Impacto da anticoagulação pré-operatória em pacientes com trombose de veia porta submetidos ao transplante hepático
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Impact of preoperative use of anticoagulants in patients with portal vein thrombosis undergoing liver transplantation
Primeiro orientador
Membros da banca
Júlio Cezar Uili Coelho
Cristiano Xavier Lima
Cristiano Xavier Lima
Resumo
Introdução: A trombose de veia porta é a complicação trombótica mais comum em pacientes com cirrose hepática em estágio avançado, podendo prejudicar a realização do transplante hepático. O uso de medicações anticoagulantes tem sido indicado como tratamento em pacientes com trombose de veia porta que se encontram em fila de espera para o transplante com o objetivo de evitar a progressão da trombose e aumentar a probabilidade de recanalização da veia porta. Objetivo: Avaliar o impacto da trombose de veia porta sobre os desfechos do transplante hepático, bem como os riscos e benefícios do uso de medicamentos anticoagulantes nesse contexto. Método: Foi realizada a análise retrospectiva dos prontuários médicos de 425 pacientes submetidos ao transplante hepático em um hospital terciário brasileiro, sendo os pacientes divididos em 3 grupos: pacientes sem trombose de veia porta (ST), pacientes com trombose de veia porta que não utilizaram anticoagulação pré-operatória (TP) e pacientes com trombose de veia porta que utilizaram anticoagulação pré-operatória (AC). Foram analisadas as complicações pós-operatórias nos três grupos, bem como a sobrevida de pacientes e enxertos. Resultados: Não foram observados eventos adversos significativos relacionados ao uso de anticoagulantes na amostra estudada. Os pacientes do grupo TP apresentaram sobrevida inferior aos do grupo ST (p=0,046), maior ocorrência de trombose de veia porta pós-operatória (TP:14,3%, ST:1,1%) e de não funcionamento primário do enxerto (TP:6,3%, ST:1,7%). Embora os pacientes do grupo AC tenham demonstrado uma tendência de sobrevida superior aos do grupo TP, a diferença não foi estatisticamente significativa (p=0,313). Conclusões: Os pacientes com trombose de veia porta apresentaram piores desfechos após a realização do transplante hepático, com redução significativa da sobrevida pós-operatória. A anticoagulação pré-operatória se demonstrou uma estratégia segura no tratamento destes pacientes, sendo necessários estudos posteriores para mensurar o seu impacto sobre os resultados do transplante. Palavras-chave: Transplante de fígado; Cirrose hepática; Trombose; Anticoagulantes; Dissertação acadêmica.
Abstract
Introduction: Portal vein thrombosis is the most common thrombotic complication in patients with end-stage liver disease, and can have a negative impact on liver transplantation. The use of anticoagulant drugs has been proposed as a treatment for patients with portal vein thrombosis who are on the liver transplantation waiting list, with a composite goal of preventing thrombus progression and aiding the recanalization of the portal vein. Objectives: To assess the impact of portal vein thrombosis on the outcomes of liver transplantation, and to analyze the risks and benefits associated with the use of anticoagulant drugs in the preoperative period. Methods: The medical records of 425 patients who underwent liver transplantation in a tertiary Brazilian hospital were retrospectively reviewed. The patients were distributed in three groups: patients with no portal vein thrombosis (ST), patients with portal vein thrombosis who did not receive anticoagulation (TP) and patients with portal vein thrombosis who received anticoagulation (AC). The analysis included postoperative complications and long-term patient and graft survival in the three groups. Results: No significant adverse events were associated with the use of anticoagulant drugs. Patients in the TP group had a lower postoperative survival when compared with patients in the ST group (p=0,046). Patients with untreated portal vein thrombosis also showed an increased risk for postoperative portal vein thrombosis (TP:14,3%, ST:1,1%) and primary nonfunction of the liver graft (TP:6,3%, ST:1,7%). While patients in the AC group showed a trend towards higher survival when compared with patients in the TP group, the difference did not reach statistical significance (p=0,313). Conclusions: Patients with untreated portal vein thrombosis had poorer outcomes after undergoing liver transplantation, with a significantly lower postoperative survival. The pre-operative use of anticoagulant drugs is a safe strategy for the treatment of portal vein thrombosis, but further studies are necessary to accurately determine their impact on liver transplant outcomes. Keywords: Liver transplant; Hepatic cirrhosis; Thrombosis; Anticoagulants; Academic dissertation.
Assunto
Transplante de fígado, Cirrose hepática, Trombose, Anticoagulantes, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Transplante de fígado, Cirrose hepática, Trombose, Anticoagulantes, Dissertação acadêmica