Estrutura da comunidade de formigas em um gradiente altitudinal de campo rupestre na Serra do Cipó, MG
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O declínio monotônico do número de espécies da comunidade é o padrão mais
comumente encontrado em estudos sobre ecossistemas altimontanos. Essa redução é
relacionada ao aumento das severidades climáticas e aos fatores ambientais como
diminuição dos recursos e redução da heterogeneidade espacial. Esse cenário tem
grande implicação na conservação ambiental, pois é nas montanhas onde se espera que
haja uma constrição espacial da comunidade devido às alterações climáticas previstas.
Considerados de importância mundial para a conservação ambiental, os campos
rupestres carecem de estudos que retratem a fauna ao longo do seu gradiente altitudinal.
O presente estudo verificou os padrões de distribuição da diversidade de formigas ao
longo de uma montanha de campo rupestre em diferentes escalas (α, β, γ). Além disso,
foram verificados os principais mecanismos que poderiam influenciar esses
componentes da diversidade ao longo da montanha, como a variação da temperatura e
da estrutura do habitat. Ao longo do gradiente altitudinal, foram selecionadas sete áreas
com intervalo de altitude de 100m entre elas. Em cada altitude foram marcados 15
pontos de coleta e feita a caracterização ambiental. Foram utilizadas quatro
metodologias complementares para amostragem das formigas: pitfall epigéico, extrator
de Winkler, batimento e varredura. Foram encontradas 170 espécies de formigas, o que
corrobora com a grande diversidade de espécies de outros grupos taxonômicos da Serra
do Cipó. A subfamília Myrmicinae apresentou 95 espécies, predominando os gêneros
Pheidole e Solenopsis. Camponotus foi o gênero com maior número de espécies. A
heterogeneidade da vegetação e a riqueza de plantas influenciaram positivamente a diversidade de formigas nas escalas α e γ, respectivamente. A riqueza de plantas
também influenciou positivamente a diversidade β. Dessa forma, podemos retratar que a
diversidade da mirmecofauna ao longo da montanha, em todas as escalas, acompanha a
diversificação biogeográfica e histórica das plantas desse ecossistema. Nosso estudo foi
precursor em diferenciar os componentes da diversidade β em aninhamento e
substituição (turnover) para a comunidade de formigas nos campos rupestres. Essa
decomposição é essencial para projetos de conservação ambiental, pois são necessárias
estratégias distintas a serem adotadas de acordo com esse resultado. No caso dos
campos rupestres, planos de conservação devem priorizar toda a montanha, com
abrangência de todos os tipos de micro-habitats, pois a montanha é formada pelo alto
turnover de espécies entre os locais, ou seja, é um ecossistema que se diferencia no seu
todo. Sugerimos a continuidade do monitoramento da diversidade de formigas em todo
o gradiente de altitude, uma vez que as espécies que ocorrem nas partes mais altas da
montanha são suscetíveis ao estresse provocado pela constrição espacial face às
migrações de espécies previstas com as alterações climáticas e ambientais.
Abstract
Assunto
Ecologia, Formigas, Cipó, Serra do (MG), Biodiversidade
Palavras-chave
Serra do Cipó, Montanha, Formicidade, Comunidade, Diversidade β
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