Do rio para o prato: socioecologia do consumo de peixe na Amazônia?

dc.creatorLorena Nascimento Leite Miranda
dc.date.accessioned2025-02-14T17:03:29Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:13:50Z
dc.date.available2025-02-14T17:03:29Z
dc.date.issued2024-08-29
dc.description.abstractFish is an essential resource for the cultural sustainability of communities living near rivers, as it supports nutrition, ensures social reproduction, and contributes to the cultural resilience of these populations. Understanding fish consumption in Amazonian communities is crucial for public health and food security due to the intrinsic relationship between their way of life and this vital food source. This study investigates three factors that may influence fish consumption in Amazonian populations: culture, income, and geographic isolation. Data on fish consumption were gathered through a systematic review covering the period from 1945 to 2023. Traditional communities (riverside, indigenous, and quilombola) consumed, on average, 805 ± 1205 grams (range: 460 - 900), representing three to six times higher consumption than urban communities (F(4,199) = 3.31; p = 0.011). Additionally, the weekly frequency of fish intake was, on average, 23% higher in riverside and indigenous communities (6 ± 1.64, range: 4.61 - 6.39) compared to quilombola and urban communities (F(3,140) = 7.64; p = 9.08e-05). Communities farther from urban centers consumed three to nine times more fish than those located in urban areas (Df = -4; Dev = -50540; p(>chi) = 2.2e^-16), and the frequency of fish intake in these isolated communities was, on average, twice as high as that in urban centers (F(4,139) = 3.11; p = 0.0137). Communities with higher purchasing power consumed, on average, 1.27 to 2.6 times less fish than those with lower purchasing power (Df = -3; Dev = -15674; p = 2.2e^-16) and had a lower frequency of fish consumption, averaging 1.2 to 1.48 times less than lower-income communities (Df = -3; Dev = -13.42; p = 0.0038). Amazonian communities rank among the highest in global fish consumption, surpassing countries such as Iceland, the Faroe Islands, and the Maldives, where per capita fish intake is approximately 220 grams per day. This highlights the critical role of the Amazon biome in providing food resources. The protection of the Amazon is essential for the survival of local populations and aligns with global objectives outlined in the 2030 Agenda, such as achieving zero hunger, ensuring sustainable and nutritious food sources year-round, and preserving life underwater by supporting ecosystem sustainability, resilience, and protection.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/80091
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEcologia
dc.subjectPeixe
dc.subjectConsumo de Alimentos
dc.subjectAmazônia
dc.subject.otherAmazônia
dc.subject.otherconsumo de peixe
dc.subject.otherpescado
dc.subject.othercomunidades tradicionais
dc.titleDo rio para o prato: socioecologia do consumo de peixe na Amazônia?
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Joao Vitor Campos-Silva
local.contributor.advisor-co1http://lattes.cnpq.br/9347748239351968
local.contributor.advisor1Daniele Kasper
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8304838268204675
local.contributor.referee1Maria Auxiliadora Drumond
local.contributor.referee1Daniela De Fex Wolf
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4265521776071306
local.description.resumoO peixe é uma provisão muito importante para a manutenção cultural de comunidades localizadas próximas aos rios garantindo a nutrição, assegurando a reprodução social e a resiliência cultural desses povos. Nas comunidades amazônicas, entender o consumo de peixe é uma questão de saúde pública e segurança alimentar dada a intrínseca relação entre seu modo de vida e este alimento. Investigamos três fatores que podem influenciar o consumo de peixe das populações amazônicas: cultura, renda e isolamento geográfico. Os dados de consumo de peixe foram obtidos por revisão sistematizada entre 1945 e 2023. As comunidades tradicionais (ribeirinhas, indígenas e quilombolas) consomem, em média, 805±1205 (460 - 900), o que representa de três a seis vezes mais peixe do que as urbanas (F(4,199) =3.31; p=0.011) e a frequência de ingestão semanal de peixe foi em média 23% maior nas comunidades ribeirinhas e indígenas (6±1.64, 4.61 - 6.39) quando comparada às comunidades quilombolas e urbanas (F(3,140)=7.64; p=9.08e-05). As comunidades mais distantes dos aglomerados urbanos consumiram de três a nove vezes mais peixe do que aquelas dos centros urbanos (Df= -4; Dev= -50540; p(>chi)= 2.2e^-16) e a frequência de ingestão semanal foi em média duas vezes maior nas comunidades isoladas em relação àquelas dos centros urbanos (F(4,139)=3.11; p= 0.0137). Comunidades com poder de compra alto ingeriram, em média, de 1,27 a 2,6 vezes menos peixe do que as comunidades com menor poder de compra (Df= -3; Dev= -15674; p= 2.2e^-16) e tiveram menor frequência de ingestão de peixe variando de 1,2 a 1,48 vezes quando comparada às comunidades com menor poder de compra (Df=-3; Dev= -13.42; p= 0.0038). As comunidades amazônicas estão entre as comunidades que mais consomem peixe no mundo, superando o consumo observado na Islândia, Ilhas Faroé e Maldivas, que é de 220 g/per capta/dia, exprimindo a importância do bioma amazônico para a provisão de alimento. A proteção deste bioma é essencial para a sobrevivência da população local e auxilia a atingir os objetivos globais da Agenda 2030 como, por exemplo, a fome zero ao garantir uma fonte alimentar segura, nutritiva e durante todo o ano de forma sustentável, e a vida debaixo d’água ao subsidiar a sustentabilidade, resiliência e proteção dos ecossistemas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ecologia, Conservacao e Manejo da Vida Silvestre

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