O perfil da mortalidade adulta por idade e causas básicas de óbito na América Latina e Caribe (2000 – 2010)
Carregando...
Arquivos
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Laura Lídia Rodríguez Wong
Daisy Maria Xavier de Abreu
Daisy Maria Xavier de Abreu
Resumo
A América Latina e o Caribe vivenciam, desde a década de 1930, o processo de
mudança progressiva dos padrões de morbimortalidade, conhecido como
"transição epidemiológica”. O objetivo central deste trabalho é analisar o perfil da
mortalidade adulta por idade e causas básicas de óbito (diabetes, doenças do
aparelho circulatório, neoplasias, causas externas, HIV/AIDS e outras doenças
infecciosas) na América Latina e Caribe (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa
Rica, Equador, México, Peru e Uruguai), entre os anos de 2000 e 2010, tendo em
vista as grandes transformações no perfil epidemiológico que vem ocorrendo na
região. Mais especificamente, pretende-se: (1) analisar as principais mudanças na
probabilidade de sobrevivência e na média de anos vividos entre 15 e 60 anos; (2)
analisar as principais mudanças na sobrevivência adulta por grupos etários; (3)
analisar o efeito das causas de morte sobre probabilidade de sobrevivência e sobre
a média de anos vividos em idade adulta; e (4) contextualizar os perfis
epidemiológicos encontrados dentro no arcabouço teórico da transição
epidemiológica. As probabilidades de sobrevivência e a média de anos vividos em
idade adulta são calculadas a partir de tabelas de vida de múltiplos decrementos.
As taxas de mortalidade utilizadas como insumo dessas tabelas foram calculadas
a partir das informações de óbito disponibilizadas pela Organização Mundial de
Saúde e das estimativas populacionais das Nações Unidas. Essas taxas foram
corrigidas pela subenumeração através do método de Gerações Extintas
Combinado. Os resultados mostram que, embora os níveis de mortalidade adulta
sejam diferentes entre os países, o padrão da mortalidade por causa de morte é
muito similar, indicando que a América Latina e Caribe se encontra em um estágio
intermediário da transição epidemiológica clássica de Omran, com predomínio de
doenças crônico-degenerativas, tais como doenças do aparelho circulatório e as
neoplasias. Para os homens, ainda se destaca a importância das causas externas
sobre a mortalidade adulta. Conclui-se, portanto, que ganhos futuros de
longevidade dependerão da adoção de políticas de saúde focadas no manejo das
condições crônicas, bem como a criação de políticas multisetoriais que encarem a
violência tanto como um problema social como um problema de saúde pública.
Abstract
Since the 1930s, the Latin American and Caribbean have experienced a rapid
decline in mortality levels, along with a progressive shift of morbidity and mortality
patterns by age and by causes-of-death, known as "epidemiological transition". The
main aim of this study is to analyze the profile of adult mortality by age and causesof-death (diabetes, cardiovascular diseases, neoplasms, infectious diseases and
HIV/AIDS) in Latin America and the Caribbean (Argentina, Brazil, Chile, Colombia,
Costa Rica, Ecuador, Mexico, Peru and Uruguay), between 2000 and 2010,
considering the major changes in the epidemiological profile that have been
occurring in all countries of this region. More specifically, it aims to: (1) analyze the
main changes in the probability of survival and in the average number of years lived
between 15 and 60 years; (2) analyze the main changes in adult survival by age
group; (3) analyze the effect of each cause-of-death on survival probability and on
the average number of years lived into adulthood, and (4) contextualize the
epidemiological profiles found within the theoretical framework of epidemiological
transition. The probability of survival and the average of years lived are calculated
from multiple decrement life tables. Mortality rates used as an input in these tables
were calculated from the death information provided by the World Health
Organization and from the population estimation by the United Nations. These rates
were adjusted by subenumeration using the Combined Extinct Generations method.
The results show that adult mortality levels are very different across countries, but
the mortality pattern by cause-of-death is very similar, indicating that Latin America
and the Caribbean are in an intermediate stage of classical epidemiological
transition proposed by Omran, with a predominance of chronic degenerative
diseases such as cardiovascular diseases and neoplasms. For men, the results also
emphasize the importance of external causes for adult mortality. We conclude that
potential future gains in longevity will depend on health policies focused on handling
chronic conditions and on the creation of multisector policies that face violence both
as a social and a public health problem.
Assunto
Mortalidade, América Latina, Morte, Causas, Transição epidemiológica
Palavras-chave
Mortalidade adulta, Transição epidemiológica, América Latina e Caribe, Riscos competitivos