Imunossupressão e obesidade no pós-transplante hepático

dc.creatorDébora Fernandes Rodrigues
dc.date.accessioned2019-08-12T03:48:33Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:10:35Z
dc.date.available2019-08-12T03:48:33Z
dc.date.issued2018-11-12
dc.description.abstractWith the current worldwide growth in the number of cases of overweight and obesity, there is a demand for studies to understand the elements involved in the gaining of body weight. It has been demonstrated that obesity is in close association with chronic subclinical inflammation, evidencing the physiological role of the inflammatory response in obesity. In fact, studies have shown that immunosuppressed patients show excessive weight gain, as occurs in liver recipients. Thus, the objective of this study was to investigate whether the compromised inflammatory response of liver recipients affects body weight control. For this, recipients were paired with non-transplanted controls. Both groups were studied for 6 months. During this period, volunteers followed a weight loss dietary planning and were followed to check changes in body weight and composition, dietary adherence and intake, resting energy expenditure, frequency of physical activity, and blood collection. Liver recipients showed lower resting energy expenditure than controls, which may be an important risk factor for excessive weight gain in post-liver transplantation. Transplanted patients also had a similar profile of peripheral blood mononuclear cells when compared to controls, highlighting NK CD8lowCD56 + CD16 + and B lymphocytes, which showed lower and higher frequency, respectively, in the transplant group. In addition, this group had lower serum concentrations of cytokines, such as IFN-, TNF, IL-4, IL-2 and IL-10, and lower inflammatory responsiveness of peripheral blood mononuclear cells under different inflammatory stimuli. After 3 and 6 months of follow up, respectively, the control group lost in average 1.77% and 3.73% of weight, different from the liver transplanted group, which lost only 0.42% and 0.54% of body weight, respectively. In the control group, there was also an improvement in body composition, with decreased fat mass and waist circumference, and lean mass maintenance, which was not observed in the transplanted group. Thus, this work provides evidence that liver recipients are hypometabolic and that inflammation may play an important role in the weight loss process.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/FARB-BDNP9K
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectImunossupressão
dc.subjectFígado Transplante
dc.subjectMetabolismo Disturbios
dc.subjectPerda de peso
dc.subjectObesidade
dc.subject.otherintervenção dietética
dc.subject.otherTransplante hepático
dc.subject.otherhipometabolismo
dc.subject.otherimunossupressão
dc.subject.otherobesidade
dc.subject.otherperda de peso
dc.titleImunossupressão e obesidade no pós-transplante hepático
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Simone de Vasconcelos Generoso
local.contributor.advisor1Adaliene Versiani Matos Ferreira
local.contributor.referee1Simone de Vasconcelos Generoso
local.contributor.referee1Helen Hermana Miranda Hermsdorff
local.contributor.referee1Andrezza Fernanda Santiago
local.contributor.referee1Helem de Sena Ribeiro
local.contributor.referee1Karina Braga Gomes Borges
local.description.resumoCom o atual crescimento do número de casos de sobrepeso e obesidade no mundo, é crescente a demanda por estudos que busquem a compreensão dos elementos envolvidos no ganho de peso corporal. Nesse sentido, tem sido demonstrado que a obesidade está em estreita associação com a inflamação crônica subclínica, evidenciando o papel fisiológico da resposta inflamatória na obesidade. De fato, trabalhos têm demonstrado que pacientes imunossuprimidos apresentam ganho de peso excessivo, como ocorre em indivíduos transplantados hepáticos. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar se o comprometimento da resposta inflamatória de transplantados de fígado afeta o controle do peso corporal. Para isso, pacientes foram pareados com indivíduos controles não-transplantados. Ambos os grupos foram acompanhados por 6 meses. Nesse período, os voluntários seguiram um plano alimentar para perda de peso e foram acompanhados para verificação de mudanças no peso e na composição corporal, adesão dietética, ingestão alimentar, taxa metabólica de repouso, frequência de atividade física e para coleta de sangue. Os transplantados de fígado apresentaram taxa metabólica de repouso menor que os indivíduos controles, o que pode ser um fator de risco importante para o ganho de peso excessivo no pós-transplante hepático. Pacientes transplantados apresentaram, ainda, perfil semelhante de células mononucleares periféricas em relação aos controles, com destaque apenas para as células NK CD8lowCD56+CD16+ e linfócitos B, que apresentaram menor e maior frequência, respectivamente, no grupo transplante. Além disso, esse grupo apresentou menores concentrações séricas de citocinas, como IFN-, TNF, IL-4, IL-2 e IL-10, e menor responsividade inflamatória das células mononucleares periféricas sob diferentes estímulos inflamatórios. Após 3 e 6 meses de acompanhamento, respectivamente, o grupo controle perdeu em média 1,77% e 3,73% de peso, diferente do grupo transplantado, que perdeu apenas 0,42% e 0,54% do peso corporal, respectivamente. No grupo controle houve, ainda, melhora da composição corporal, com diminuição da massa gorda e da circunferência de cintura, e manutenção da massa magra, o que não foi observado no grupo transplantado. Assim, este trabalho traz evidências de que pacientes transplantados hepáticos são hipometabólicos e que a inflamação pode exercer papel importante como mediadora do processo de perda de peso.
local.publisher.initialsUFMG

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
tese_d_bora_fernandes_rodrigues.pdf
Tamanho:
1.18 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format