A prática do processamento de gastroscópios, colonoscópios e duodenoscópios nos serviços de saúde intra - hospitalares

dc.creatorRosilaine Aparecida da Silva Madureira
dc.date.accessioned2022-07-13T12:05:52Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:48:59Z
dc.date.available2022-07-13T12:05:52Z
dc.date.issued2021-08-23
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/43222
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEndoscópios gastrointestinais
dc.subjectDesinfecção
dc.subjectEsterilização
dc.subjectControle de infecções
dc.subjectSegurança do Paciente
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherEndoscópios gastrointestinais
dc.subject.otherDesinfecção
dc.subject.otherEsterilização
dc.subject.otherControle de infecções
dc.subject.otherSegurança do Paciente
dc.titleA prática do processamento de gastroscópios, colonoscópios e duodenoscópios nos serviços de saúde intra - hospitalares
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Adriana Cristina de Oliveira
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4326208104063874
local.contributor.referee1Anaclara Ferreira Veiga Tipple
local.contributor.referee1Dayane de Melo Costa
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4850616172899912
local.description.resumoProcedimentos endoscópicos representam um importante recurso diagnóstico e terapêutico amplamente utilizado nos serviços de saúde. Entretanto, durante o exame, ao entrar em contato com o trato gastrointestinal, o endoscópio se torna altamente contaminado pela microbiota humana. Portanto, a limpeza meticulosa e desinfecção desse equipamento é extremamente crítica na prevenção de infecção e segurança do seu uso. Diante disso, objetivou-se avaliar a prática do processamento de gastroscópios, colonoscópios e duodenoscópios nos serviços de saúde intra – hospitalares. Tratou-se de um estudo transversal, com apoio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), realizado em oito serviços de endoscopia intra-hospitalares em Belo Horizonte, sendo avaliado o processamento de 22 equipamentos endoscópicos e 60 amostras dos canais dos equipamentos. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista, observação das práticas adotadas, análise microbiológica dos canais de ar/água e, no duodenoscópio acrescentou-se a análise do canal do elevador, somado à aplicação de teste de proteína após a limpeza. A análise dos dados se deu por meio de estatística descritiva, com cálculo de frequências, medidas de tendência central. A maioria dos serviços dispuham de endoscópios com média global de uso de 7,3 anos. As manutenções preventivas ocorriam em média a cada 90 dias. Protocolos de processamento não estavam ao alcance dos profissionais de forma facilitada em 50% (4/8) dos serviços. A auditoria do processo de limpeza é realizada em 62,5% (5/8) dos serviços, por meio de teste adenosina trifosfato (ATP) bioluminescência. Nenhum serviço possuía rotina de vigilância dos pacientes submetidos a procedimentos endoscópicos. Todas as etapas do processamento apresentaram não conformidades com as diretrizes nacionais e internacionais, destacando-se a etapa da limpeza como a de maior desafio, seguida da secagem, pré-limpeza, teste de vedação e armazenamento. Na pré-limpeza, verificou-se que 86,4% (19/22) dos equipamentos não era padronizada a compressa para limpeza externa do equipamento, sendo adotada a gaze. O teste de vedação não foi realizado em 36,4% (8/22) dos equipamentos. Na limpeza, 72,7% (17/22) dos endoscópios não foram imersos em solução detergente e 63,6% (14/22) dos equipamentos, os canais eram friccionados com esvova de tamanho único. Nenhum serviço havia padronização de tempo para a secagem final dos canais. No armazenamento, os armários convencionais em MDF foram encontrados em 37,5% (3/8) dos serviços, sem qualquer ventilação. Quanto ao potencial de contaminação, após o processamento verificou-se um predomínio de Pseudomonas, sendo que 28,5% eram resistentes a carbepenem e 21,4% com perfil intermediário. Serratia marcescens resistente a carbapenem foi isolada em 33,3% das amostras. Em relação aos testes de avaliação da limpeza, 33% (2/6) dos duodenoscópios apresentavam resíduos de proteína no canal do elevador. Conclui-se que as práticas cotidianas do processamento de endoscópios em serviços de saúde não têm sido realizadas conforme as evidências e as recomendações científicas.
local.identifier.orcid0000-0002-4894-0697
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENFERMAGEM - ESCOLA DE ENFERMAGEM
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Enfermagem

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