Humanizar é possível: revisando a assistência em uma maternidade mista por meio das boas práticas

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Introdução: Há tempos fala-se em prática baseada em evidência, mas esta necessidade nunca foi tão concreta como a que hoje é vivida pela enfermagem obstétrica mundial. As mulheres têm sido expostas a práticas obsoletas e por vezes não mais recomendadas, expostas ainda a vontades e agendas pessoais que nada refletem sua real necessidade; têm tido seus corpos desrespeitados, bem como seus bebês. Nunca antes foi tão necessário que o cuidado da enfermeira obstétrica seja embasado cientificamente de modo a defender e cuidar das parturientes, os nascituros e consequentemente toda uma sociedade. O Hospital Márcio Cunha (HMC) é um hospital geral, administrado pela Fundação São Francisco Xavier, e atende a pacientes do Sistema Único de Saúde e de convênios. A maternidade, é responsável por aproximadamente 500 nascimentos/mês entre partos vaginais e cirurgias cesáreas, sendo os partos assistidos por obstetras, residentes de medicina e enfermeiras obstétricas. Objetivo: Esse projeto visa intervir na assistência das enfermeiras obstétricas, objetivando difundir e aumentar as práticas baseadas em evidências na assistência ao parto normal, diminuir a variabilidade injustificada de condutas entre os profissionais no processo de assistência ao parto e por fim, reduzir intervenções desnecessárias no processo de assistência ao parto normal. Métodos: Para definição da intervenção foi realizado um diagnóstico situacional. Além do diagnóstico foram necessários ampla revisão de literatura, de estudos sobre as práticas obstétricas baseadas em evidências, o protocolo institucional foi consultado e revisado, observando as práticas que já são realizadas, as que precisam de reavaliação ou incentivo para realização das mesmas e as que já deveriam ter sido abolidas. A construção do instrumento de avaliação foi embasada em projeto realizado por Carvalho et al (2015), no qual buscou-se elaborar itens que correspondessem a comportamentos e atitudes individuais e coletivos que influenciam na implementação de ações e serviços. Resultados: A partir daí, foi construído um instrumento de avaliação e análise da adesão às boas práticas durante o trabalho de parto e parto; foram realizadas ainda rodas de conversa com as enfermeiras e treinamento com a equipe técnica em enfermagem com visão nas boas práticas já praticadas e nas ainda não utilizadas, além de incentivo a adoção de posições não litotômicas durante o trabalho de parto e parto, incluindo a aquisição de mesa de parto variável. Conclusão: Com relação à adesão dos profissionais ao projeto houveram dificuldades devido à resistência às mudanças, não compreensão do papel do enfermeiro obstetra na assistência, além de dificuldades relacionadas a estrutura física do centro obstétrico. Por outro lado, tanto a gerencia quanto o responsável técnico da instituição apoiaram fortemente o projeto e incentivaram, as técnicas em enfermagem aos poucos vão aderindo e “contaminando” a equipe com as mudanças e as pacientes tem demonstrado maior satisfação com a assistência prestada. De fato, humanizar é possível e extremamente necessário.

Abstract

Assunto

Parto Humanizado, Enfermeiras Obstétricas, Maternidade, Atenção à Saúde

Palavras-chave

Boas práticas, Humanização, Parto, Assistência, Enfermagem obstétrica

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