Modelo de Alergia a Ovalbumina em Animais Não Obesos Diabéticos (NOD)
| dc.creator | Isabella Moreira e Silva | |
| dc.date.accessioned | 2026-02-26T15:08:39Z | |
| dc.date.issued | 0023-10-25 | |
| dc.description.abstract | Type 1 diabetes mellitus is a chronic autoimmune disease characterized by the selective destruction of pancreatic beta cells located in the islets of Langerhans and responsible for insulin production. This process, mediated primarily by autoreactive T lymphocytes, results in absolute insulin deficiency, a hormone essential for glucose uptake by tissues. The development of the disease involves the interaction of genetic and environmental factors, alterations in the intestinal microbiota, and dietary components, which contribute to the breakdown of immunological tolerance. In addition to metabolic alterations, type 1 diabetes is associated with acute and chronic complications and is considered a major public health problem. Recent studies show that NOD mice that spontaneously develop type 1 diabetes exhibit several alterations in the intestinal mucosa, including interfering with the establishment of oral tolerance. The intestinal mucosa is the largest surface in contact with the external environment, coming into continuous contact with dietary antigens and the commensal microbiota. Oral tolerance mechanisms are responsible for maintaining intestinal mucosal homeostasis and preventing inflammatory immune responses to dietary and microbiota antigens. It is known that a breakdown in oral tolerance can result in the development of food allergies. In this scenario, the hypothesis of this study is that alterations in the intestinal mucosa of NOD mice could interfere with the induction of food allergies in these animals. We evaluated the induction of food allergies in NOD mice by comparing them to BALB/c mice. Interestingly, although NOD mice exhibit defects in the intestinal mucosa and in the induction of oral tolerance, and contrary to what is described in the literature regarding allergic sensitization with low doses of allergens, the dose of the allergen ovalbumin (OVA) required to induce specific IgE production in these animals must be higher (100 μg) than that used (10 μg) to induce the same disease in BALB/c mice. Sensitization of NOD mice with 100 μg of OVA, but not with 1 or 10 μg of OVA adsorbed to AL(OH)3, led to increased serum IgE levels after oral challenge. The active cutaneous anaphylaxis test also showed that the high dose was most effective for mast cell degranulation, leading to increased vascular permeability. In histopathological analysis of the intestine, we showed that this dose induced an increase in the frequency of intraepithelial lymphocytes and the number of eosinophils in the lamina propria, characterizing an allergic inflammatory profile. Furthermore, the high dose accelerated the insulitis process, intensifying disease progression. The findings of this study reinforce the importance of the NOD model as an experimental tool for understanding possible mechanisms that may link autoimmune predisposition to the development of food allergic responses and how these responses occur. | |
| dc.description.sponsorship | CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/1787 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso aberto | |
| dc.subject | Diabetes Mellitus Tipo 1 | |
| dc.subject | Hipersensibilidade Alimentar | |
| dc.subject | Camundongos Endogâmicos NOD | |
| dc.subject | Teste de Tolerância a Glucose | |
| dc.subject | Alergia e Imunologia | |
| dc.subject | Dissertação Acadêmica | |
| dc.subject.other | Diabetes mellitus tipo 1; Camundongos NOD; Alergia alimentar | |
| dc.title | Modelo de Alergia a Ovalbumina em Animais Não Obesos Diabéticos (NOD) | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor-co1 | Lícia Torres | |
| local.contributor.advisor-co1Lattes | http://lattes.cnpq.br/9712450538518194 | |
| local.contributor.advisor1 | Ana Maria Caetano de Faria | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/2268635568464108 | |
| local.contributor.referee1 | Momtchilo Russo, Mariana Camila Gonçalves Miranda | |
| local.creator.Lattes | https://lattes.cnpq.br/3617345459703252 | |
| local.description.resumo | O diabetes mellitus tipo 1 é uma doença autoimune crônica caracterizada pela destruição seletiva das células β pancreáticas localizadas nas ilhotas de Langerhans e responsáveis pela produção de insulina. Esse processo, mediado principalmente por linfócitos T autorreativos, resulta em deficiência absoluta de insulina, hormônio essencial para a captação de glicose pelos tecidos. O desenvolvimento da doença envolve a interação de fatores genéticos, ambientais, alterações da microbiota intestinal e componentes dietéticos, que contribuem para a quebra da tolerância imunológica. Além das alterações metabólicas, o diabetes tipo 1 está associado a complicações agudas e crônicas, sendo considerado um importante problema de saúde pública. Estudos recentes mostram que camundongos NOD que desenvolvem espontaneamente o diabetes do tipo 1 apresentam várias alterações na mucosa intestinal interferindo inclusive no estabelecimento da tolerância oral. A mucosa intestinal é a maior superfície de contato com o meio externo entrando em contato contínuo com antígenos da dieta e com a microbiota comensal. Os mecanismos de tolerância oral são responsáveis pela manutenção da homeostase da mucosa intestinal e por impedir reações imunes inflamatórias contra os antígenos da dieta e da microbiota. Sabe-se que a quebra da tolerância oral pode resultar no surgimento de alergias alimentares. Nesse cenário, a hipótese desse trabalho é que as alterações presentes na mucosa intestinal dos camundongos NOD poderiam interferir com a indução de alergia alimentar nesses animais. Avaliamos a indução de alergia alimentar em camundongos NOD comparando-os com camundongos BALB/c. Curiosamente, embora os camundongos NOD apresentem defeitos na mucosa intestinal assim como na indução de tolerância oral e contrariamente ao que se descreve na literatura sobre a sensibilização alérgica com baixas doses de alérgenos, a dose do alérgeno ovoalbumina (OVA) necessária para induzir a produção de IgE específica nesses animais precisa ser mais alta (100 ug) que aquela utilizada (10 ug) para induzir a mesma doença em camundongos BALB/c. A sensibilização dos camundongos NOD com 100 ug de OVA, mas não com 1 ou 10 ug de OVA, adsorvida em AL(OH)3 levou ao aumento dos níveis de IgE sérica após o desafio oral. O teste de anafilaxia cutânea ativa também mostrou que a dose alta foi a mais eficaz para a degranulação dos mastócitos levando ao aumento da permeabilidade vascular. Na análise histopatológica do intestino, mostramos que essa dose induziu o aumento na frequência de linfócitos intraepiteliais e no número de eosinófilos na lâmina própria caracterizando um perfil inflamatório alérgico. Além disso, a alta dose acelerou o processo de insulite, intensificando o desenvolvimento da doença. Os achados deste trabalho reforçam a importância do modelo NOD como ferramenta experimental para compreender possíveis mecanismos que podem conectar a predisposição autoimune ao desenvolvimento de respostas alérgicas alimentares e como essas respostas acontecem. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde | |
| local.subject.cnpq | CIENCIAS DA SAUDE |
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