As tomadas de Chaimite na obra cinematográfica de Jorge do Canto e na literatura de Mia Couto

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Artigo de periódico

Título alternativo

Chaimite’s conquests in Jorge do Canto’s cinematographic work and in Mia Couto’s literature

Primeiro orientador

Membros da banca

Resumo

Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque foi um tenente-coronel português que liderou o ataque ao último imperador africano da região sul de Moçambique: o Ngungunyane, na vila de Chaimite. Esse feito lhe trouxe muita glória e prestígio em Portugal, no final do século XIX, sendo então nomeado Governador-Geral de Moçambique em 1896. A captura de Ngungunyane, então, foi utilizada como propaganda pelo Estado Novo português, tornando-se estratégia de resgate da memória e de uso da História como um projeto político e de sistematização ideológica, além de um momento emblemático. Este emprego propagandístico se deu através da produção cinematográfica Chaimite: a queda do Império Vátua (1953), realizada pelo cineasta português Jorge Brum do Canto. Já como um personagem literário, no livro Sombras da água (2016), do escritor Mia Couto, a representação de Mouzinho se difere quando confrontada à da história portuguesa. Assim, o objetivo deste trabalho foi comparar as narrativas desse evento em ambas as perspectivas: cinematográfica e literária. Se o longa-metragem tinha como propósito a construção imagética de um herói a partir da História, na narrativa de Couto, diferentes são as impressões a respeito desse tenente-coronel, ora visto como um salvador da pátria, ora visto como mais um português soberbo em solo africano.

Abstract

Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque was a Portuguese lieutenant colonel who led the attack on the last African emperor in the southern region of Mozambique: Ngungunyane, in the village of Chaimite. This feat brought him much glory and prestige in Portugal, at the end of the 19th century, and he was appointed Governor-General of Mozambique in 1896. The Ngungunyane’s capture, then, was used as propaganda by the Portuguese Estado Novo regime, becoming a memory’s rescue strategy and the use of History as a political and ideological systematization project, as well as an emblematic moment. This propagandistic use took place through the film production Chaimite: the Fall of the Vátua Empire (1953), directed by the Portuguese filmmaker Jorge Brum do Canto. As a literary character, in the book The Sword and the Spear (2016), by writer Mia Couto, Mouzinhos’s representation differs compared to that in Portuguese history. Thus, the objective of this work was to compare the narratives of this event from both perspectives: cinematographic and literary. If the purpose of the feature film was to construct a hero from History, in Couto’s narrative, different impressions are made regarding this lieutenant colonel, sometimes seen as a savior of the country, sometimes seen as yet another superb Portuguese on African soil.

Assunto

Moçambique - História, Cinema e literatura

Palavras-chave

Mouzinho de Albuquerque, Ngungunyane, Moçambique, Portugual, Estado novo

Citação

Curso

Endereço externo

https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/30800

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por