Subpopulações de linfócitos: intervalo de referência e associação com idade, sexo, hábitos de vida e sintomas de depressão e ansiedade em participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto – ELSA-BRASIL

dc.creatorIngrid Caroline Silva Dias
dc.date.accessioned2025-12-09T14:53:32Z
dc.date.issued2025-08-10
dc.description.abstractThere is interest in determining subpopulations of T and B lymphocytes and natural killer (NK) cells, as these values are used in the diagnosis and monitoring of therapy in a wide variety of clinical conditions, such as primary and acquired immunodeficiencies. Most reference ranges for lymphocyte subpopulations used are based on data from other countries. Studies suggest that lymphocyte subpopulations may be influenced by factors such as age, sex, lifestyle habits, and emotional disorders such as anxiety and depression. The objective of this study was to establish reference ranges for lymphocyte subpopulations in peripheral blood and evaluate potential variations by sex and age group, as well as to assess the distribution of lymphocyte subpopulations and their association with lifestyle habits, chronic diseases, depression, and anxiety in participants of the Longitudinal Study of Adult Health – ELSA-Brasil. Lymphocyte subpopulations from 351 participants were analyzed using a Sysmex XN-3000 automated hematology analyzer and a FACSCalibur four-color flow cytometer. Reference intervals were established using the 2.5th and 97.5th percentiles. The Z-score was used to assess the need for different reference intervals by sex and age group. The Mann-Whitney test, with a significance level set at p < 0.05 and 95% CI, was performed to identify differences between population groups. We used robust regression analysis to estimate the association of lymphocyte subpopulation counts with age, sex, body mass index, smoking, alcohol use, physical activity, diabetes, and hypertension. The defined reference intervals were: total lymphocytes (x10³/μL): 1.0–2.9; T lymphocytes: 721.0–2311.5 cells/μL, 59.1–84.5%; T helper lymphocytes: 421.4–1523.8 cells/μL, 32.5–61.6%; cytotoxic T lymphocyte: 175.3–879.8 cells/μl, 12.3–39.1%; helper T lymphocyte/cytotoxic T lymphocyte ratio: 0.8–4.1 cells/μl; CD19+ B lymphocyte: 85.2–501.6 cells/μl, 5.6–21.0%; NK cells: 83.9–444.4 cells/μl, 4.3–23.5%. Significant differences were observed in the relative and absolute values of most lymphocyte subpopulations regarding sex and age. After adjustments, it was demonstrated that with increasing age, there was a reduction in total lymphocytes, T lymphocytes, helper T lymphocytes, cytotoxic T lymphocytes, and B lymphocytes, and an increase in NK cells. Women showed an increase in helper T lymphocytes, the helper T lymphocyte/cytotoxic T lymphocyte ratio, and B lymphocytes, while decreasing NK cells. Obesity also showed an increase in total lymphocytes, T lymphocytes, helper T lymphocytes, cytotoxic T lymphocytes, and B lymphocytes. Finally, smoking was associated with an increase in total lymphocytes, T lymphocytes, helper T lymphocytes, and B lymphocytes. In depression, significant differences were observed in the relative values of T lymphocytes and helper T lymphocytes and in the absolute and relative values of NK cells. The results suggest that lymphocyte subpopulations may be influenced by sex, age, smoking, and obesity, highlighting the need for separate reference ranges for men and women, particularly for helper T lymphocytes, B lymphocytes, and NK cells.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1097
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectPatologia
dc.subjectSubpopulação de Linfócitos
dc.subjectCitometria de Fluxo
dc.subjectEstilo de Vida
dc.subjectValor de referência (medicina)
dc.subject.otherValor de referência
dc.subject.otherSubpopulações de linfócitos
dc.subject.otherCitometria de fluxo
dc.subject.otherHábitos de vida
dc.titleSubpopulações de linfócitos: intervalo de referência e associação com idade, sexo, hábitos de vida e sintomas de depressão e ansiedade em participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto – ELSA-BRASIL
dc.title.alternativeLymphocyte subpopulations: reference range and association with age, sex, lifestyle habits, and symptoms of depression and anxiety in participants of the Longitudinal Study of Adult Health – ELSA-BRASIL
