Confluências de axé nas instituições científicas: acontecimentos para pensar práticas de conhecimento

dc.creatorElisa Sampaio de Faria
dc.date.accessioned2021-03-19T13:30:23Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:50:37Z
dc.date.available2021-03-19T13:30:23Z
dc.date.issued2020-02-19
dc.description.abstractIn an etho-ecological perspective to approach knowledge practices, this thesis associates, in a transversal manner, emblematic events with science practitioners and practitioners of axé in Minas Gerais and Piauí, Brazil. The experiences that allowed the configuration of this text happened, especially, in encounters with practitioners of african traditions within the Knowledge Encounters program at the Federal University of Minas Gerais, institutionally called T ransversal Training in Traditional Knowledge. The field research was configured as a new experience that, assumed in its scientific sense, was characterized as a trajectory of strong learning. Cultivating of epistemic disconcertment and the art of paying attention trough this learning trajectory allowed something rare: the possibility of the production of knowledge that articulates divergent worlds without losing sight of its borders, breaking the limit on what would be possible for a practitioner of the sciences to feel, think, do and create. Guided by the events on a cosmopolitical ethnography, we created ways of situated and scientific ways of knowing that made it possible to transform the limits of the sciences into borders and to think about objectivity and ethics as constituent dimensions of science practice. Finally, the strength of the confluences at the frontiers between science and axé subverted the opposition between different knowledge practices and reactivated attachments between us, practitioners of sciences and practitioners of axé, inspiring us on the great work to be done to create knowledge practices that respect differences, and to take care of our extraordinarily alive and heterogeneous existential territories.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/35286
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectEducação -- Etnologia
dc.subjectCandomblé -- Aspectos educacionais
dc.subjectCultos afro-brasileiros -- Aspectos educacionais
dc.subjectAbordagem interdisciplinar do conhecimento na educação
dc.subject.otherEtnografia cosmopolítica
dc.subject.otherPráticas de conhecimento
dc.subject.otherEstudos sobre as ciências
dc.subject.otherEncontro de Saberes
dc.subject.otherCandomblé
dc.titleConfluências de axé nas instituições científicas: acontecimentos para pensar práticas de conhecimento
dc.title.alternativeAxé confluences in scientific institutions: events to think about knowledge practices
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Edgar Rodrigues Barbosa Neto
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6722390835702727
local.contributor.advisor1Ana Maria Rabelo Gomes
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9504461153751227
local.contributor.referee1Isabel Cristina Moura Carvalho
local.contributor.referee1Luciana Resende Allain
local.contributor.referee1Nilsia Lourdes dos Santos
local.contributor.referee1Yone Maria Gonzaga
local.contributor.referee1Ana Paula Vencatto
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6759628378400973
local.description.resumoEm uma abordagem eto-ecológica das práticas de conhecimento, esta tese associa, de maneira transversal, acontecimentos emblemáticos com praticantes das ciências e praticantes de terreiro de axé em Minas Gerais e no Piauí. As experiências que permitiram a configuração deste texto se desdobraram, especialmente, em encontros com praticantes de tradições da matriz africana no âmbito do programa Encontro de Saberes na Universidade Federal de Minas Gerais, institucionalmente denominado de Formação Transversal em Saberes Tradicionais. A pesquisa em campo se configurou como uma nova experiência que, assumida em seu sentido científico, se caracterizou como uma trajetória de forte aprendizagem. O cultivo do desconcerto epistêmico e da arte de prestar atenção nessa trajetória de aprendizagem permitiu algo raro, a saber: a eventualidade de uma produção de conhecimento que articulou mundos divergentes sem perder de vista as suas fronteiras, quebrando o limite sobre o que seria possível para um(a) praticante das ciências sentir, pensar, fazer e criar. Provocados pelos acontecimentos e orientados por uma etnografia cosmopolítica, criamos modos de conhecer científicos e situados que possibilitaram transformar os limites das ciências em fronteiras e pensar sobre a objetividade e a ética como dimensões constituintes da prática das ciências. Enfim, a força das confluências nas fronteiras entre a ciência e o axé subverteu a oposição entre diferentes práticas de conhecimento e reativou vínculos entre nós, praticantes das ciências e praticantes de terreiros de axé, nos inspirando ao grande trabalho a ser feito para criar práticas de conhecimento que respeitem as diferenças, cuidando para que nossos territórios existenciais permaneçam extraordinariamente vivos e heterogêneos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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