Remanescentes florestais da Mata Atlântica: por que existem?

dc.creatorAndrea de Oliveira Mesquita
dc.date.accessioned2026-03-05T15:49:25Z
dc.date.issued2025-05-27
dc.description.abstractTropical forests harbor more than half of the planet’s species. They play a fundamental role in climate regulation, biodiversity conservation, and the provision of ecosystem services. The Brazilian Atlantic Forest, one of the most biodiverse and threatened biomes in the world, has already lost approximately 80% of its original cover and currently exhibits a fragmented landscape, predominantly composed of small forest remnants smaller than 50 hectares. This results from intense anthropogenic pressure over the centuries, including urban, agricultural, and silvicultural expansion, particularly in more accessible areas. In this context, the present study aimed to identify the environmental and socioeconomic factors that influence the persistence of forest remnants in the Atlantic Forest and to assess whether there are distinct spatial patterns across the biome. We tested 48 predictor variables related to forest occurrence, maintenance, regeneration, and deforestation, using Principal Component Analysis (PCA) to reduce dimensionality. The analyses were conducted using three global models: Ordinary Least Squares (OLS), Spatial Lag Model (SLM), and Spatial Error Model (SEM), as well as one local model: Geographically Weighted Regression (GWR). The SEM showed the best performance among the global models (lowest AIC and low residual autocorrelation), while the GWR was the most effective overall (AICc = 363149; Adjusted R² = 0.32), as it captured non-stationary spatial variations. Both models revealed consistent patterns: physical variables such as elevation, slope, and soil attributes (organic carbon, nitrogen, clay content) were positively associated with forest persistence. Additionally, the presence of Protected Areas was also positively related to forest maintenance, highlighting the critical role of governance. Conversely, variables associated with accessibility (roads, highways, railways), agriculture, and silviculture were negatively associated with forest persistence. We conclude that although GWR provides greater local accuracy, SEM and GWR are complementary models.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1986
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectModelagem de dados - Aspectos ambientais - Teses
dc.subjectFlorestas Conservação - Teses
dc.subjectSolo - Uso - Teses
dc.subjectCobertura dos solos Teses
dc.subjectBiodiversidade - Conservação - Teses
dc.subject.otherPermanência florestal
dc.subject.otherModelagem espacial
dc.subject.otherUso e cobertura da terra
dc.subject.otherConservação da biodiversidade
dc.subject.otherPressões antrópicas
dc.titleRemanescentes florestais da Mata Atlântica: por que existem?
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Ubirajara de Oliveira
local.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0003-4877-5414
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3671315229730205
local.contributor.referee1Ubirajara de Oliveira
local.contributor.referee1Milton Cezar Ribeiro
local.contributor.referee1Adriano Pereira Paglia
local.contributor.referee1Carlos Fernando Ferreira Lobo
local.contributor.referee1Sónia Maria Carvalho Ribeiro
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8976423870173467
local.description.resumoAs florestas tropicais abrigam mais da metade das espécies do planeta e são fundamentais para a regulação climática, conservação da biodiversidade e oferta de serviços ecossistêmicos. A Mata Atlântica brasileira, um dos biomas mais biodiversos e ameaçados do mundo, já perdeu cerca de 80% de sua cobertura original e apresenta atualmente uma paisagem fragmentada, composta principalmente por pequenos remanescentes florestais com menos de 50 hectares. Essa configuração resulta da intensa pressão antrópica ao longo dos séculos, incluindo a expansão urbana, agrícola e silvicultural, especialmente em áreas de maior acessibilidade. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo identificar os fatores ambientais e socioeconômicos que influenciam a permanência dos fragmentos florestais da Mata Atlântica, avaliando também a existência de padrões espaciais distintos ao longo do bioma. Foram testadas 48 variáveis preditoras relacionadas à ocorrência, manutenção, regeneração e desmatamento das florestas, utilizando Análise de Componentes Principais (ACP) para redução da dimensionalidade. As análises foram conduzidas com três modelos de alcance global: regressão linear clássica (OLS), Modelo de Defasagem Espacial (SLM), Modelo de Erro Espacial (SEM) e um modelo de alcance local: Regressão Geograficamente Ponderada (GWR). O modelo SEM obteve melhor desempenho entre os modelos globais (menor AIC e baixa autocorrelação dos resíduos), enquanto o GWR foi o mais eficaz no geral (AICc = 363149; R²a = 0,32), por captar variações espaciais não estacionárias. Ambos os modelos apontaram padrões consistentes: variáveis físicas como elevação, inclinação e atributos do solo (carbono orgânico, nitrogênio, argila) estiveram positivamente associadas à permanência da vegetação. Além disso, a presença de Áreas Protegidas também foi relacionada de forma positiva com a permanência dos fragmentos florestais, evidenciando o importante papel da Governança. Em contrapartida, variáveis ligadas à acessibilidade (estradas, rodovias, ferrovias), agricultura e silvicultura foram associadas negativamente à permanência florestal. Concluímos que, embora o GWR tenha apresentado maior precisão local, os modelos SEM e GWR são complementares.
local.identifier.orcid0000-0002-3220-9103
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentIGC - DEPARTAMENTO DE CARTOGRAFIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais
local.subject.cnpqCIENCIAS EXATAS E DA TERRA

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