Avaliação da infecção experimental com Leishmania (Leishmania) chagasi em hamsters (Mesocricetus auratus) pelo tratamento com o complexo de medicações ultra-diluídas fatores de auto-organização
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Barbara Goloubeff
Leoni Villano Bonamin
Haydée Maria Moreira
Leoni Villano Bonamin
Haydée Maria Moreira
Resumo
A Leishmaniose é uma doença antiga, negligenciada e reicidivante que merece uma solução nova. Distribui-se entre os trópicos e os subtrópicos, apresenta-se nas formas visceral, muco-cutâna e cutânea; ocorre em pessoas e especialmente em cães. A interação hospedeiro-parasito é afetada pelo sexo devido à influência hormonal na imunidade. O agente etiológico utilizado neste estudo é o protozoário Leishmania (Leishmania) chagasi, conhecido também por Leishmania infantum, cepa MHON/BR/1972/BH400 originária da forma visceral canina na concentração de 1 x 106 promastigotas. O hamster é um dos modelos clássicos e foi utilizado neste estudo porque é susceptível à doença, apresenta sinais clínicos, histológicos e parasitológicos com alta letalidade. Os tratamentos estabelecidos para humanos apresentam resistência, efeitos colaterais, são tóxicos aos rins e fígado, mas se não for tratada é fatal. A Terapêutica FAO (Fatores de Auto-organização) é uma modalidade da Homeopatia concebida como pesquisa-ação e trata diversas patologias clínicas para humanos e animais. As medicações ultra diluídas que compõe a série são: Antimonium crudum (sulfeto de antimônio); Kali carbonicum (carbonato de potássio); Mercurius solubilis (nitrato de mercúrio); Sulphur (enxofre); Natrum muriaticum (cloreto de sódio); Aurum metallicum (ouro); Ammonium muriaticum (cloreto de amônia). As potências 5 (cinco) e 3 (três); e 12 (doze) e 3 (três) da escala cinquenta milesimal, popularmente conhecida como LM, foram utilizadas nesta ordem e administradas em 2 (duas) séries penta, realizadas aos 17 (dezessete) e 20 (vinte) dias após a inoculação do agente. Os sinais clínicos avaliados foram sobrevida, evolução da massa corporal, consumo de ração, alopecia, diminuição das atividades, desidratação, caquexia e ascite. Os sinais da carga parasitária para o baço e fígado foram imunoistoquímica para amastigotas de Leishmania, índice de LDU de baço e de fígado, índice esplênico e hepático. Os sinais das alterações macroscópicas e microscópicas avaliados por análise semi-quantitativa ou qualitativa para a histopatologia do baço foram: parasitismo tecidual, presença de granulomas esplênicos, hiperplasia dos macrófagos da polpa vermelha, e presença de depleção da polpa branca; e para o fígado foram: parasitismo tecidual, presença de granulomas intralobulares, inflamação portal, hiperplasia das células de Kupffer, amiloidose, hiperemia (congestão). As comparações foram realizadas entre os grupos experimental e controle positivo do mesmo sexo e foram considerados significantes valores de p < 0,05. Foram utilizados os testes de Lilliefors para normalidade, teste t, Mann-Whitney, análise da variância de duas vias, Log-Rank test e teste exato de Fisher. Este estudo teve aprovação prévia do comitê de ética em experimentação animal da UFMG (CONCEA) de registro 210/2007. O sucesso da infecção no modelo foi confirmado por demonstração direta do parasito no esfregaço. Os animais foram acompanhados a partir dos 3 (três) meses de vida até o 106º dia de infecção, e o fator sexo influenciou o desenvolvimento da doença e o efeito do tratamento. Significativamente, a sobrevida e a redução da alopecia foram menor e a imunoistoquímica maior, todos para as fêmeas medicadas; houve aumento da evolução da massa corporal para machos e fêmeas medicados; e houve redução na formação de granulomas para os machos medicados; todos comparados em relação aos seus respectivos controles positivos. Os parâmetros: consumo de ração, imunoistoquímica de baço para machos, depleção, parasitismo, células de Kupffer, índice hepático, apresentaram ausência de significância com valor de p entre 0,05 e 0,10. Ao considerar que a relação hospedeiro-parasito será influenciada pelo sexo através da ação de hormônios; a determinação para evolução da doença no baço ou a resolução com formação de granulomas no fígado, em última instancia, será determinada por um ajuste fino na resposta do sistema imunológico; e que as medicações ultra diluídas são capazes de causar imunomodulação e cicle arrest, observamos que a medicação alterou o curso da doença de forma significativa, em especial favorável a fêmeas. Futuros trabalhos podem identificar os mecanismos deste fenômeno; avaliar o risco de transmissão do parasito na pele; os efeitos em relação à ampla gama de escalas e potências; associada ou não a outros tratamentos, a fim de determinar a melhor relação entre efeito-escala-potência para esta ferramenta terapêutica.
Abstract
Assunto
Terapêutica, Homeopatia, Preparações farmacêuticas, Leishmaniose visceral/parasitologia, Cricetinae, Modelos animais de doenças, Patologia, Potência, Leishmania/crescimento & desenvolvimento
Palavras-chave
Patologia