Habilidades numéricas básicas: escolarização e envelhecimento normal e patológico

dc.creatorGizele Alves Martins
dc.date.accessioned2019-08-12T10:07:46Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:04:48Z
dc.date.available2019-08-12T10:07:46Z
dc.date.issued2016-08-02
dc.description.abstractThe present study investigated the relationship between lack of schooling, pathological aging and basic numerical skills. Initially, a sample of adults with multiple levels of education was divided into four groups according to their reading level. One group was composed by illiterate adults, another group by adults with similar reading level of first grade, another group had the reading level similar to the second grade and the last one was literate adults. All participants had normal intelligence, being well adapted to society. Participants did two transcoding tasks: Arabic Number Writing and Arabic Number Reading. First, there was a better performance of the sample in Arabic Number Reading task than in Arabic Number Writing task. Illiterates adults showed a worse performance when compared to literate adults in all tasks, the two groups of exilliterates had similar performance. The sample error rate increased as the numbers became more difficult. Further analyses in Arabic Number Writing task were carried out with the inclusion of three elderly groups: patients with Alzheimer's Disease (AD) patients with Frontotemporal Dementia (bvFTD) and elderly Controls. The three elderly groups performed better than illiterates and ex-illiterates in Arabic Number Writing. Error analysis showed that low educated groups showed more syntactical errors, while groups with progressive dementias showed similar errors rates of syntactic and lexical errors. A second study was conducted to investigate the calculations skills in participants with low education. For this, the calculations were presented in an informal situation of marketing and in a formal situation using a pencil and paper task. The results showed that the participants had similar performance in both modalities of calculations. However, greater difficulties were observed in the multiplication block. This study has exploratory character and show that difficulties in basic numerical skills are present in adults with low education and the elderly with progressive dementias. However, the patterns of difficulties are different. In adults with low education, the types of errors reflect a clear role of the lack of formal schooling, while in elderly subjects these results are associated with the stage of progressive disease. The role of formal education was also evidenced in calculations abilities, in which participants had greater difficulties in the multiplication which is an operation learned later during schooling
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-B42NMA
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCognição na velhice
dc.subjectDemência
dc.subjectNeurociências
dc.subjectTestes de inteligência
dc.subjectEscolaridade
dc.subjectEnvelhecimento
dc.subject.otherBaixa escolaridade
dc.subject.otherDemência progressiva
dc.subject.otherAdultos iletrados
dc.subject.otherTranscodificação
dc.subject.otherCálculos
dc.subject.otherCálculos contextuais
dc.subject.otherEscolarização formal
dc.titleHabilidades numéricas básicas: escolarização e envelhecimento normal e patológico
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Ricardo Jose de Moura
local.contributor.advisor1Vitor Geraldi Haase
local.description.resumoO presente estudo investiga a relação entre a falta de escolarização, envelhecimento patológico e habilidades numéricas básicas. Inicialmente, uma amostra de adultos com diferentes níveis de escolaridade foi dividida em quatro grupos de acordo com o nível de leitura. Um grupo foi composto por adultos totalmente iletrados, outro por adultos com nível de leitura similar a primeira série, outro grupo com nível de leitura similar à segunda série e o último por adultos letrados. Todos os participantes possuíam inteligência normal, sendo bem adaptados à sociedade. Os participantes realizaram duas tarefas de transcodificação: Escrita de Números Arábicos e Leitura de Números Arábicos. Primeiramente, observou-se um melhor desempenho da amostra na tarefa de Leitura de Números Arábicos em detrimento da Escrita de Números Arábicos. Adultos iletrados exibiram um pior desempenho quando comparados a adultos letrados em todas as tarefas, os dois grupos de ex-iletrados tiveram desempenho similar. A taxa de erro da amostra aumentou e medida que os números ficaram mais difíceis. Análises adicionais na tarefa de Escrita de Números Arábicos foram realizadas com a inclusão de três grupos de idosos: pacientes com Demência de Alzheimer (DA), pacientes com Demência Frontotemporal (bvDFT) e idosos Controles. Os três grupos de idosos obtiveram melhor desempenho que iletrados e ex-iletrados na escrita de números. Análises de erros mostraram que os grupos com baixa escolaridade apresentaram mais erros sintáticos, enquanto os grupos com demências progressivas apresentaram taxa de erro sintático e lexical similar. Um segundo estudo foi realizado a fim de investigar as habilidades de cálculos em participantes com baixa escolaridade. Para isto, os cálculos foram apresentados em uma situação informal de compra e venda e em uma situação formal utilizando uma tarefa de lápis e papel. Os resultados mostram que os participantes tiveram desempenho similar nas duas modalidades de apresentação dos cálculos. Entretanto, maiores dificuldades foram observadas na tarefa de multiplicação. Os estudos realizados têm caráter exploratório e evidenciam que dificuldades em habilidades numéricas básicas são presentes em adultos com baixa escolaridade e em idosos com demências progressivas. Contudo os padrões de dificuldades são distintos. Em adultos com baixa escolaridade os tipos de erros refletem um claro papel da falta de escolarização formal, enquanto em idosos estes resultados estão associados ao estágio da progressão da doença. O papel da educação formal foi evidenciado também na habilidade de cálculos, no qual os participantes apresentaram maiores dificuldades na multiplicação que é uma operação aprendida mais tardiamente durante a escolarização
local.publisher.initialsUFMG

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