Ethé discursivos de Getulio Vargas construídos nas marchinhas Gê-Gê (Seu Getulio) (1931) e O Retrato do Velho (1951)
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Monografia de especialização
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Luciana Martins Arruda
Fábio Ávila Arcanjo
Fábio Ávila Arcanjo
Resumo
O objetivo deste trabalho é analisar discursivamente as marchinhas Gê-Gê (Seu Getulio), de Lamartine Babo, e O Retrato do Velho, de Haroldo Lobo e Marino Pinto, buscando identificar e compreender os ethé construídos sobre a figura de Getulio Vargas (GV) nessas canções. Compostas em 1931 e 1951, respectivamente, as marchinhas se inserem em contextos políticos distintos, os quais ensejaram a construção de ethé de Getulio Vargas distintos e adequados à necessidade histórico-discursiva de cada momento. Do ponto de vista teórico, este trabalho dialoga, sobretudo, com a Teoria Semiolinguística do Discurso de Patrick Charaudeau e seus estudos acerca do discurso político (CHARAUDEAU, 2014, 2018). Nesses trabalhos, o autor situa o ethos como uma estratégia de persuasão que condiciona a adesão do público à figura e aos ideais do político, o que coloca o ethos em posição de centralidade no discurso político. A análise discursiva do corpus apontou que foram traçados os ethé de moderno, patriota e revolucionário na marchinha Gê-Gê (Seu Getulio), e os ethé de chefe, popular, carismático e experiente na marchinha O Retrato do Velho. Embora produzidos em uma instância cidadã, esses discursos reiteram ideias normalmente advindas de uma instância política, uma vez que incorporam o discurso oficial da época e delineiam ethé positivos para o presidente Getulio Vargas, constituindo-se no que Aristóteles (2005) define como discursos de gênero epidíctico.
Abstract
This work aims to analyze discursively the marchinhas Gê-Gê (Seu Getulio), by Lamartine Babo, and O Retrato do Velho, by Haroldo Lobo and Marino Pinto, seeking to identify and understand the ethé built on the figure of Getulio Vargas (GV) in these songs. Composed in 1931 and 1951, respectively, these marchinhas are inserted in different political contexts, which gave rise to the construction of distincts ethé of Vargas, which were adequate to the historical-discursive necessity of each moment. From a theoretical point of view, this work dialogues, above all, with Patrick Charaudeau's Semiolinguistic Theory of Discourse and his studies on political discourse (CHARAUDEAU, 2014, 2018). In these works, the author inserts the ethos as a persuasion strategy that conditions the public’s adherence to the figure and ideas of the politician, which places the ethos in a central position in political discourse. The discursive analysis of the corpus pointed out that the ethé of modern, patriotic and revolutionary were traced in the marchinha Gê-Gê (Seu Getulio), and the ethé of chief, popular, charismatic and experienced in the marchinha O Retrato do Velho. Although produced in a civic instance, these speeches reiterate ideas normally arising from a political instance, since they incorporate the official discourse of the time and outline positive ethé for President Getulio Vargas, constituting what Aristotle (2005) defines as discourses of epideictic genre.
Assunto
Língua portuguesa - Estudo e ensino
Palavras-chave
Análise do Discurso, Discurso político, Ethos discursivo, Marchinha, Getulio Vargas
Citação
Departamento
Endereço externo
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto
