização das mãos, a identificação
precoce e o isolamento de pacientes colonizados ou infectados por MRSA, bem como
a descolonização em situações específicas.
Abstract
Literature review was performed in scientific articles and technical manuals of the
medical laboratory on the theme methicillin-resistant Staphylococcus aureus. The
Gram-positive bacteria, potentially pathogenic, both in hospital and in the community,
causes skin infections, wounds, septicemia, conjunctivitis, among others. It is a
ubiquitous pathogen and a major cause of morbidity and mortality worldwide, and its
epidemiology strongly influenced by the wide variety of virulence factors produced and
by the rapid development of antimicrobial resistance, already existing strains resistant to
virtually all antimicrobials used in clinical practice. Methicillin, a beta-lactam antibiotic, is
considered the first choice for the treatment of infections caused by S. aureus, but only
one year after its introduction into clinical practice in early 1960, has been reported the
emergence of strains resistant to this agent, and these strains were then called S.
aureus resistant to methicillin (MRSA). Successful treatment of MRSA infections
depends on early diagnosis and accurate, and should be based on a combination of
epidemiological, clinical symptoms and characterization of strains resistant to
methicillin. The effective control of MRSA is based on a group of measures ranging from
a firm adherence to basic principles of infection control, such as hand hygiene, early
identification and isolation of patients colonized or infected with MRSA, as well as
decolonization in specific situations.
Assunto
Palavras-chave
Staphylococcus aureus, Oxacilina, MRSA