Narrativas de sobrevivência: a (re)construção da identidade no documentário "que bom te ver viva"

dc.creatorDanielle Cristine Fullan
dc.date.accessioned2019-08-11T15:32:14Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:38:51Z
dc.date.available2019-08-11T15:32:14Z
dc.date.issued2019-02-27
dc.description.abstractÀ la lumière de l'Analyse du Discours Française de deuxième génération, le présent travail a comme objet d'étude les récits de vie de huit femmes qui ont participé à des groupes de lutte armée contre la dictature civile-militaire brésilienne, racontées lors du documentaire Que bom te ver viva, réalisé par Lúcia Murat en 1989. Nous cherchons à identifier les représentations que ces sujets construisent d'elles-mêmes à partir d'expériences de la maternité, de la torture et de survie. De plus, nous enquêtons sur les ethé préalables présentées dans le documentaire indiqués par les journaux des années 1970 insérées entre les rapports, les dossiers de présentation des témoins, les informations en voix off données par la Actrice-guide et les rapports des parentsainsi que des amis des protagonistes. Comme cadre théorique, pour contextualiser les discours présents dans le corpus et appuyer notre analyse, nous utilisons des théories d'Histoire, de la Sociologie, de la Science Politique, de la Littérature de Témoignage, du Cinéma et de la Linguistique du texte et du discours, plus précisément, de lAnalyse du Discours et de lAnalyse Argumentative du Discours, représentées ici par les travaux de Charaudeau (1992, 2002, 2005, 2006, 2008, 2009, 2014, 2015), Machado (2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016a, 2016b, 2016c, 2017), Maingueneau (2006, 2008) et Amossy (2018). En ce qui concerne les ethé préalables, nous avons identifié dans les coupures de journaux les marques d'altérité et les procédures de rejet et de jugement des militants politiques opposés à la dictature civile-militaire brésilienne. D'autre part, les dossiers de présentation, ainsi que les insertions de la Actriceguide, des amis et des parents ont agit précisément dans la proposition de nouvelles images sur les ex-prisonnières politiques. Quant aux témoignages des protagonistes concernant la maternité, nous trouvons des images liées à la force, au pouvoir, à la supériorité et à la résistance. En outre, la plupart de ces témoignages a présenté une tentative de rapprochement de l'autre, recouvrant ainsi l'imaginaire sociale de la maternité considérée comme un élément constitutif de l'identité de la femme. Dans les déclarations sur la torture, nous identifions une attitude discursive des sujets-narrateurs avec la prédominance d'un ton subjectif et réflexif, soutenu par des effets de sens, en particulier, de réalité. Finalement, en réponse à la question de comment survivre après le trauma de la torture, il a eu l'effort de ces sujets-narrateurs dans la présentation d'un meilleur "moi", en particulier en réponse aux expériences décrites, et encore, le maintien de l'identité militante, maintenant centrée sur les questions sociales.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/LETR-BAVM3F
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAnálise do discurso
dc.subjectQue bom te ver viva (filme)
dc.subjectBrasil Política e governo, 1964-1985
dc.subjectRetórica
dc.subject.otherdocumentário
dc.subject.othernarrativas de vida
dc.subject.otherethos
dc.subject.otherAnálise do Discurso
dc.subject.other"Que bom te ver viva"
dc.titleNarrativas de sobrevivência: a (re)construção da identidade no documentário "que bom te ver viva"
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Gustavo Ximenes Cunha
local.contributor.referee1Vanessa Tavares de Jesus Dias
local.contributor.referee1Helcira Maria Rodrigues de Lima
local.description.resumoÀ luz da Análise do Discurso Francesa de segunda geração, o presente trabalho tem como objeto de estudo as narrativas de vida de oito mulheres que participaram de grupos de luta armada contra a ditadura civil-militar brasileira, contadas ao longo do documentário Que bom te ver viva (1989), dirigido por Lúcia Murat. Buscamos identificar as representações que esses sujeitos constroem de si mesmos a partir das experiências da maternidade, da tortura e da sobrevivência.Ademais, investigamos quais foram os ethé prévios apresentados no documentário indicados pelos jornais da década de 1970 inseridos entre os relatos, as fichas de apresentação das depoentes, as informações em voz-over trazidas pela Atriz-guia e os relatos de familiares e amigos das protagonistas. Como arcabouço teórico, para contextualizar os dizeres presentes no corpus e amparar nossas análises, contamos com teorias da História, da Sociologia, da CiênciaPolítica, da Literatura de Testemunho, do Cinema e da Linguística do Texto e do Discurso, mais precisamente, a Análise do Discurso e a Análise Argumentativa do Discurso, representada aqui pelos trabalhos de Charaudeau (1992, 2002, 2005, 2006, 2008, 2009, 2014, 2015),Machado (2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016a, 2016b, 2016c, 2017), Maingueneau (2006, 2008) e Amossy (2018). Quanto aos ethé prévios, identificamos nos recortes de jornal apresentados marcas de alteridade e procedimentos de rejeição e julgamento dos militantespolíticos opositores à ditadura civil-militar. Por outro lado, as fichas de apresentação, bem como as inserções da Atriz-guia, dos amigos e parentes atuaram justamente na proposição de novas imagens sobre as ex-presas políticas. Já nos testemunhos das protagonistas em relação à maternidade, encontramos imagens relacionadas à força, à potência, à superioridade e à resistência. Além disso, a maioria desses depoimentos apresentou uma tentativa de aproximação do outro, recuperando o imaginário social da maternidade vista como umelemento constituinte da identidade de mulher. Nos relatos sobre a tortura, identificamos uma atitude discursiva dos sujeitos-narradores longe do distanciamento comum desse tipo de narrativa, mantendo aqui o predomínio de um tom subjetivo e reflexivo, sustentado com oauxílio de efeitos de sentido, em especial, o de realidade. Por fim, ao tentarem responder como sobreviver após o trauma da tortura, houve o trabalho desses sujeitos-narradores na apresentação de um "eu" melhor, especialmente em resposta às experiências descritas e, ainda,a manutenção da identidade militante, agora voltada para as questões sociais.
local.publisher.initialsUFMG

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