Análise de hemopatógenos em tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e em seus potenciais reservatórios, cães e gatos, em zonas de reabilitação e pós soltura na região rural de Uberlândia, Minas Gerais
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Camila de Valgas e Bastos Castro
Simone Magela Moreira
Simone Magela Moreira
Resumo
Tamanduás-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) podem se infectar com patógenos comumente diagnosticados em animais domésticos e desenvolver quadros clínicos, subclínicos ou vir a óbito. A disseminação de patógenos é agravada por ações antrópicas, que ocasionam maior proximidade entre a fauna doméstica e silvestre. O objetivo deste trabalho é determinar se os hemopatógenos dos gêneros Ehrlichia, Babesia, Cytauxzoon, Hepatozoon e Leihsmania estão circulantes na população de cães, gatos e tamanduás-bandeira presentes no Triângulo Mineiro. Para auxiliar no diagnóstico, foram realizadas técnicas de detecção direta como esfregaço sanguíneo com sangue periférico fresco, testes moleculares como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e sequenciamento nucleotídico, além do teste de triagem imunocromatográfico TR DPP® Leishmaniose Visceral Canina para detecção indireta de Leishmania infantum. Obteve-se um total de 13 amostras de tamanduá-bandeira, 77 amostras de cão e 39 amostras de gato, provenientes da zona rural de Uberlândia. Foram vizualizados trofozoítos e merozoítos, sugestivos de Babesia sp., inclusões plaquetárias basofílicas sugestivas de Anaplasma platys e gamontes sugestivos de Hepatozoon canis. Os piroplasmas estavam presentes em 61,33% das amostras de cão e 10,25% das amostras de gatos, na PCR, utilizando o primer para triagem. Nenhuma amostra foi positiva para Cytauxzoon felis e Babesia vogeli na PCR específica. Hepatozoon esteve presente em 19,48% das amostras de cão na PCR, e o sequenciamento nucleotídico de algumas amostras positivas confirmou a espécie H.canis. Somente uma amostra de cão foi positiva para Ehrlichia monocítica, sendo que o sequenciamento confirmou a espécie E.canis. Todas as amostras testadas no TR DPP®, foram negativas.O tamanduá-bandeira está classificado como vulnerável no Brasil, sendo a espécie foco de programas de monitoramento e conservação. É importante conhecer as doenças que podem afetar a espécie, entre elas os patógenos compartilhados com animais domésticos, direcionando assim estratégias para aperfeiçoar ações para sua conservação.
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Palavras-chave
Animais domésticos, Leishmaniose Visceral, Virologia Veterinária
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