Análise comparativa de parâmetros físicos e funcionais e fatores associados a estabilidade postural dinâmica em pessoas idosas

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Comparative analysis of physical and functional parameters and factors associated with dynamic postural stability in older adults

Primeiro orientador

Membros da banca

Tiago da Silva Alexandre
Daniela Cristina Carvalho de Abreu
Alessandra de Carvalho Bastone
Vanessa Lara de Araújo

Resumo

Introdução: Com o envelhecimento, o declínio de parâmetros físicos e funcionais nas pessoas idosas pode ser acentuado pela fragilidade física. As pessoas idosas com comprometimento de força do tronco e de membros inferiores, equilíbrio estático e reativo podem ter a capacidade de se manter estáveis durante a marcha prejudicada. Dessa forma, este trabalho propôs dois objetivos. O primeiro objetivo foi comparar a força muscular, estabilidade dinâmica, equilíbrio, capacidade de transferir de sentado para de pé, medo de cair e história de quedas entre pessoas idosas robustas, pré-frágeis e frágeis. O segundo objetivo foi investigar se a força de tronco e membros inferiores, o equilíbrio estático e reativo estão associados a estabilidade postural dinâmica de pessoas idosas com diferentes fenótipos de fragilidade. Métodos: Estudo transversal com 159 pessoas idosas da comunidade classificadas pelo fenótipo de fragilidade. A força muscular isométrica de extensores de tronco, extensores e abdutores de quadril, extensores de joelho, e flexores plantares de tornozelo foi avaliada pelo dinamômetro manual. A estabilidade postural dinâmica durante a marcha foi medida pela Functional Gait Assessment. O equilíbrio estático foi avaliado pelo teste de equilíbrio unipodal e teste clínico modificado de interação sensorial e equilíbrio e o equilíbrio reativo pela correção com passo compensatório para frente. A capacidade de transferir de sentado para de pé foi avaliada pelo teste de sentar e levantar 5 vezes. O medo de cair e a história de quedas também foram avaliados, utilizando-se a Falls Efficacy Scale-International e o autorrelato de queda no último ano, respectivamente. Análises de covariância e regressões foram utilizadas para análise estatística. Resultados: Pessoas idosas frágeis apresentaram menor força muscular de tronco e de membros inferiores (p < 0,05; tamanho de efeito [TE]= 0,87-1,05), pior equilíbrio estático (p < 0,001; TE= 1,72-1,88), equilíbrio reativo (p= 0,004; OR= 9,29), estabilidade postural dinâmica, (p< 0,001; TE= 2,25), capacidade de transferir de sentado para de pé (p < 0,001; TE= -2,18), maior medo de cair (p < 0,001; TE= -2,11) e história de quedas (p= 0,014; OR= 7,73) em comparação aos robustos. Pessoas idosas pré-frágeis apresentaram menor força muscular de membros inferiores (p < 0,05; TE= 0,44-0,45), equilíbrio unipodal (p < 0,001; TE= 0,81), pior equilíbrio reativo (p= 0,006; OR= 3,28), estabilidade postural dinâmica, (p= 0,049; TE= 0,50) e capacidade de transferir de sentado para de pé (p= 0,005; TE= -0,92) comparado aos robustos. A força dos extensores de tronco, extensores e abdutores de quadril, extensores de joelho e flexores plantares do tornozelo foram associados a estabilidade postural na marcha (p <0,05; R2 de 0,47 a 0,48; β de 2,9 a 6,2). O equilíbrio estático unipodal (p<0,0001; β = 0,154), interação sensorial e equilíbrio (p=0,007; β= 0,048) e resposta reativa grave (p<0,001; β = -3,851) também apresentaram associação significativa com a estabilidade postural das pessoas idosas durante a marcha (R2 = 0,63). Conclusão: A presença de alterações físicas e funcionais não apenas em pessoas idosas frágeis, mas também nos pré-frágeis, sugerem que esses parâmetros devem ser incorporados na avaliação dessa população. Em pessoas idosas, maiores valores de torque muscular e melhor desempenho nos testes de equilíbrio estático foram associados a maior estabilidade postural durante a marcha. Além disso, pessoas idosas que apresentaram resposta reativa grave no teste de equilíbrio reativo apresentaram pior estabilidade postural na marcha do que pessoas idosas com resposta reativa normal. Palavras-chave: envelhecimento; fragilidade física; força muscular; equilíbrio; estabilidade postural.

Abstract

Introduction: With aging, the decline in physical and functional parameters in older adults may be accentuated by physical frailty. Older adults with impaired trunk and lower limb strength, static and reactive balance may have impaired ability to remain stable during gait. Thus, this study proposed two objectives. The first objective was to compare muscle strength, dynamic stability, balance, ability to transfer from sitting to standing, fear of falling and history of falls among robust, pre-frail and frail older adults. The second objective was to investigate whether trunk and lower limb strength, static and reactive balance are associated with dynamic postural stability of older adults with different frailty phenotypes. Methods: Cross-sectional study with 159 community-dwelling older adults classified by frailty phenotype. Isometric muscle strength of trunk extensors, hip extensors and abductors, knee extensors, and ankle plantar flexors was assessed using a hand-held dynamometer. Dynamic postural stability during gait was measured by the Functional Gait Assessment. Static balance was assessed by the single-leg balance test and the modified clinical test of sensory interaction and balance, and reactive balance was assessed by correction with a compensatory forward step. The ability to transfer from sitting to standing was assessed by the 5-times sit-to-stand test. Fear of falling and history of falls were also assessed using the Falls Efficacy Scale-International and self-reported falls in the last year, respectively. Analysis of covariance and regressions were used for statistical analysis. Results: Frail older adults had lower trunk and lower limb muscle strength (p < 0.05; effect size [ES] = 0.87-1.05), worse static balance (p < 0.001; ES = 1.72-1.88), reactive balance (p = 0.004; OR = 9.29), dynamic postural stability (p < 0.001; ES = 2.25), ability to transfer from sitting to standing (p < 0.001; ES = -2.18), greater fear of falling (p < 0.001; ES = -2.11) and history of falls (p = 0.014; OR = 7.73) compared to robust individuals. Pre-frail older adults had lower lower limb muscle strength (p < 0.05; TE = 0.44-0.45), single-leg balance (p < 0.001; TE = 0.81), worse reactive balance (p = 0.006; OR = 3.28), dynamic postural stability (p = 0.049; TE = 0.50) and ability to transfer from sitting to standing (p = 0.005; TE = -0.92) compared to robust individuals. The strength of trunk extensors, hip extensors and abductors, knee extensors and ankle plantar flexors were associated with postural stability in gait (p < 0.05; R2 from 0.47 to 0.48; β from 2.9 to 6.2). Static single-leg balance (p < 0.0001; β = 0.154), sensory interaction and balance (p = 0.007; β= 0.048) and severe reactive response (p < 0.001; β = -3.851) also showed a significant association with the postural stability of elderly people during gait (R2 = 0.63). Conclusion: The presence of physical and functional alterations not only in frail older adults, but also in pre-frail older adults, suggests that these parameters should be incorporated into the evaluation of this population. In older adults, higher muscle torque values and better performance in static balance tests were associated with greater postural stability during gait. Furthermore, older adults who presented severe reactive response in the reactive balance test presented worse postural stability during gait than older adults with normal reactive response. Keywords: ageing; physical frailty; muscle strength; balance; postural stability.

Assunto

Idosos - Saúde e higiene, Envelhecimento, Equilíbrio postural, Fisioterapia para idosos

Palavras-chave

Envelhecimento, Fragilidade física, Força muscular, Equilíbrio, Estabilidade postural

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