Duração do sono e sua relação com o consumo de alimentos ultraprocessados em crianças com obesidade atendidas na Atenção Primária à Saúde
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Thales Philipe Rodrigues da Silva
Larissa Bueno Ferreira
Bruna Vieira de Lima Costa
Larissa Bueno Ferreira
Bruna Vieira de Lima Costa
Resumo
Introdução: A obesidade infantil, que atualmente acomete cerca de 15,0% das crianças atendidas na da Atenção Primária à Saúde (APS), é resultado da interação de múltiplos fatores (genéticos, individuais/comportamentais e ambientais) que atuam sobre o contexto familiar, comunitário, escolar, cultural, social e político. Para a prevenção e o cuidado da obesidade infantil, é recomendado uma abordagem multicomponente, que inclui a promoção da alimentação adequada e saudável e a orientação sobre hábitos de vida saudáveis, incluindo um padrão adequado de sono. Padrões de sono alterados (curta duração do sono e horários de dormir tardios) têm sido relacionados com o excesso de peso e o maior consumo de alimentos ultraprocessados (AUP). Objetivo: Investigar a associação entre a duração, horário e da qualidade do sono com o consumo de alimentos ultraprocessados em crianças com obesidade. Métodos: Estudo transversal realizado com crianças de 6 a 10 anos de idade com obesidade (n=138) acompanhadas na APS na cidade de Betim, Brasil. O consumo alimentar foi avaliado por meio da aplicação do Recordatório Alimentar de 24 horas (R24h) referente a um dia alimentar típico. Foi analisada a participação calórica proveniente de AUP (variável dependente), sendo considerado consumo elevado se a ingestão for maior ou igual ao percentil 80 da distribuição. As variáveis explicativas do estudo foram a duração do sono, horário de dormir e aspectos relacionados à qualidade do sono. Foram realizados modelos de Regressão de Poisson ajustados por sexo, raça/cor e idade. Resultados: Foram avaliadas 138 crianças, sendo 51,45% do sexo feminino e 76,09% eram negras. A participação calórica derivada de AUP foi de 41,37% (37,70-45,04). Foi observado que 22,90% das crianças tinham sono inferior a 9 horas por dia, 17,39% dos responsáveis relataram que os filhos acordam durante a noite, 56,52% roncam durante o sono e 36,5% apresentam o hábito de dormir entre 22:00-22:59h. Não foram identificadas diferenças estatisticamente significantes entre o consumo elevado de ultraprocessados e as variáveis de qualidade do sono e horário de dormir (p>0,05).
Identificou-se que a prevalência do consumo elevado de ultraprocessados foi 1,96 vezes maior (RP: 1,96; IC95%: 1,01-3,79, p=0,046) entre as crianças que apresentaram menor duração do sono (<9 horas/dia). Conclusão: O curto tempo de duração do sono está associado com o consumo elevado de alimentos ultraprocessados.
Abstract
Introduction: Childhood obesity is the result of the interaction of multiple factors (genetic, individual/behavioral and environmental) that affect the family, community, school, cultural, social and political context. For the prevention and care of childhood obesity, a multicomponent approach is recommended, which includes the promotion of adequate and healthy eating and guidance on healthy lifestyle habits, including an adequate sleep pattern. Altered sleep patterns (short sleep duration and late bedtimes) have been related to excess weight and greater consumption of ultra-processed foods (UPF). Objective: Investigate the association between duration, time and quality of sleep with the consumption of ultra-processed foods in children with obesity. Methods: Cross-sectional study carried out with children aged 6 to 10 years old with obesity (n=138) followed at Primary Health Care in the city of Betim, Brazil. Food consumption was assessed through the application of the 24-hour Food Recall (R24h) referring to a typical eating day. The caloric participation from UPF (dependent variable) was analyzed, with high consumption being considered if intake was greater than or equal to the 80th percentile of the distribution. The explanatory variables of the study were sleep duration, bedtime and aspects related to sleep quality. Poisson Regression models adjusted for sex, race/color and age were performed. Results: 138 children were evaluated, 51.45% were female and 76.09% were black. The caloric participation derived from UPF was 41.37% (37.70-45.04). It was observed that 22.90% of children slept less than 9 hours a day, 17.39% of those responsible reported that their children wake up during the night, 56.52% snore during sleep and 36.5% have the habit of sleeping between 10pm-10:59pm. No statistically significant differences were identified between the high consumption of ultra-processed foods and the variables of sleep quality and bedtime (p>0.05). It was identified that the prevalence of high consumption of ultra-processed foods was 1.96 times higher (PR: 1.96; 95% CI: 1.01-3.79, p=0.046) among children who had shorter sleep duration (<9 hours/day). Conclusion: Short sleep duration is associated with high consumption of ultra-processed foods.
Assunto
Qualidade do Sono, Duração do Sono, Ingestão de Alimentos, Alimento Processado, Nutrição da Criança
Palavras-chave
Qualidade do Sono, Duração do Sono, Consumo de Alimentos, Alimentos Ultraprocessados, Alimentação Infantil
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