Efeitos imediatos do aquecimento vocal com e sem o uso de dispositivo de Oscilação Oral de Alta Frequência Sonorizada em mulheres coristas vocalmente saudáveis

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Letícia Caldas Teixeira, Kelly Cristina Alves Silvério, Adriane Mesquita Medeiros, Felipe Thiago Gomes Moreti, Nayara Ribeiro Gomes

Resumo

Introdução: a prática de aquecimento vocal é considerada como um importante componente para a performance e saúde vocal de coristas e solistas. Por meio do reestabelecimento de técnicas adequadas e auxílio na coordenação dos mecanismos responsáveis pela produção vocal, a prática otimiza o desempenho vocal para a execução do repertório, promovendo maior facilidade para cantar, alcance de afinação e transições mais suaves. Eficaz na preparação vocal de coristas, o tempo recomendado de aquecimento é de 5-10 minutos, o que maximiza a facilidade para cantar e aprimora a qualidade e eficiência vocal. Dentre os exercícios mais preconizados estão os Exercícios de Trato Vocal Semiocluído (EVTSO), extensão anterior de língua, glissando, staccato em arpejos e messa di voce. Objetivo: avaliar os efeitos imediatos de um aquecimento vocal tradicional e sua variação com a técnica de Oscilação Oral de Alta Frequência Sonorizada (OOAFS) com o Shaker Classicâ , em mulheres coristas, na autoavaliação da voz, no julgamento perceptivo-auditivo da voz falada e cantada, e nas medidas acústicas. Método: estudo clínico, cego, cruzado, longitudinal com washout de uma semana para eliminar efeitos residuais, com amostra composta por 30 mulheres coristas vocalmente saudáveis, entre 18 e 50 anos, com, no mínimo, 1 ano de experiencia em canto coral. As coristas realizaram dois programas de aquecimento: Aquecimento Vocal Tradicional (AVT), composto por fonação com canudo, extensão anterior de língua, glissando, staccato em arpejos e messa di voce; e uma variação desse aquecimento adicionando-se o Shaker Classic® (AVS), por dez minutos cada, com intervalo de uma semana, respeitando-se uma ordem randomizada. Para avaliação pré- e pós- aquecimentos, as variáveis analisadas foram autopercepção da voz, medida por meio da Escala Visual Analógica de Autopercepção da Voz (EVA-V) e da versão brasileira do protocolo Evaluation of Ability to Sing Easily (EASE-BR); Julgamento Perceptivo-Auditivo da voz e canto (JPA) e medidas acústicas. A análise estatística foi realizada no software R (v4.4.1). As diferenças pré- e pós-intervenção intragrupos foi analisada pelos testes de Wilcoxon e Teste t para amostras pareadas, conforme a distribuição e tipo das variáveis, ao nível de 5% de significância. Para a análise interavaliadores do JPA (fala e canto), utilizou- se o coeficiente de concordância de Kappa de Fleiss. Resultados: os dois grupos apresentaram resultados estatisticamente significativos para as medidas de autoavaliação EVA-V e EASE-BR (valor-p <0,001). Na análise intragrupo pré–pós, o AVT apresentou associação estatisticamente significativa para as medidas frequência fundamental (f0), Jitter percent, Pitch Perturbation Quotient (PPQ) e CPPSc, enquanto o grupo AVS para f0, Jitter percent, PPQ, Shimmer percent, APQ e CPPSv. Os resultados do JPA mostram que a maioria dos avaliadores observou melhora na qualidade vocal de voz falada e cantada, após os dois programas de aquecimento, com significância estatística na concordância interavaliador para o AVS. Conclusão: as duas propostas de aquecimento mostram-se seguras e efetivas para mulheres coristas vocalmente saudáveis, apresentando resultados imediatos positivos na autopercepção da qualidade vocal e na facilidade para cantar. Os resultados evidenciaram diferenças nas medidas acústicas nos grupos. No AVT as alterações foram centradas ao aumento e melhor estabilidade da frequência fundamental e qualidade cepstral. O grupo AVS apresentou modificações em um conjunto mais amplo, incluindo a maior regularidade e aumento da frequência fundamental, melhora na estabilidade de amplitude da emissão vocal e qualidade cepstral. O julgamento perceptivo-auditivo indicou efeitos imediatos de melhora para ambos os grupos, com destaque para o AVS.

Abstract

Introduction: vocal warm-up practice is an important feature for choristers and soloists’ performance and vocal health. The practice optimizes vocal performance for the execution of the repertoire, increasing the ability to sing easily and the tunning, in addition to promotes smoother vocal passages. Effective in the vocal preparation of choristers, the recommended warm-up duration is 5–10 minutes, which optimally enhances singing ease, vocal quality and efficiency. Among the most recommended exercises, there are Semi Occluded Vocal Tract Exercises (SOVTE), forward tongue roll, pitch glides, staccato in arpeggios and messa di voce. Objective: evaluate the immediate effects of a traditional vocal warm-up and its variation with the Voiced High-Frequency Oscillation (VHFO) technique performed with the Shaker Classic® device. Method: A clinical, single-blinded, longitudinal crossover trial with a one-week washout period to eliminate carryover effects, involving a sample of 30 vocally female choristers, aged 18-50 years with at least one year of experience in choral singing. The choristers performed two vocal warm-up programs: Traditional Vocal Warm- Up (TVW), consisting of straw phonation, forward tongue roll and extension, glissando, staccato in arpeggios, and messa di voce; and a variation of this protocol introducing the Shaker Classic® device (SVW). Each warm-up lasted ten minutes, conducted one week apart in a randomized order. The following outcomes were measured pre- and post-warm- up: voice self-perception, assessed with the Visual Analog Scale of Voice Self-Perception (VAS-V) and Evaluation of Ability to Sing Easily protocol - Brazilian version (EASE-BR); Auditory-Perceptual Analysis of voice and singing (APA) and acoustic measures. Statistical analysis was performed using R software (v4.4.1), in which the pre- and post-intragroup differences was analyzed using the Wilcoxon signed-rank and paired t-tests, depending on the distribution of the variables, at the 5% significance level. Inter-rater reliability for APA (speech and singing) was assessed with Fleiss’ kappa (κ). Results: Both groups showed a significant association for the self-assessment measures VAS-V and EASE-BR (p-value <0.001). The TVW group presented association statistically significant regarding the pre- and post-evaluation for the measures fundamental frequency (f0), Jitter percent, Pitch Perturbation Quotient (PPQ), and Smoothed Cepstral Peak Prominence for the Number Counting (CPPSc), whereas the SVW group for f0, Jitter percent, PPQ, Shimmer percent, Amplitude Perturbation Quotient (APQ), and Smoothed Cepstral Peak Prominence for the vowel /a/ (CPPSv). APA indicated post-warm-up improvements in speech and singing, supported by statistically significant interrater agreement for SVW. Conclusion: the two warm-up proposals are safe and effective for vocally healthy female choristers, presenting immediate positive results in the self-perception of vocal quality and ease of singing. The results highlighted differences in acoustic measures between the groups. In the TVW, changes were primarily associated with an increase and augmented stability of the fundamental frequency and cepstral measures. The SVW group presented modifications in a wider scope, including greater regularity and increase of the fundamental frequency, improvement in the stability of vocal emission amplitude, and cepstral quality. The APA demonstrated immediate enhancement effects for both groups, with particular emphasis on the SVW protocol.

Assunto

Voz, Treinamento da Voz, Canto, Qualidade da Voz, Exercício de aquecimento

Palavras-chave

Voz, Treinamento da voz, Canto, Qualidade da voz, Exercício de aquecimento

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