O Fio de Ariadne: desilusão e sensibilidade política em Os Maias, de Eça de Queiroz

dc.creatorVirgílio Coelho de Oliveira Junior
dc.date.accessioned2019-08-13T19:37:11Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:01:07Z
dc.date.available2019-08-13T19:37:11Z
dc.date.issued2018-04-10
dc.description.abstractThe purpose of this thesis is to examine Eça de Queirozs (1845-1900) literary narrative. It intends to analyze, through the work Os Maias, the process of (aesthetic and political) sensitization product and producer of a way of understanding and providing meaning to the Portuguese reality. The novel was published in 1888, after eight years of preparation, materializing the authors commitment to elaborate a work set apart. Considering the novelist own words, a publication bearing all he had in the bag. According to this expectation, but also because of the combined editorial history and creative procedures, the publication under discussion appears as the meta-synthesis of queirozian narrative: underlying the committed intellectual work and critique. This narrative weaves the completion of a negative evaluation of the modernization process the Lusitanian society had endured since the consolidation of the liberal order. According to queirozian logic, those transformations would have deepened the Portuguese secular problems instead of settling them. The elaboration of this assessment concurs with a path of disillusionment regarding the possibility of building an exit to Portugal, in association with the authors own literary ambitions: after the issue of the highlighted novel, said ambitions gradually declined. The path of decay embodied in Maia family in fiction can be comprehended as an allegory of the destiny that would be reserved to Portuguese society. We defend that this path of decay is related to civil commitments (among which literary work itself) devoted to the upbringing of a society able to construct new horizons. Though, this disillusionment points to a subjacent expectation with regard to the monarchical political force, which, in thesis, escaped from the reigning degeneration.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-B7KGE3
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPortugal História
dc.subjectLiberalismo
dc.subjectQueiroz, Eça de , 1845-1900Os Maias
dc.subjectLiteratura e história
dc.subjectHistória
dc.subject.otherHistória de Portugal
dc.subject.otherOs Maias
dc.subject.otherLiberalismo
dc.subject.otherEça de Queiroz
dc.titleO Fio de Ariadne: desilusão e sensibilidade política em Os Maias, de Eça de Queiroz
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Luiz Carlos Villalta
local.contributor.referee1Eliana Regina de Freitas Dutra
local.contributor.referee1Virginia Maria Trindade Valadares
local.contributor.referee1Daniel Ribeiro Alves
local.description.resumoEsta tese trata da narrativa literária de Eça de Queiroz (1845-1900). Procura-se analisar, a partir da obra Os Maias, o processo de sensibilização (estética e política) produto e produtor de uma forma de compreender e dar sentido à realidade portuguesa. O romance foi publicado em 1888, após oito anos de criação, materializando a promessa feita pelo escritor de elaborar uma obra diferenciada. Considerando as palavras do próprio romancista, tratava-se de uma publicação que contivesse tudo que ele tinha no saco. Em função dessa expectativa, mas também por causa da história editorial e dos processos criativos articulados, a obra em questão apresenta-se como metassíntese da narrativa eciana: representativa do trabalho intelectual e da crítica empenhados. Tece-se, por meio dela, o acabamento de uma avaliação negativa em relação à modernização pela qual a sociedade lusitana havia passado a partir da consolidação do ordenamento liberal. De acordo com a lógica queiroziana, tais transformações teriam aprofundado os problemas portugueses seculares ao invés de os solucionarem. A elaboração dessa apreciação coincide com um percurso de desilusão em relação à possibilidade de construir uma saída para Portugal, correlacionando-se também às ambições literárias do autor: depois da publicação do romance em destaque, progressivamente em declínio. Evidencia-se que o percurso de degradação personificado pela família Maia na ficção pode ser compreendido como uma alegoria sobre o destino que estaria reservado para a sociedade portuguesa. Essa trajetória de decadência pode ser relacionada aos esforços civis (dentre os quais a própria obra literária) voltados para a formação de uma sociedade que pudesse construir novos horizontes. Tal desilusão, no entanto, aponta para uma expectativa subjacente em relação à força política monárquica que, em tese, escapava da degeneração imperante.
local.publisher.initialsUFMG

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