Transmissão do risco soberano para a classificação de risco de crédito corporativo: a influência da heterogeneidade das firmas

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Sovereign risk transmission to corporate credit ratings: the role of firm heterogeneity

Primeiro orientador

Membros da banca

Igor Viveiros Melo Souza
Luiz Renato Regis de Oliveira Lima

Resumo

Este trabalho investiga a influência da heterogeneidade das empresas brasileiras de capital aberto na transmissão do risco soberano para suas classificações de crédito. Utiliza-se uma base de dados em painel com os ratings dessas firmas entre 2014 e 2023. Inicialmente, são elaboradas matrizes de probabilidade de transição entre as categorias de classificação, a partir das quais se constroem séries temporais que mostram a probabilidade agregada de permanência em cada nível de risco. Tais séries indicam aumento da probabilidade de permanência em classificações mais baixas durante períodos de maior risco soberano. Em seguida, estimam-se modelos probit ordenados em painel para avaliar como características específicas das firmas influenciam a probabilidade de melhora ou deterioração do perfil de crédito em contextos de variação do risco soberano. Os resultados, confirmados por diferentes testes de robustez, indicam que empresas com maior liquidez apresentam menor probabilidade de rebaixamento de rating quando a economia é exposta a choques de risco soberano. Adicionalmente, observa-se que a liquidez ganhou proeminência como fator de mitigação da vulnerabilidade das condições de solvência no período posterior à pandemia de COVID-19.

Abstract

This study investigates how firm-level heterogeneity among publicly traded Brazilian companies influences the transmission of sovereign risk to corporate credit ratings. Using a panel dataset covering the 2014–2023 period, the analysis begins with the construction of transition probability matrices across rating categories. These matrices are used to generate time series that capture the aggregate probability of firms being assigned to each credit risk level, revealing a higher likelihood of remaining in lower categories during periods of elevated sovereign risk. Subsequently, ordered probit panel models are estimated to assess how firm-specific characteristics shape the likelihood of rating upgrades or downgrades under different levels of sovereign risk. The findings, supported by a range of robustness checks, indicate that firms with greater liquidity face a lower probability of downgrades when sovereign risk increases. Furthermore, liquidity emerges as an even more critical factor in shielding firms from deterioration in creditworthiness in the post-COVID-19 period.

Assunto

Créditos, Avaliação de riscos, Economia

Palavras-chave

Heterogeneidade de firmas, Liquidez, Classificação de risco, Risco de crédito, Risco soberano

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