Quem debate, argumenta: o desenvolvimento da competência argumentativa de estudantes do 6º ano do ensino fundamental
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Elisete Maria de Carvalho Mesquita
Adriane Teresinha Sartori
Adriane Teresinha Sartori
Resumo
As constantes e variadas transformações que caracterizam a sociedade do século XXI têm exigido de seus membros uma participação ativa, marcada pela tomada de posicionamentos e pela emissão de juízos de valor diante de temas polêmicos e controversos que dividem opiniões. Assim, é neste contexto marcado por diferentes apreciações de fatos e acontecimentos da vida em sociedade que nasce a ideia central desta pesquisa. Partindo desses apontamentos, realizamos uma pesquisa de intervenção, desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Letras da UFMG (Profletras), com vistas ao desenvolvimento da competência argumentativa de estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental por meio de um trabalho sistematizado com o gênero debate regrado. Para atingir esse objetivo, elaboramos e aplicamos um projeto de ensino que considera, em sua constituição, diferentes processos argumentativos que podem ser acionados por alunos do 6º ano, da rede pública de ensino, durante a prática de debates orais, a fim de se posicionarem de forma consistente e fundamentada em relação a assuntos polêmicos e atuais. Metodologicamente, levou-se em consideração as etapas de uma pesquisa-intervenção (Damiani, 2012; Damiani et. al, 2013) e os dados gerados no decorrer da investigação foram analisados sob um prisma qualitativo e interpretativista. Do ponto de vista teórico, a pesquisa respalda-se em trabalhos advindos de diferentes áreas, com destaque para o interacionismo social proposto por Vygotsky, para a concepção de gêneros do discurso à luz de Bakhtin e para a caracterização do gênero debate regrado sob a ótica de Dolz & Schneuwly (2004). No tocante à argumentação, buscamos apoio nos estudos de Koch (2011; 2016), Cabral (2010), Perelman & Olbrechts-Tyteca (1996), Abreu (2009), Ribeiro (2009), Leitão (2007, 2011) e de outros teóricos que dialogam com a temática desta pesquisa. Na análise de dados, examinamos seis interações argumentativas, sendo três provenientes do debate inicial e três relativas ao debate final. Tais interações foram analisadas à luz das teorias que subsidiaram a pesquisa em questão. Com este trabalho, foi possível perceber uma evolução na aprendizagem da argumentação oral por parte dos estudantes, visto que, após a implementação do projeto, os discentes mostraram-se capacitados não só para emitir pontos de vista sobre um assunto, como também passaram a sustentar, por meio de argumentos, as opiniões apresentadas sobre o tema em debate. Nesse sentido, o ensino da argumentação oral na escola, enquanto prática discursiva, contribui para a formação do pensamento crítico dos alunos e para o desenvolvimento do respeito à diversidade de opiniões.
Abstract
Assunto
Língua portuguesa - Estudo e ensino, Gêneros discursivos, Retórica
Palavras-chave
Debate regrado, Argumentação oral, Competência argumentativa