Feminismo negro e produção do espaço: as ocupações urbanas em uma abordagem interseccional-espacial

dc.creatorNatália Alves da Silva
dc.date.accessioned2021-03-19T20:08:31Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:32:09Z
dc.date.available2021-03-19T20:08:31Z
dc.date.issued2018-08-30
dc.description.abstractThe Rosa Leão Occupation is one of the three occupations in the Izidora region, Belo Horizonte, Minas Gerais, among the protagonists of one of the country's largest land conflicts, involving about 30,000 people. In this context, the dissertation aims to discuss intersectionality as a spatial tool based on the stories of the Rosa Leão Occupation, from the experience of the black women living in the occupation. This proposal is based on the construction of a space of contribution, called a crossroads involving the inhabitants of the Occupation, the researcher, militants and activists in the territory and intellectuals, who take turns in this space leaving their contributions. The proposal also is based on black feminist thought, especially the debate on feminist black epistemology and the theory of the point of view, developed by this thought. From this perspective, we seek to locate intersectionality as a formulation that starts from black feminist thought, to propose the simultaneity of relations of oppression of gender, race, class, sexuality and others in society,forming a complex plot that involves oppression and activism. On the other hand, this thought points to the complexity and transescalarity of the relations of power and domination, challenging binary models of oppressor-oppressed. From this seam and the situated case of the Rosa Leão Occupation, the proposal of spatial intersectionality will be woven as the recognition that intersectionality is a spatial process that takes place in, through, under and between bodies. In this sense it is recognized that spatiality is intersectional, being race, class, gender and space constitutive processes. In this construction space is considered as encounter, multiplicities and openness. Thus the production of space is at the same time the simultaneous production of marked subjectivities.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/35315
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subject.otherRosa Leão
dc.subject.otherFeminismo negro
dc.subject.otherRememoração
dc.subject.otherInterseccionalidade
dc.subject.otherEspaço
dc.subject.otherInterseccionalidade espacial
dc.subject.otherPesquisa militante
dc.titleFeminismo negro e produção do espaço: as ocupações urbanas em uma abordagem interseccional-espacial
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Natacha Rena
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5202973767095132
local.contributor.referee1Marcela Silviano Brandão Lopes
local.contributor.referee1Claudia Andréa Mayorga Borges
local.contributor.referee1Laura Guimarães Corrêa
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3340092544644600
local.description.resumoA Ocupação Rosa Leão é uma das três ocupações da região da Izidora, Belo Horizonte, Minas Gerais, estando entre as protagonistas de um dos maiores conflitos fundiários do país, envolvendo cerca de 30 mil pessoas. Nesse contexto a dissertação tem como objetivo discutir a interseccionalidade como ferramenta espacial, a partir das histórias da Ocupação Rosa Leão, contadas da experiência das mulheres negras moradoras da ocupação. Essa proposta se sustenta a partir da construção de um espaço de contribuição, chamado de encruzilhada, envolvendo as moradoras da Ocupação, a pesquisadora, militantes e ativistas no território e intelectuais, que se revezam nesse espaço, deixando suas contribuições. A proposta baseia-se ainda no pensamento feminista negro, em especial, o debate sobre epistemologia feminista negra e a teoria do ponto de vista, desenvolvida por esse pensamento. Partindo dessa perspectiva, busca-se localizar a interseccionalidade como uma formulação que parte do pensamento feminista negro, para propor a simultaneidade das relações de opressão de gênero, raça, classe, sexualidade e outras na sociedade, formando uma complexa trama, que envolve opressão e ativismo. Por outro lado, esse pensamento aponta para a complexidade e transescalaridade das relações de poder e dominação, desafiando modelos binários de opressor-oprimido. A partir dessa costura e do caso situado da Ocupação Rosa Leão, será tecida a proposta de interseccionalidade espacial como o reconhecimento de que a interseccionalidade é um processo espacial que se dá nos, pelos, sob e entre os corpos. Nesse sentido se reconhece que a espacialidade é interseccional, sendo raça, classe, gênero e espaço processos constitutivos. Nessa construção, o espaço é considerado como encontro, multiplicidades e abertura. Assim, a produção do espaço é, ao mesmo tempo, a produção simultânea de subjetividades marcadas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentARQ - ESCOLA DE ARQUITETURA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo

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