O uso do tacrolimo no transplante hepático
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Monografia de especialização
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Membros da banca
Francisco Danilo Ferreira Paula
Resumo
A primeira tentativa de transplante hepático em humanos foi realizada nos Estados
Unidos, em Denver, Colorado, por Thomas Starzl, no ano de 1963. O início da
imunossupressão clínica nos anos 60 contribuiu de forma significativa para o
desenvolvimento dos programas de transplantes. O uso de glicocorticóides
associados à azatioprina permaneceu como uma das principais drogas
imunossupressoras até o começo dos anos 80, quando a Ciclosporina foi introduzida
no mercado americano. A partir dos anos 90 outros agentes imunossupressores
foram comercializados, entre eles o Tacrolimo. A ampla utilização clínica de novas
drogas imunossupressoras nas últimas duas décadas foi um dos fatores
determinantes da redução progressiva na incidência de rejeição aguda e do
aumento significativo na sobrevida do enxerto no primeiro ano após o transplante de
órgãos vascularizados. O Tacrolimo é um macrolídeo policíclico isolado pela primeira
vez em 1985 através da fermentação do caldo do microorganismo Streptomyces
tsukubaensis, presente no solo da cidade de Tsukuba situada na região norte do
Japão. Trata-se de um imunossupressor que inibe a calcineurina que é uma
fosfatase cálcio dependente responsável pela transcrição da interleucina 2, principal
citocina envolvida na resposta imunológica mediada pelo linfócito T. Esta droga age,
portanto, inibindo a produção de IL-2, bloqueando desta forma os mecanismos
envolvidos na rejeição celular aguda. É o agente imunossupressor mais utilizado
atualmente em pacientes submetidos a transplante hepático e renais e tem
apresentado efetividade para o tratamento de algumas doenças dermatológicas,
como dermatite atópica e psoríase. Os principais efeitos colaterais deste fármaco
são: distúrbios hematológicos, nefrotoxicidade, neurotoxicidade, hipertensão arterial,
hiperlipidemia, alterações bucais, diabetes, leucoencefalopatia, doenças
oportunistas e malignas, hipocalcemia e distúrbios gastrointestinais. O Tacrolimo
deve ter uma dose individualizada de acordo com sua dosagem sanguínea e os
pacientes devem ser orientados a evitar medicações que possam alterar os níveis
deste imunossupressor. O método de referência para a monitorização terapêutica do
Tacrolimo é a cromatografia líquida-espectrometria de massa embora vários
imunoensaios sejam utilizados na rotina laboratorial.
Abstract
The first attempt in human liver transplant was performed in the United States, in
Denver, Colorado, by Thomas Starzl in 1963. The onset of clinical
immunosuppression in 60 years has contributed significantly to the development of
transplant programs. The use of glucocorticoids associated with azathioprine
remained as the main immunosuppressant drugs until the early '80s, when
cyclosporine was introduced in the U.S. market. From 90 years of other
immunosuppressive agents were marketed, including tacrolimus. The widespread
use of new immunosuppressive drugs in the last two decades has been a
determining factor in progressive reduction in the incidence of acute rejection and the
significant increase in graft survival in the first year after transplantation of
vascularized organs. The polycyclic Tacrolimus is a macrolide first isolated in 1985
by fermenting the juice of the microorganism Streptomyces tsukubaensis, present in
the soil of the city of Tsukuba located in northern Japan This is an
immunosuppressant that inhibits calcineurin phosphatase is a responsible for calcium
dependent transcription of interleukin 2, the main cytokine involved in the immune
response mediated by T lymphocyte This drug acts, thus inhibiting the production of
IL-2, thereby blocking the mechanisms involved in acute cellular rejection. It is the
most currently used immunosuppressive agent in patients undergoing kidney and
liver transplantation and has shown effectiveness in treating some skin diseases
such as atopic dermatitis and psoriasis. The main side effects of this drug are: blood
disorders, kidney toxicity, neurotoxicity, hypertension, hyperlipidemia, oral
abnormalities, diabetes, leukoencephalopathy, opportunistic infections and malignant
gastrointestinal disorders and hypocalcemia. The Tacrolimus must have an
individualized dose according to your dosage of blood, and patients should be
advised to avoid medications that may alter the levels of the immunosuppressant.
The reference method for the therapeutic monitoring of tacrolimus is liquid
chromatography-mass spectrometry although several immunoassays are used for
routine monitoring.
Assunto
Palavras-chave
Tacrolimo, Imunossupressão, Transplante hepático