Práticas de assistência ao parto e nascimento em maternidades de Belo Horizonte,Minas Gerais, Brasil, no contexto da pandemia da COVID-19.

dc.creatorThalita Beatriz Santos Maciel
dc.date.accessioned2025-07-03T17:53:48Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:59:45Z
dc.date.available2025-07-03T17:53:48Z
dc.date.issued2025-03-06
dc.description.abstractIntroduction: In recent years, labor and birth care has undergone important changes, such as the increased use of various practices aimed at regulating and monitoring a physiological process. The COVID-19 pandemic highlighted the need for new changes and reorganization in care models. From this perspective, the mother-child binomial may have suffered more and unnecessary interventions during labor, delivery, and birth. Therefore, it is important to discuss childbirth care models and obstetric interventions during the COVID-19 pandemic. Objective: To analyze childbirth care practices in maternity hospitals in Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil, in the context of the COVID-19 pandemic. Methodology: Observational study with a cross-sectional design, nested in a cohort. A total of 1,717 postpartum women were included in this study. To identify the profiles of obstetric practices, Principal Component Analysis (PCA) was performed. The variables used were divided into: Sociodemographic and health factors, Obstetric factors and Obstetric practices. Results: In this study, divergent profiles of coexistence of obstetric interventions were generated in women with analogous obstetric profiles. Considering that women belonging to the profiles formed tended to receive the same set of interventions, the results formed three profiles that may have been influenced by the context of covid-19. They are: profile 1 - formed by interventions that are frequently used inappropriately in labor care, such as oxytocin infusion, use of analgesia and presence of peripheral venous access; profile 2 - use of obstetric practices that are evidently harmful and should be abolished in obstetric care, consisting of non-use of partogram, non-use of non-pharmacological methods for pain relief, birth in the lithotomy position and episiotomy; and profile 3 - practices that are useful and benefit women in the childbirth process, consisting of offering a diet and freedom of movement during labor and delivery. Conclusion: The findings of this study highlighted the existence of different childbirth care practices in the institutions investigated, which differ in terms of the use of good practices in childbirth and birth care, oscillating between respect for physiology and medicalization. Therefore, it is necessary to promote improvements in labor and birth care, including in specific epidemiological moments, such as pandemics, aiming to promote women's autonomy, protagonism and well-being. Such aspects, especially in critical epidemiological scenarios, such as COVID-19, can be decisive in maternal and child outcomes.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/83316
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTocologia
dc.subjectCOVID-19
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectEpidemiologia
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherAssistência ao parto
dc.subject.otherCovid-19
dc.subject.otherEnfermagem
dc.subject.otherEpidemiologia
dc.titlePráticas de assistência ao parto e nascimento em maternidades de Belo Horizonte,Minas Gerais, Brasil, no contexto da pandemia da COVID-19.
dc.title.alternativeChildbirth and birth care practices in maternity hospitals in Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil, in the context of the COVID-19 pandemic.
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Fernanda Penido Matozinhos
local.contributor.advisor1Mery Natali Silva Abreu
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7264030967340210
local.contributor.referee1Bruna Figueiredo Manzo
local.contributor.referee1Fernanda Marçal Ferreira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4407042288272530
local.description.resumoIntrodução: Nos últimos anos, a assistência ao trabalho de parto e ao nascimento vem passando por modificações importantes, como o incremento do uso de diversas práticas voltadas para regular e monitorar um processo que é fisiológico. A pandemia de covid-19 evidenciou a necessidade de novas mudanças e da reorganização nos modelos de assistência. Nessa perspectiva, o binômio mãe-filho pode ter sofrido mais e desnecessárias intervenções durante o trabalho de parto, o parto e o nascimento. Portanto, torna-se importante discorrer sobre os modelos de assistência ao parto e as intervenções obstétricas durante a pandemia da Covid-19. Objetivo: Analisar as práticas de assistência ao parto em maternidades de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, no contexto da pandemia da covid-19. Metodologia: Estudo observacional com delineamento transversal, aninhado a uma coorte. Foram incluídas 1.717 puérperas para este estudo. Para identificar os perfis das práticas obstétricas, procedeu-se à Análise de Componentes Principais (PCA). As variáveis utilizadas foram divididas em: Fatores Sociodemográficos e saúde, Fatores Obstétricos e Práticas Obstétricas. Resultados: Neste estudo, foram gerados perfis divergentes de coexistência de intervenções obstétricas em mulheres com perfis obstétricos análogos. Tendo em vista que as mulheres pertencentes aos perfis formados tenderam a receber o mesmo conjunto de intervenções, os resultados formaram três perfis que podem ter sido influenciados pelo contexto da covid-19. São eles: perfil 1 - formado por intervenções que frequentemente são utilizadas de forma inadequada na assistência ao trabalho de parto, sendo a infusão de ocitocina, o uso de analgesia e presença de acesso venoso periférico; perfil 2 - uso de práticas obstétricas evidentemente prejudiciais, e que devem ser abolidas na assistência obstétrica, composto por não utilização de partograma, não utilização de métodos não farmacológicos para alívio da dor, parto em posição de litotomia e episiotomia; e perfil 3 - práticas que são úteis e beneficiam a mulher no processo de parto, composto por oferecimento de dieta e liberdade de movimentação durante o trabalho de parto e parto. Conclusão: Os achados deste estudo evidenciaram a existência de distintas práticas de assistência ao parto nas instituições investigadas, que divergem quanto ao uso das boas práticas da assistência ao parto e ao nascimento, oscilando entre o respeito à fisiologia e à medicalização. Portanto, faz-se necessário promover melhorias na assistência ao trabalho de parto e de nascimento, incluindo em momentos epidemiológicos específicos, como o de pandemia, visando à promoção da autonomia, do protagonismo e do bem-estar das mulheres. Tais aspectos, especialmente em cenários epidemiológicos críticos, como o da covid-19, podem ser determinantes nos desfechos materno-infantis.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-5453-6546
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENFERMAGEM - ESCOLA DE ENFERMAGEM
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Enfermagem

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