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Monstruosidades e o mundo de ponta-cabeça : representação de monstros em folhetos impressos na Inglaterra moderna (1604-1688)

dc.creatorLuísa Pádua Zanon
dc.date.accessioned2025-09-07T21:16:20Z
dc.date.accessioned2025-10-03T19:11:19Z
dc.date.available2025-09-07T21:16:20Z
dc.date.issued2025-06-05
dc.description.abstractThis dissertation aimed to construct an analysis of the representations of monsters written and disseminated in ephemeral prints during the 17th-century, in England. For this purpose, it took the period from 1604 to 1688 as a central point, especially because it determines the extent to which these printed narratives were produced, as their relationship with the belief in the monstrous at the time. In this sense, this project sought not only to understand what was the monster for the English in the Early Modern Period, but also to what extent such beings could be mobilized to externalize, at times, desires, critics or ideas of that time. After the set of selected sources, which are endowed with particularities due to their format and readership, was analysed how these accounts were intertwined with the experimentation of a series of religious and political acts. Using Roger Chartier’s concept of “representation,” we tried to understand how this ephemeral and widely circulated printed materials (retained under the name of “ephemeral literature” or “street literature”) described cases of the birth or apparition of monsters. By focusing on this upside-down England, we reflected on the possible interlocutions of these ephemeral printed materials with the medical treatises and philosophical production on monstrosity, in order to signal how this monstrous could be represented textually or visually. Having considered the disputes between Catholics, Puritans, and Anglicans, we focused on the monstrous in the context of political obstacles between the Stuart monarchs and Parliament. At the same time, through the documentation obtained through Early English Books Online, we considered these textual narratives in light of the games of power, the processes of identity construction and the relationship with the other, trying to delimit how the monstrous could personify the figure of the political or religious enemy. In addition to this perspective, there was an effort to verify the female role in the process of describing monsters, understanding how women were made to feel guilty about the existence of these beings. When considering these aspects, we investigated how the published stories on this subject contributed to a logic of moralization and reinforcement of an androcentric view, converging into a process of control over bodies, female sexuality and motherhood. Considering that the monstrous takes root and flourishes over time, gaining strength in places where order was in chaotic, we examined English society in the 17th century. Therefore, we asked to what extent the monstrous was a literary thought to address local problems or a part of a universe of ideas, with teratology being an expressive element in the history of England.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84994
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/pt/
dc.subjectHistória - Teses
dc.subjectMonstros - Teses
dc.subjectImpressos efêmeros - Teses
dc.subjectInglaterra - Vida social e costumes, 1604-1688
dc.subject.otherMonstruosidade
dc.subject.otherCultura impressa
dc.subject.otherPrimeira modernidade
dc.subject.otherInglaterra
dc.subject.otherRepresentação
dc.titleMonstruosidades e o mundo de ponta-cabeça : representação de monstros em folhetos impressos na Inglaterra moderna (1604-1688)
dc.title.alternativeMonstrosities and the upside-down world : representations of monsters in printed texts in early modern England (1604–1688)
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Silvia Regina Liebel
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2211902144689012
local.contributor.referee1William de Souza Martins
local.contributor.referee1René Lommez Gommez
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5340085128565242
local.description.resumoA presente dissertação teve por pretensão construir uma análise das representações dos monstros redigidas e veiculadas em impressos efêmeros na Inglaterra do século XVII. Ao tomar como base o período de 1604 a 1688, almejou-se constatar em que medida essas narrativas impressas foram produzidas, bem como a sua relação com a crença no monstruoso na época. Procurou-se não só entender o que significava o monstro para os ingleses na Primeira Modernidade, mas também em que medida tais seres poderiam ser mobilizados para se exteriorizar, por vezes, anseios, denúncias ou ideias daquele momento. Ao se ater ao conjunto de fontes selecionadas, que se revestem de particularidades mediante o seu formato e público leitor, analisou-se como esses relatos estavam imbricados à experimentação de uma série de atritos religiosos e políticos. Valendo-se do conceito de “representação” de Roger Chartier, buscou-se compreender como esses impressos de caráter efêmero e de ampla circulação (retidos sob o nome de “literatura efêmera” ou “literatura de rua”), descreviam os casos de nascimento ou aparição de monstros. Ao focalizar nessa Inglaterra convulsionada, de ponta-cabeça (ou de cabeça para baixo), refletiu-se sobre as possíveis interlocuções desses impressos efêmeros com a produção tratadística, médica e filosófica sobre a monstruosidade, de tal modo a sinalizar como esse monstro poderia ser representado textualmente ou visualmente. Uma vez consideradas as disputas entre católicos, puritanos e anglicanos, deteve-se um olhar para o monstro mediante o cenário de entraves políticos entre os monarcas Stuarts e o parlamento. Por meio da documentação obtida através da Early English Books Online, considerou-se tais narrativas textuais à luz dos jogos de mando, dos processos de construção das identidades e da relação com o outro, visando delimitar como o monstro poderia personificar a figura do inimigo político ou religioso. Além dessa ótica, jaz um esforço de se verificar o local feminino no processo de descrição dos monstros, entendendo como as mulheres revestiram-se de uma culpabilização quanto à existência desses seres. Ao pensar tais aspectos, investigou-se como os relatos publicados sobre esse tema contribuíam para uma lógica de moralização e reforço da visão androcêntrica, confluindo para um processo de controle dos corpos, da sexualidade feminina e da maternidade. Sopesando que o monstro finca as suas raízes e floresce no tempo, ganhando força em locais cuja ordem estava em descalabro, examinou-se aqui a sociedade inglesa e as suas peculiaridades no século XVII. Indagou-se, portanto, em que medida o monstro seria um artifício literário para se abordar os problemas locais ou parte de um universo de crenças, sendo a teratologia um elemento expressivo na história da Inglaterra.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-5506-048X
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História

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