Lawsonia intracellularis: resposta imune humoral em suínos imunizados com vacina inativada porcilis® ileitis e padronização de elisa utilizando proteína recombinante

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Andrey Pereira Lage
Maria Isabel Maldonado Coelho Guedes
Carlos Eduardo Real Pereira
Michelle de Paula Gabardo

Resumo

Este trabalho investiga a enteropatia proliferativa suína (EPS), uma doença de grande impacto econômico na suinocultura, causada pela bactéria Lawsonia intracellularis. Esta patologia ocorre quando a bactéria invade as criptas intestinais, provocando a hiperplasia de enterócitos imaturos, o que resulta no espessamento da parede intestinal, diarreia e comprometimento da absorção de nutrientes. A tese está organizada em três capítulos. O primeiro capítulo oferece uma revisão bibliográfica completa sobre a patogenia, a imunidade de mucosa, a vacinologia e os métodos de diagnóstico da EPS. No segundo capítulo, a resposta imune humoral e mucosa, a redução das lesões intestinais e a melhora do desempenho dos animais foram avaliadas em 34 suínos submetidos a desafio experimental com L. intracellularis, divididos em quatro grupos: Vacinado/Desafiado, Vacinado, Desafiado e Controle. Foram coletadas amostras de soro e lavado ileal para a detecção de anticorpos IgG e IgA, respectivamente, e a colonização intestinal foi determinada por imuno-histoquímica. Os resultados demonstraram que a vacina Porcilis® Ileitis induziu a produção de IgG a partir do 14º dia pós-vacinação, enquanto a resposta em IgA foi mínima, sendo identificada em apenas dois animais do grupo Vacinado/Desafiado. Além disso, os suínos do grupo desafiado sem vacinação apresentaram uma redução significativa no ganho de peso, e os vacinados exibiram menor colonização bacteriana nas criptas intestinais, evidenciando a eficácia da vacina na indução de uma resposta humoral sistêmica específica e seu potencial para mitigar os efeitos da infecção. O terceiro capítulo dedica-se ao desenvolvimento e à padronização de um teste ELISA indireto, utilizando uma proteína recombinante quimérica, como alternativa diagnóstica para aprimorar as estratégias de controle e prevenção da EPS. Foram testadas diferentes concentrações de antígeno, diluições de soro e do anticorpo secundário para otimizar o ensaio. Embora o método tenha demonstrado potencial na detecção de anticorpos IgG contra L. intracellularis, apresentou sensibilidade de 44,31%, especificidade de 70,68% e baixa repetibilidade, indicando a necessidade de estudos adicionais para melhorar sua padronização e confiabilidade.

Abstract

Assunto

Ciência animal

Palavras-chave

Suínos, Viroses em animais, Diarreia em animais

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