Gestação e parto na adolescência: uma análise dos indicadores maternos e neonatais em Minas Gerais no período de 2002 a 2012
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Monografia de especialização
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Trata- se de um estudo quantitativo, retrospectivo, transversal que objetiva analisar os resultados maternos e neonatais de gestantes adolescentes em Minas Gerais, no período de 2002 a 2012. Utilizou- se dados secundários, provenientes do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). As variáveis em análise foram classificadas em: sóciodemográficas: faixa etária, cor/raça, escolaridade e estado civil; associadas à gestação: número de consultas de pré-natal e às condições de nascimento: idade gestacional no parto, via de parto, Apgar no 1º e 5º minuto e peso ao nascer. Avaliou- se também a variável mortalidade subdividida em materna, fetal e infantil A análise dos dados foi descritiva, por meio da frequencia absoluta e percentual das variáveis. No período de 2002 a 2012 ocorreram 530.429 partos entre mães adolescentes no Estado de Minas Gerais, o que corresponde a 18% dos partos nesta década. Observou-se que a maioria dos partos de mães adolescentes foi entre mulheres pardas, solteiras e com sete anos de estudo ou mais. Neste período, houve uma redução da proporção de nascidos vivos e do número de partos normais entre adolescentes. Constatou-se que quanto maior a escolaridade da adolescente e o número de consultas de pré-natal maior a proporção de realização de cesarianas. Em relação à mortalidade, verificou-se redução da mortalidade fetal e infantil. Além disso, observou-se maiores taxas de mortalidade materna entre adolescentes solteiras e negras. Concluiu-se que a gravidez na adolescência permanece inserida em um contexto social precário cuja ocorrência traz diversas repercussões à saúde materna e infantil sendo necessária a criação de políticas públicas que assegurem os direitos da população adolescente e estimulem uma prática sexual segura. A reestruturação dos serviços de saúde e uma atuação multiprofissional apresentam-se como uma estratégia para atender as especificidades do público adolescente e promover a saúde materno-infantil. Neste contexto, o enfermeiro obstetra apresenta-se como um profissional imprenscindível na mudança da atenção ao adolescente em virtude de sua formação, do cuidado prestado e possibilidades de atuação.
Abstract
Assunto
Gravidez na Adolescência, Saúde do Adolescente, Saúde Materno-Infantil, Avaliação em Saúde, Política Pública, Enfermeiras Obstétricas
Palavras-chave
Gravidez na adolescência, Saúde do adolescente, Saúde materno-infantil, Avaliação em saúde