“O mundo não acaba no Malecón” : exílio, intelectuais e dissidência política nas revistas Encuentro de la Cultura Cubana e Revista Hispano-Cubana (1996-2002)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Kátia Gerab Baggio
Mateus Fávaro Reis
Maria Ligia Coelho Prado
Mateus Fávaro Reis
Maria Ligia Coelho Prado
Resumo
O objetivo deste trabalho é investigar como intelectuais cubanos exilados exerceram a crítica ao regime castrista através das páginas das revistas Encuentro de la Cultura Cubana e Revista Hispano-Cubana, ambas publicadas em Madrid na década de 1990. Analisamos como estes periódicos e espaços de sociabilidade intelectual conformaram uma oposição ao governo socialista cubano, buscando perceber comparativamente como o tema do exílio nas duas revistas é mobilizado para criticar atacar o governo da ilha. Tratamos também do debate acerca do intelectual cubano, fonte de legitimidade da narrativa dissidente no exílio, e das propostas políticas de cada revista para Cuba, observando como a experiência do exílio esteve sempre presente na elaboração das representações e discursos de oposição. Ao longo desta dissertação, mostramos os laços transnacionais entre a ilha e o exílio, as conexões das revistas com a política espanhola, as leituras do passado efetuadas por seus intelectuais, seus posicionamentos políticos e propostas para a ilha. Para abarcar os problemas indicados, delimitamos o recorte temporal entre 1996, data de surgimento de Encuentro de la Cultura Cubana, e 2002, data de morte do diretor de Encuentro, Jesús Díaz, e de mudança da direção de Revista Hispano-Cubana.
Abstract
This M.A. thesis investigates how Cuban exiled intellectuals criticized Castro’s regime through the pages of cultural magazines Encuentro de la Cultura Cubana and Revista Hispano-Cubana, both published in Madrid during the 1990’s. We examine how
these publications and spaces of intellectual sociability formed an opposition to the Cuban socialist government, comparing how both magazines used the subject of exile to attack the regime. We also discuss the Cuban intellectual, source of legitimacy of the exiled's
dissident narrative, and the political ideas of each magazine, observing how the experience of exile always influenced the portraits of Cuba, and the opposition discourses. Through this thesis, we have shown the transnational connections between the island and
the exile, the links between the magazines and Spanish politics, their interpretations of the past, their political stances and propositions to the island. To do so, we set the timeframe between 1996, when Encuentro de la Cultura Cubana was first published, and
2002, the year of passing of that magazine’s then director, Jesús Díaz, and Revista Hispano-Cubana changed its directive board.
Assunto
História - Teses, Exílio - Teses, Intelectuais - Teses, Cuba - História - Teses, Encuentro de la Cultura Cubana (Revista), Revista Hispano-Cubana
Palavras-chave
Revolução Cubana, Período especial em tempos de pPaz, Intelectuais, Exílio, Encuentro de la Cultura Cubana, Revista Hispano-Cubana