Agricultura urbana: práticas populares e sua inserção em políticas públicas

dc.creatorMaura Neves Coutinho
dc.date.accessioned2019-08-14T15:45:37Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:46:14Z
dc.date.available2019-08-14T15:45:37Z
dc.date.issued2010-04-28
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MPBB-87YHD5
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEconomia solidária
dc.subjectAgricultura urbana Belo Horizonte (MG)
dc.subjectPolíticas públicas Belo Horizonte (MG)
dc.subject.otherpolítica pública
dc.subject.othereconomia solidária
dc.subject.othersegurança alimentar e nutricional
dc.subject.otheragricultura urbana
dc.subject.otheragroecologia
dc.titleAgricultura urbana: práticas populares e sua inserção em políticas públicas
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Heloisa Soares de Moura Costa
local.contributor.referee1Cassio Eduardo Viana Hissa
local.contributor.referee1Maria Luiza Grossi Araujo
local.contributor.referee1Roberto Luís de Melo Monte-mór
local.description.resumoConvencionalmente o planejamento urbano busca resolver o que, usualmente, se denomina caos urbano, contudo há espontaneidades que a racionalidade hegemonica do planejamento não consegue abarcar. Um exemplo são as práticas de Agricultura Urbana (AU), fenomeno manifesto em Belo Horizonte e em várias outras cidades do mundo. Trata-se de atividades agricolas que ocorrem em vazios urbanos cuja produção é voltada para o auto-consumo ou venda no mercado local. Interage com as dimensoes sociais, ecológicas e economicas do urbano, contudo não é legitimada enquanto uma atividade urbana formal. Foram estes os objetivos desta dissertação: identificar e analisar as diversas formas pelas quais homens e mulheres urbanos, através do uso de recursos locais próprios, desenvolvem práticas da AU em Belo Horizonte; fazer uma discussão conceitual sobre a Agricultura Urbana, Agroecologa, Segurança Alimentar e Nutricional e Economia Solidária; compreender a conexão das práticas e do atual movimento da agricultura urbana com outras práticas e movimentos, compreender como os conceitos e as práticas produtivas são arranjados e pensados como ação política e economica dos produtores e qual a importância destes dentro das políticas públicas urbanas. Foram realizadas entrevistas, eventos e acompanhamento das açoes dos produtores. A pesquisa mostra que a AU não é uma panacéia para os problemas urbanos e socloambientais, causados por certo modelo de organização socioespacial, contudo é uma opção, dentre várias, tais como a agroecologia, as políticas de segurança alimentar e a economia solidâria, que responde aos sinais do esgotamento das relaçoes convencionais entre os chamados campo urbano e ambiental. Os sinais podem nos ajudar a assumir os problemas e vislumbrar novas formas de olhar e pensar a cidade e a sociedade que nela vive. A discussão sobre AU ainda é frágil e enfrenta desafios para a sua efetivação enquanto politica social com rebatimento nas politicas urbanas. Pode assumir a forma de um projeto contra-hegemonico favorável à cooperação e às transforrnaçoes sociais profundas ou favoráveis ao ideário neoliberal com respostas pontuais às carências urbanas desconsiderando problemas estruturais. Apesar dos riscos de uma adequação neoliberal as politicas públicas e o planejamento podem ajudar a criar instrumentos e açoes para fortalecer as práticas populares que estão voltadas ao atendimento nutricional de grupos sociais que sofrem de carências alimentares e tem na AU uma prática que mobiliza e fortalece a cultura alimentar popular. A AU não é prática nova, mas é um campo de pesquisa novo para a Geografia Urbana e, por isso, deve ser referenciada como parte dos processos e lutas do meio urbano que compoe a realidade atual.
local.publisher.initialsUFMG

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
agriculturaurbana_praticaspopulares_insercao_polit_publicas.pdf
Tamanho:
11.56 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format