Hip Hop e feminismo negro nos processos de participação de jovens negras
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Mary Garcia Castro
Maria Ignez Costa Moreira
Maria Ignez Costa Moreira
Resumo
Este trabalho se dedicou a compreender as maneiras pelas quais o Feminismo Negro poderia estar sendo vivido por jovens negras para além de espaços, formatos e sentidos consolidados nas trajetórias de outras gerações do Movimento de Mulheres Negras. A pesquisa foi realizada junto à Organização de Mulheres Negras Ativas, um coletivo da Região Metropolitana de Belo Horizonte vinculado ao Hip Hop e ao Movimento de Mulheres Negras. Como procedimentos metodológicos adotamos observação participante, análise de documentos e materiais de produção simbólica, entrevistas individuais e roda de conversa, com o intuito de favorecer a interlocução, a interpretação e a prática argumentativa entre os diferentes saberes em jogo no processo investigativo. Analisamos as dinâmicas do campo social no qual a Organização de Mulheres Negras Ativas se insere lançando mão do Hip Hop tanto como estratégia quanto como espaço de atuação coletiva. Ao identificarmos oportunidades e dificultadores para a participação política nesse cenário, investigamos em quais circunstâncias o Hip Hop pode aparecer como algo que escapa de normatizações, regulações e enquadramentos que incidem sobre a ação coletiva de jovens negras. Discutimos se e como a Cultura Hip Hop, como expressão dessas jovens, tem se relacionado a conflitos estabelecidos na esfera pública que interpelam determinada ordem social e explicitam bandeiras e projetos de sociedade feministas negros.
Abstract
This work was devoted to understanding ways in which Black Feminism could be experienced by young black women beyond spaces, formats and meanings consolidated in the trajectories of other generations of the Black Women's Movement. The research was carried out with the women's organization Negras Ativas, a collective from the Metropolitan Region of Belo Horizonte linked to both Hip Hop and the Black Women's Movement. As methodological procedures we used participant observation, analysis of documents and materials of symbolic production, individual interviews and discussion groups, with the purpose of favoring interlocution, interpretation and argumentative practice between the different knowledge that are part of the investigative process. We analyzed dynamics of the social field in which the women's organization Negras Ativas inserts itself by using Hip Hop both as a strategy and as a space for collective action. By identifying opportunities and difficulties to political participation in this scenario, we investigated under what circumstances the Hip Hop may appear as something that escapes norms, regulations and frameworks that impact the collective action of young black women. We discussed whether and how the Hip Hop Culture, as an expression of these young black women, has been related to conflicts established in the public sphere that question certain social order and evidence black feminists flags and projects.
Assunto
Rap (Música), Negrs, Psicologia, Feminismo
Palavras-chave
Participação política, Feminismo Negro, Jovens negras, Hip Hop