Educação superior ainda que tardia: sentidos da formação e significados do diploma entre adultos com antecedente escolar na EJA

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Primeiro orientador

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Emília Maria da Trindade Prestes
Joaquim Luiz Medeiros Alcoforado
Sergio Haddad
Luiz Alberto Oliveira Goncalves

Resumo

Os níveis e etapas da educação formal no Brasil apontam para o não lugar do adulto, posto que se voltam para o atendimento a crianças, adolescentes e jovens. Na educação básica esta orientação é relativizada pela garantia da oferta das etapas fundamental e média para adultos, por meio de uma modalidade específica a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Já no ensino superior (ES), apesar de ter presença significativa na composição do público, a participação do estudante adulto fica subsumida no entendimento prevalente de este ser um tempo-espaço de formação dos e para os jovens com trajetória regular. Contudo, o reconhecimento de que quase metade dos ingressantes no ES, na atualidade, é constituída por pessoas com idade a partir de 25 anos quando a expectativa é de que nesta idade já se tenha concluído, ou se esteja em vias de conclusão dos estudos da graduação aponta para a importância de se problematizar e inquirir esta realidade, visando avançar na compreensão dos modos como o sistema ofertante desse nível de ensino tem acolhido e servido o público nele atendido e, em paralelo, como os que nele ingressam têm conseguido nele permanecer e dele se servir. Entendendo que a educação superior gera um conjunto de benefícios individuais e coletivos, posto ser um bem social meritório, e que o diploma deste nível representa a aquisição de um capital cultural institucionalizado, potencialmente gerador de capital econômico, social e simbólico, buscamos, a partir do diálogo com adultos que fizeram a formação superior tardiamente, configurar os sentidos da vivência da formação superior e os significados da experiência da diplomação tardia. Assim, visamos conhecer os retornos da titulação na e para a vida de seis adultos egressos da EJA que concluíram o ensino superior. O estudo realizado está situado na interface entre os campos teóricos da EJA e do ES, denotando nossa percepção de haver uma forte imbricação entre eles, posto que o estudante tardio, quando na graduação, interpela simultaneamente os âmbitos teórico, prático, político e institucional tanto da EJA quanto do ES: por um lado, pondo em questão os limites e potencialidades da EJA, no tocante à abrangência e às questões que neste campo se discutem uma vez que a modalidade está restrita ao nível básico da educação formal e, mesmo nesse âmbito, pouco trata do estudante adulto ; por outro lado, confrontando o ES, tendo em vista que adultos conformam, ali, um público atípico, para o qual, em princípio, esta formação não fora pensada e nem se destina.

Abstract

Los niveles y etapas de la educación formal en Brasil so direccionadas hacia el no lugar del adulto, puesto que se vuelca a la atención de niños, adolescentes y jóvenes. En la Educación Básica esta orientación es relativa a la garantía de oferta de las etapas primaria y secundaria para adultos, mediante una modalidad específica Educación de Jóvenes y Adultos (EJA). En la enseñanza superior (ES), a pesar de que hay una presencia significativa en la composición del público estudiante adulto queda subsumida en el entender prevalente de éste, siendo un tiempo-espacio de formación de los y para los jóvenes con trayectoria regular. Sin embargo, el reconocimiento de que, casi la mitad de los ingresantes al ES, actualmente, es constituida por personas con edad a partir de los 25 años cuando la expectativa es de que, en esta edad ya se haya concluido o esté por concluir los estudios de graduación señala la importancia de problematizar e inquirir esa realidad, direccionado hacia el avance de la comprensión de los modos, como el sistema de oferta en ese nivel siendo acogido y servido al público al cual atiende, y en paralelo, como los que ingresan en él y han conseguido permanecer y servir en él. Entendiendo que la educación superior genera un conjunto de beneficios individuales y colectivos, puesto que se considera un bien social meritorio, y que el diploma de este nivel representa la adquisición de un capital cultural institucionalizado, potencialmente generador de capital económico, social y simbólico, buscamos, a partir del diálogo con adultos que hicieron la formación superior de forma tardía, visando a conocer los retornos de la titulación en la y para la vida de tres adultos egresados de la EJA que concluyeron la enseñanza superior. El estudio propuesto está situado en la interface entre los campos teóricos de la EJA y del ES, denotando nuestra percepción en la que existe una fuerte imbricación entre ellos, puesto que, el estudiante tardío en la graduación, interpela simultáneamente en los ámbitos teórico, práctico político e institucional de ambos: por un lado poniendo en cuestión los límites y potencialidades de la EJA en lo referente a su abertura y a las cuestiones que en este campo se discute ya que, la modalidad está restricta al nivel básico de la educación formal y, en éste ámbito se trata poco al referirse al estudiante adulto ; por otro lado, confrontando a la ES, a medida que los adultos conforman, allí, un público atípico, para el cual, a principio, esta formación no se pensó hacia ese destino.

Assunto

Direito a educação, Educação, Ensino superior, Educação de adultos, Estudantes universitários

Palavras-chave

experiência da diplomação, relação EJA ensino superior, Estudante adulto, vivência da formação superior

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