Limite temporal ao pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro: análise acerca da constitucionalidade do art. 131, parágrafo único, da Lei 14.133/2021

dc.creatorLarissa de Seixas Ferreira Araújo
dc.date.accessioned2025-04-07T15:42:07Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:14:12Z
dc.date.available2025-04-07T15:42:07Z
dc.date.issued2025-02-26
dc.description.abstractBrazilian Procurement Act 2021 (Act nº 14.133/2021) introduces significant changes to the legal regime concerning biddings and administrative contracts, replacing the previous Brazilian Procurement Act 1993 (Act nº 8.666/1993). Specifically, Section 131, Subsection 1, establishes a deadline for the contracted to exercise the right to the economic-financial balance of the contract. The wording of this paper clarifies that any event causing an imbalance can only be raised during the contract's duration and prior to any potential extensions. This provision is not entirely new within the legal framework, as it aligns with the understanding of the General Accounting Office. Under the Brazilian Procurement Act 1993, the lack of a clear deadline for asserting this right led contractors to argue that maintaining the economic-financial equilibrium should not have limitations, claiming it had constitutional support under Section 37, XXI. Despite this formalization, which theoretically puts an end to the debate on the matter, some scholars challenge the constitutionality of the Subparagraph of Section 131. This study aims to analyze the constitutionality of this new provision. The research adopts a legalation of the juridical-comprehensive type. The initial hypothesis posits that the Subparagraph of Section 131 is unconstitutional. However, this study ultimately rejects that hypothesis, asserting that while the right to economic and financial rebalancing has constitutional grounds, it is not absolute. Nevertheless, it is possible to enhance this constitutional right by permitting claims to be submitted after the established deadline, provided that the delay is adequately justified.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/81341
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/pt/
dc.subjectDireito administrativo
dc.subjectContratos administrativos
dc.subjectEquilíbrio econômico
dc.subject.otherEquilíbrio econômico-financeiro
dc.subject.otherPrazo para apresentação do pleito
dc.subject.otherInconstitucionalidade
dc.titleLimite temporal ao pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro: análise acerca da constitucionalidade do art. 131, parágrafo único, da Lei 14.133/2021
dc.typeMonografia de especialização
local.contributor.advisor1Maria Tereza Fonseca Dias
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8213163806340232
local.contributor.referee1Felipe Alexandre Santa Anna Mucci Daniel
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3934519314502999
local.description.resumoA Lei Federal nº 14.133/2021 inovou em relação à antiga lei de licitações e contratos administrativos (Lei Federal nº 8.666/1993), ao prever no art. 131, parágrafo único, delimitação temporal para o exercício do direito ao equilíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos. Da redação do artigo depreende-se que só é possível suscitar a existência de evento de desequilíbrio durante a vigência contratual e antes de eventual prorrogação. O dispositivo não é novidade no ordenamento jurídico ao positivar entendimento do Tribunal de Contas da União. Ainda sob a égide da Lei Federal nº 8.666/1993, quando não havia definição expressa na legislação acerca do prazo para exercício do direito, os contratados defendiam que a manutenção da equação econômico-financeira não comporta limitações, considerando seu fundamento constitucional no art. 37, XXI. Apesar da positivação - que em tese encerraria a discussão sobre o tema 3 parte da doutrina defende a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 131. Nesse sentido, o objeto do estudo é analisar a constitucionalidade do novo dispositivo. A pesquisa proposta insere-se, assim, na vertente jurídico-dogmática, baseada na investigação do tipo jurídico-compreensivo. A hipótese levantada para responder o objeto da pesquisa é a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 131. A pesquisa realizada nega parcialmente a hipótese, uma vez que o direito ao reequilíbrio econômico-financeiro, apesar de possuir previsão constitucional, pode sofrer limitações temporais. Contudo, é possível maximizar o direito consagrado na Constituição, admitindo a apresentação dos pleitos fora do prazo fixado, desde que o atraso seja devidamente justificado.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentDIREITO - FACULDADE DE DIREITO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Direito

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