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Chams Bicalho Maluf
local.contributor.advisor-co1Sandra Guerra Xavier
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0332004373482018
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1776607181645698
local.contributor.advisor1Pedro Guatimosim Vidigal
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9839284561306239
local.contributor.referee1Gustavo Oliveira Gonçalves
local.contributor.referee1Silvana Maria Eloi Santos
local.contributor.referee1Ana Paula Lucas Mota
local.contributor.referee1Luciana Araújo Oliveira Cunha
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4844509027943603
local.description.resumoHá um interesse na determinação de subpopulações de linfócitos T, B e células natural killer (NK), pois esses valores são utilizados no diagnóstico e monitoramento da terapia em uma ampla variedade de condições clínicas, como imunodeficiências primárias ou adquiridas. A maioria dos intervalos de referência de subpopulações de linfócitos utilizados são baseados em dados originados de outros países. Estudos sugerem que as subpopulações linfocitárias podem sofrer influência de fatores como idade, sexo, hábitos de vida e distúrbios emocionais como ansiedade e depressão. O objetivo deste estudo foi estabelecer intervalos de referência para subpopulações de linfócitos no sangue periférico e avaliar potenciais variações por sexo e faixa etária, bem como avaliar a distribuição de subpopulações de linfócitos e sua associação com hábitos de vida, doenças crônicas, depressão e ansiedade em participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto – ELSA-Brasil. As subpopulações de linfócitos de 351 participantes foram analisadas usando o analisador hematológico automatizado Sysmex XN-3000 e o citômetro de fluxo de quatro cores FACSCalibur. Os intervalos de referência foram estabelecidos usando os percentis 2,5 e 97,5. O escore Z foi empregado para verificar a necessidade de intervalos de referência distintos por sexo e faixa etária. O teste de Mann-Whitney, com nível de significância estabelecido em p < 0,05 e IC 95% foi conduzido para identificar diferenças entre os grupos populacionais. Usamos análise de regressão robusta para estimar a associação das contagens de subpopulações de linfócitos com idade, sexo, índice de massa corporal, tabagismo, uso de álcool, atividade física, diabetes e hipertensão. Os intervalos de referência definidos foram: linfócitos totais (x10³/μL): 1,0 - 2,9; linfócito T: 721,0 – 2311,5 células/μl, 59,1 - 84,5%; linfócito T auxiliar: 421,4 – 1523,8 células/μl, 32,5 - 61,6%; linfócito T citotóxico: 175,3 – 879,8 células/μl, 12,3 - 39,1%; relação linfócito T auxiliar/linfócito T citotóxico: 0,8 - 4,1 células/μl; linfócito B CD19+: 85,2 - 501,6 células/μl, 5,6 - 21,0%; células NK: 83,9 – 444,4 células/μl, 4,3 - 23,5%. Diferenças significativas foram observadas nos valores relativos e absolutos da maioria das subpopulações de linfócitos quanto a sexo e idade. Após ajustes, foi demonstrado que com o aumento da idade, houve redução no total de linfócitos, linfócitos T, linfócitos T auxiliares, linfócitos T citotóxicos, linfócitos B e aumento nas células NK. As mulheres apresentaram aumento nos linfócitos T auxiliares, na proporção de linfócitos T auxiliares/linfócitos T citotóxicos, linfócitos B e diminuição nas células NK. Na obesidade, houve aumento nos linfócitos totais, linfócitos T, linfócitos T auxiliares, linfócitos T citotóxicos e linfócitos B. Finalmente, o tabagismo foi associado a aumento nos linfócitos totais, linfócitos T, linfócitos T auxiliares e linfócitos B. Já na depressão diferenças significativas foram observadas nos valores relativos de linfócitos T e linfócitos T auxiliares e nos valores absolutos e relativos das células NK. Os resultados sugerem que as subpopulações de linfócitos podem ser influenciadas por sexo, idade, tabagismo e obesidade, destacando que devemos considerar intervalos de referência separados para homens e mulheres, particularmente para linfócitos T auxiliares, linfócitos B e células NK.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8260-1616
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Patologia
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::ANATOMIA PATOLOGICA E PATOLOGIA CLINICA

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